terça-feira, 20 de outubro de 2020

Gizmodo Brasil

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App E-Título, do TSE, passa a ser aceito como documento de identificação na hora de votar

Posted: 19 Oct 2020 03:38 PM PDT

Muitos documentos de identificação no Brasil já contam com versões totalmente digitais. É o caso da carteira de trabalho, do RG, da Carteira Nacional de Habilitação, entre outros. O título de eleitor também entra nessa lista, e a boa notícia é que você poderá usá-lo como documento oficial na hora em que for votar nas eleições municipais deste ano.

O aplicativo E-Título ganhou uma atualização que permite adicionar sua fotografia. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “o objetivo é facilitar ainda mais a vida do eleitor no dia da votação".

Só que há um problema: esse recurso está disponível apenas para quem já realizou o cadastramento biométrico. Como ele ainda não é uma medida obrigatória — somente a partir das eleições gerais de 2022 é que todos os brasileiros terão de cadastrar suas impressões digitais –, é provável que um número relativamente pequeno do eleitorado tenha acesso ao E-Título em sua totalidade. Se você não tiver a foto cadastrada, ainda precisa levar um documento com foto no momento em que for votar na sua cidade.

Se você já fez o cadastro biométrico e quer usar a versão digital do documento, o Tribunal recomenda baixar o aplicativo com antecedência ao dia das eleições municipais, cujo primeiro turno acontecerá no dia 15 de novembro. Também é necessário responder um questionário dentro do app para liberar as funcionalidades (incluindo a opção de foto) e criar uma senha de segurança.

Pelo app, você ainda pode emitir certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais, que estarão disponíveis a qualquer momento. Além disso, é possível verificar o endereço do seu local de votação e informações sobre as eleições na sua cidade, como também usar a plataforma do TSE para justificar sua ausência, caso você estiver fora do seu domicílio eleitoral. Esta última funcionalidade só poderá ser acessada no dia da eleição, das 7h às 17h.

Vale lembrar que serviços citados acima não são exclusivos do aplicativo e ainda poderão ser feitos presencialmente junto ao cartório eleitoral.

O app E-Título tem versões para Android e iOS.

[Tribunal Superior Eleitoral]

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O Raspberry Pi 4 Compute Module é um mini processador capaz de alimentar robôs e drones

Posted: 19 Oct 2020 01:55 PM PDT

O Raspberry Pi – um computador de placa única que permite executar sistemas Linux em dispositivos do tamanho de um baralho de cartas – é popular entre os entusiastas do movimento "Faça Você Mesmo" devido ao seu tamanho pequeno e extrema potência. Mas quando você precisa de algo ainda menor, recorre ao Raspberry Pi Compute Module, essencialmente um RaspPi simplificado, sem muitas das portas integradas que podem atuar como um processador central para seus projetos finalizados.

O mais recente módulo Compute, baseado no Raspberry Pi 4, roda uma CPU ARM Cortex-A72 de 64 bits com memória (até 8 GB) e armazenamento (até 32 GB) integrados. A placa também suporta wi-fi por meio de uma porta de antena incluída e se conecta aos seus projetos por meio de um conector JEDEC DDR2 SODIMM. Ele começa em US$ 25 para o modelo básico e US$ 90 para a versão modificada.

Para ajudar no desenvolvimento, o Raspberry Pi está oferecendo uma placa IO que essencialmente simula um RaspPi de tamanho normal e adiciona conectores, portas e fontes de alimentação. Quando estiver pronto para construir seu produto acabado, no entanto, você pode inserir o Compute Module em seu sistema e alimentar seus sinais digitais, robôs ou drones.

O engenheiro Dominic Plunkett criou o Compute Module baseado no Raspberry Pi 4, lançado no ano passado. Para muitos projetos, um RaspPi de tamanho normal pode ser um exagero, tornando o Compute Module uma solução perfeita para vários projetos autônomos. O melhor de tudo é que você pode assistir Plunkett e o fundador do Raspberry Pi, Eben Upton, falando sobre o RaspPi abaixo.

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Bebês estão ingerindo 1,6 milhão de pedaços de microplástico de mamadeiras diariamente

Posted: 19 Oct 2020 01:02 PM PDT

Há inúmeras evidências de que as pessoas estão ingerindo plástico – uma quantidade equivalente a um cartão de crédito por semana, de acordo com um estudo. Presumi que era algo que afetava apenas humanos adultos, mas um novo estudo mostra que pode não ser o caso. Os bebês também correm o risco de consumir uma grande quantidade de microplástico.

Uma pesquisa publicada na Nature Food na segunda-feira sugere que aquecer mamadeiras para preparar leite de fórmula libera um monte de partículas de microplástico, fazendo com que vários bebês façam a ingestão deste conteúdo. Uma vez que há evidências de que o consumo de microplásticos pode expor os humanos a produtos químicos que interrompem as atividades hormonais e podem até estar associados ao aumento do risco de câncer, diabetes e problemas cardíacos, esta é uma notícia bastante assustadora.

Os autores prepararam fórmulas infantis em 10 tipos diferentes de mamadeiras – que representam quase 70% de todas as mamadeiras que podem ser compradas online em todo o mundo – de acordo com as diretrizes de preparação estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde. Todo ou parte de cada tipo de garrafa era feito de um plástico comum chamado polipropileno.

Depois de aquecer a fórmula para bebês, os pesquisadores testaram o conteúdo microplástico da fórmula em cada recipiente. Eles descobriram que cada uma das garrafas continha um mínimo de 1,3 milhão de partículas de plástico por litro de fórmula e que os piores resultados incluíam até 16,2 milhões de partículas por litro.

A partir disso, eles concluíram que, em média, uma criança consome cerca de 1,6 milhão de partículas de microplástico por dia. Isso é cerca de 2.600 vezes o valor que um adulto médio consome a partir de água, alimentos, e ar diariamente, que um estudo de 2019 havia descoberto ser de 600 partículas por dia.

A quantidade de polipropileno em uma mamadeira fez uma grande diferença na quantidade de microplástico que ela libera quando aquecida. Garrafas totalmente feitas de plástico produziram mais do que aquelas em que a tampa era de plástico mas o corpo era de vidro, por exemplo. Mas, crucialmente, os pesquisadores também descobriram que o tipo de frasco usado não foi o único fator que determinou os níveis de microplástico na fórmula. Alguns métodos de preparação da fórmula para bebês também liberaram mais microplásticos do que outros.

Por exemplo, a OMS recomenda esterilizar as mamadeiras com água escaldante periodicamente para eliminar bactérias. Mas os cientistas descobriram que isso aumentou o nível de microplástico na fórmula da garrafa após um tempo, porque o líquido quente libera mais plástico da garrafa do que o frio. Da mesma forma, os pesquisadores descobriram que o uso de chaleiras de plástico para aquecer a água para o processo de esterilização resultou em um conteúdo de partículas de plástico mais alto do que quando usaram chaleiras sem plástico para aquecer a água.

Os pesquisadores também descobriram que reaquecer a fórmula em recipientes de plástico aumentou seus níveis de partículas de plástico, especialmente quando foi reaquecido em um microondas. Agitar a fórmula na garrafa também libera mais partículas de plástico, fazendo com que mais delas acabem na fórmula.

Parte disso pode parecer óbvio, mas os autores observam que os métodos de preparação de fórmulas que liberam mais microplásticos são comuns. Por exemplo, o estudo cita os fundos do Centro de Controle de Doenças em que 35% dos pais "ocasionalmente" usam o microondas para preparar a fórmula em pó, enquanto 20% usam o método com frequência.

Muito mais pesquisas são necessárias para determinar se todo esse consumo de microplásticos representa ou não riscos à saúde dos bebês. Mas, por segurança, os pesquisadores pedem aos formuladores de políticas globais que dêem outra olhada nas diretrizes de preparação de fórmulas da OMS. Também pode ser uma boa ideia implementar alguns padrões para a quantidade de plástico que as mamadeiras podem conter.

Não é como se precisássemos de outro motivo para eliminar o uso de plástico. O mundo já tem em suas mãos uma enorme crise de poluição por plástico que pode piorar . O material também é feito de petroquímicos, e o processo usado para criá-lo libera poluentes perigosos que aquecem o planeta, o que representa mais um risco e para os bebês nascidos hoje.

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Com aval de Zuckerberg, Facebook teria favorecido algumas páginas de direita e sufocado conteúdos de esquerda

Posted: 19 Oct 2020 11:51 AM PDT

Logo do Facebook

Uma longa reportagem do Wall Street Journal publicada na última sexta-feira (16) diz que o Facebook tem feito de tudo para que seus algoritmos priorizem conteúdos conservadores e de direita na plataforma, ao mesmo tempo que prejudica o viés contrário, de esquerda. A matéria afirma que isso vem acontecendo desde 2017, quando os engenheiros da empresa foram orientados a projetar um algoritmo para impactar de maneira desproporcional os veículos de esquerda, sufocando efetivamente o tráfego desses canais.

De acordo com o relatório do WSJ, naquele ano de 2017, pessoas poderosas com perfis no Facebook estavam preocupados sobre como essas mudanças afetariam os meios de comunicação de direita e queriam evitar adicionar combustível ao argumento dos críticos de que a plataforma tem um viés anti-conservador.

No entanto, em sua tentativa de parecer imparcial, a empresa exagerou na dose e foi além de níveis aceitáveis de correção – o que não é novidade dado o histórico da companhia. Os engenheiros do Facebook revisaram a atualização para afetar os sites de esquerda mais do que o planejado anteriormente, e o próprio CEO Mark Zuckerberg aprovou o redesenho. Em nota ao jornal, a empresa alegou que as mudanças não tinham nenhum veículo específico como alvo.

"Não fizemos alterações com a intenção de impactar editores individuais", disse um porta-voz do Facebook ao WSJ.

Um dos sites que o relatório citou como sendo afetado negativamente por essa reformulação é o Mother Jones, um renomado meio de notícias investigativas. Em resposta à reportagem, o diretor editorial do Mother Jones para crescimento e estratégia, Ben Dreyfuss, escreveu uma crítica contundente ao Facebook que detalha anos de relações frustrantes e tensas com a empresa.

Dreyfuss disse que em várias reuniões com executivos do Facebook, em 2017 e 2018, ele tinha certeza de que, embora os editores pudessem esperar que o tráfego diminuísse após as mudanças algorítmicas, “não era de uma forma que favorecesse ou desfavorecesse qualquer publicação ou classe de editor". Em 2019, vários dos editores do site escreveram que o tráfego do Facebook havia caído drasticamente nos últimos 18 meses, resultando em uma perda de pelo menos US$ 600 mil.

A CEO do Mother Jones, Monika Bauerlein, expressou frustração com o Facebook em um tópico do Twitter na sexta-feira passada, explicando que a perda de tráfego teve "efeitos reais" na organização. O Mother Jones viu uma queda de cerca de US$ 400 mil na receita anual do site e, como resultado, não conseguiu preencher vagas ou completar determinados projetos.

"Um dos motivos pelos quais isso é tão irritante é que há tanto tempo insisto em dar ao Facebook o benefício da dúvida. Eu estava convencida de que éramos uma vítima aleatória. Mas é sempre, sempre algo pior", escreveu Bauerlein.

Na tentativa de parecer imparcial, o Facebook foi pego mimando canais e páginas inclinados à direita, para evitar que a turma conservadora se manifeste por causa de alegações infundadas de censura anti-conservadora.

Em agosto, uma denúncia do Buzzfeed News detalhou como um funcionário do Facebook foi supostamente demitido após coletar evidências de que a empresa deu tratamento preferencial a páginas de direita. Documentos internos vazados para a NBC também mostraram que o Facebook relaxou seus padrões de verificação de fatos para veículos de notícias conservadores e personalidades, incluindo Breitbart e os ex-Fox News, Diamond e Silk, para que eles não fossem penalizados por espalhar desinformação.

E assim, o Facebook continua a perder a razão no que diz respeito à moderação de conteúdo em sua plataforma, bloqueando a cobertura de canais legítimos e, ao mesmo tempo, falhando em evitar que teorias de conspiração perigosas e desinformação sejam desenfreadas.

[The Wall Street Journal]

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NASA firma parceria com Nokia para instalar 4G na Lua, que ajudará em futura base

Posted: 19 Oct 2020 10:19 AM PDT

Lua

A cobertura do 4G vai se expandir um pouco mais no futuro — e dessa vez, será para além do planeta em que vivemos. A NASA firmou uma parceria com a Nokia para desenvolver uma rede de internet móvel na Lua. A iniciativa faz parte de uma série de esforços para permitir uma presença humana mais duradoura no satélite natural.

A Bell Labs, empresa americana de pesquisa que é subsidiária da Nokia, ficará responsável por desenvolver a tecnologia. Segundo o comunicado de imprensa, o objetivo é preparar a infraestrutura até o fim de 2022. A NASA já fez um pagamento inicial de US$ 14,1 milhões (mais de R$ 78 milhões, na cotação atual) pelo projeto.

O equipamento de rede será integrado a uma sonda de pouso da Intuitive Machines e se configurará sozinho ao chegar à superfície da Lua — que bom que ninguém vai precisar chamar o técnico para instalar esse roteador por lá.

Mas por que uma rede 4G na Lua? A rede facilitará o controle de rovers, a obtenção de dados geográficos para navegação no satélite e o envio de vídeos de alta definição.

Para isso, a Nokia vai desenvolver uma estação base de 4G preparada especialmente para o lançamento e o pouso, além de várias adaptações para poder funcionar nas condições adversas da Lua, como temperaturas extremas e radiação. A cobertura não será muito extensa porque os módulos precisarão ser reduzidos para facilitar o transporte.

A contratação faz parte do esquema Tipping Point da NASA, que contrata empresas privadas para dar suporte à futura missão Artemis. Ela marcará o retorno da humanidade à Lua em 2024 e o estabelecimento de uma base lunar e uma presença humana prolongada até 2030, de acordo com o cronograma atual.

Como lembra o Business Insider, o esquema Tipping Point já investiu US$ 106 milhões em iniciativas inovadoras como um sistema de carregamento sem fio, uma fonte química de energia elétrica e aquecimento e, agora, a rede 4G da Nokia. Outro investimento de US$ 256 milhões foi feito em tecnologias de gerenciamento de fluidos criogênicos, e mais um de US$ 53 na SpaceX.

Todas essas inovações são essenciais para uma presença humana prolongada na Lua, e espera-se que elas ajudem a preparar uma futura missão para Marte.

E o 4G é só o primeiro passo. A Bell Labs também disse que pretende, no futuro, atualizar a rede lunar para 5G. Será que também teremos planos de celular com roaming extraterrestre incluso? Eu não quero nem ver o preço disso.

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Huawei Mate 40 Pro deve ter um módulo estranho com oito lados para cinco câmeras traseiras

Posted: 19 Oct 2020 08:22 AM PDT

Mesmo enfrentando o boicote de várias companhias estadunidenses, a Huawei segue firme e forte no desenvolvimento de novos smartphones. Tudo leva a crer que o próximo topo de linha da empresa – o Mate 40 Pro – está para chegar, e com ele a fabricante deve estrear um design incomum para as câmera traseiras, que podem vir em um módulo octogonal (com oito lados).

A própria Huawei já havia sugerido esse design em um teaser na semana passada divulgado na rede social chinesa Weibo. Só que esse formato deve ser exclusivo de uma variante chamada Mate 40 RS Porsche Design. O módulo deve incluir nada menos do que cinco sensores fotográficos, sendo o principal de 50 MP, um ultra-angular de 20 MP, um sensor de 8 MP com zoom óptico de 3x para fotos mais próximas, e outro de 8 MP com zoom óptico de 10x. Há ainda um sensor Time-of-flight (ToF) e flash LED único.

Enquanto isso, o Mate 40 Pro convencional também deve trazer um módulo gigantesco para câmera na parte traseira, só que redondo. O sensor principal deve ter 50 MP com estabilização óptica de imagem, e especula-se que haverá ainda uma câmera ultra-angular de 20 MP e outra para telefoto de 12 MP. O dispositivo deve ser capaz de gravar vídeos em 8K.

A parte frontal do Mate 40 Pro também deve trazer mudanças significativas. Diferente da geração passada, que tinha um notch único na parte frontal, o novo aparelho deve incluir um entalhe no formato de pílula no canto superior esquerdo – é bem parecido com o notch do Galaxy S10 da Samsung. Dentro dele devem ficar a câmera frontal de 13 MP e um sensor 3D. Renderizações divulgadas pelo WinFuture também apontam que o smartphone deve ter botões físicos de volume, em vez dos botões sensíveis ao toque do Mate 30 Pro, e manter as bordas curvadas.

Imagem: WinFuture

Outras possíveis características inclui a tela de 6,76 polegadas com 2.772 x 1.344 de resolução, 8 GB de memória RAM, 256 GB de espaço interno, bateria de 4.400 mAh com suporte a recarga rápida de 65 W, conectividade Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.2, e sistema operacional EMUI 11 baseada no Android 10 com Huawei Mobile Services.

O processador deve ser um Kirin 9000 octa-core, quatro deles sendo ARM Cortex-A55 rodando a 2,54 GHz, três Cortex-A77 a 2,54 GHz e um Cortex-A77 orientado para performance a 3,13 GHz.

O novo Huawei Mate 40 Pro será oficialmente revelado em um evento online no dia 22 de outubro.

[WinFuture, Android Central]

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Samsung pode anunciar Galaxy S21 e S21 Ultra em janeiro, e eles devem ter câmeras enormes

Posted: 19 Oct 2020 07:30 AM PDT

Samsung Galaxy S21 (rumor). Imagem: Steve Hemmerstoffer

Chocando um total de zero pessoas, parece que a Samsung vai se antecipar em algumas semanas para o lançamento da próxima geração da família Galaxy S. Pelo menos essa é uma possível razão pela qual a empresa poderia estar se preparando para anunciar o Galaxy S21 (ou seja lá como irá se chamar) agora em janeiro. É um pouco antes do esperado, já que a companhia costuma realizar um evento desse tipo entre fevereiro e março.

O conhecido vazador Steve Hemmerstoffer (@OnLeaks) revelou neste domingo (18) a suposta data de lançamento, bem como algumas fotos do Galaxy S21 e do Galaxy 21 Ultra. Deve-se notar que ainda não existe um nome oficial para a nova linha, com alguns especulando que também poderia ser chamada de Galaxy S30.

Quando se trata do que supostamente é o Galaxy S21, a primeira coisa que se destaca é o novo layout da câmera traseira. Hemmerstoffer relata que o aparelho terá três sensores empilhados um em cima do outro na vertical. O encaixe das câmeras parece que se sobressai um pouco do dispositivo, e o flash não está nesse módulo, ficando na lateral.

Segundo Hemmerstoffer, o smartphone virá com uma tela de aproximadamente 6,2 polegadas com um pequeno buraquinho ao centro para a câmera de selfie. Quanto ao tamanho, o telefone deve medir 151,7 x 71,2 x 7,9 mm (ou 9,0 mm levando em consideração o relevo das câmeras traseiras). Você pode conferir mais fotos no blog de Hemmerstoffer no S21.

Agora vamos passar para o que supostamente deve vir a ser o Galaxy S21 Ultra. Uma vez que este é o modelo mais premium da Samsung, faz sentido que a empresa queira que a tela também tenha uma aparência mais elegante. Hemmerstoffer afirma que o S21 Ultra parece ter uma tela com bordas ligeiramente curvas e, assim como o S21 convencional, ele tem uma câmera selfie na parte superior central.

Por se tratar do modelo Ultra, é bastante óbvio que tudo se resume às câmeras. E o módulo dos sensores parece ser enorme, com quatro lentes colossais. Hemmerstoffer diz que tem quase o dobro do tamanho do módulo da câmera do S21 e inclui o flash dentro do recorte em vez de na parte externa. Por falar em relevo, a versão Ultra também deve ter uma protuberância acentuada por causa do módulo das câmeras traseiras.

Em termos de dimensões, Hemmerstoffer afirma que a tela do S21 Ultra terá entre 6,7 e 6,9 ​​polegadas, e medirá cerca de 165,1 x 75,6 x 8,9 mm (ou 10,8 mm com o relevo da câmera). Além disso, aparentemente não há slot para a S-Pen, embora isso não signifique que a Samsung não inclua suporte para a canetinha.

Sobre a data de lançamento, o pessoal do Android Central informa que a Samsung anunciará os dispositivos agora em janeiro. Isso seria um mês antes dos lançamentos anuais habituais da empresa em fevereiro, e muito próximo do lançamento recente dos iPhones 12 da Apple. Os iPhones 12 e 12 Pro devem começar a ser vendidos esta semana nos Estados Unidos, enquanto os iPhones 12 Mini e 12 Pro Max chegam às lojas em meados de novembro.

Como acontece com todas as notícias envolvendo rumores, não crie muitas expectativas. Afinal, tudo pode não passar de somente boatos.

[Steve Hemmerstoffer, 1 e 2]

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Disney Plus terá reforço em aviso de conteúdo racista em filmes antigos

Posted: 19 Oct 2020 06:53 AM PDT

Quando o Disney Plus foi lançado, ele incluía um vago aviso anexado a alguns de seus conteúdos mais antigos e mais, digamos, racistas, citando-os como desatualizados. Recentemente, esse aviso ficou muito mais específico.

Conforme apontado pela NPR, a Disney mudou recentemente a mensagem que aparece antes de determinados conteúdos de streaming no Disney Plus, tornando a mensagem mais forte e elaborada. A mensagem agora é muito mais específica em relação ao tipo de conteúdo que está sendo alertado e contém um link para um site da Disney com mais informações.

Veja o que o comunicado diz agora, de acordo com a Disney:

Este programa inclui representações negativas e/ou maus-tratos de pessoas ou culturas. Esses estereótipos estavam errados na época e estão errados agora. Em vez de remover esse conteúdo, queremos reconhecer seu impacto prejudicial, aprender com ele e iniciar conversas para criarmos juntos um futuro mais inclusivo.

A Disney está comprometida a criar histórias com temas inspiradores e aspiracionais que reflitam a rica diversidade da experiência humana em todo o mundo.

Para saber mais sobre como as histórias impactaram a sociedade, visite www.disney.com/StoriesMatter

O site vinculado inclui mais informações sobre os motivos da Disney para incluir o aviso, que são supostamente “para desencadear uma conversa e um diálogo aberto sobre a história que afeta a todos nós” e “reconhecer que algumas comunidades foram apagadas ou esquecidas completamente, e estamos comprometidos a dar voz às suas histórias também".

A página também inclui algumas explicações muito interessantes para alguns exemplos de conteúdo, todos filmes antigos da Disney: Aristogatas, Dumbo, Peter Pan e A Família Robinson. Aqui está a descrição da própria Disney do conteúdo racista de Dumbo, por exemplo:

Os corvos e os números musicais prestam homenagem a shows de menestréis racistas, onde artistas brancos com rostos pintados de preto e roupas esfarrapadas imitavam e ridicularizavam africanos escravizados nas colônias do sul. O líder do grupo em Dumbo é Jim Crow, que compartilha o nome das leis que impunham a segregação racial no sul dos Estados Unidos. Em “The Song of the Roustabouts”, trabalhadores negros sem rosto trabalham enquanto cantam frases ofensivas como “Quando recebemos nosso pagamento, jogamos nosso dinheiro fora”.

O que, sim, é extremamente racista. O movimento parece uma resposta às críticas à mensagem de aviso original, que era muito genérica sobre os tipos de conteúdo que geraram o aviso em primeiro lugar, o que, no que diz respeito aos iniciadores de conversa, não é exatamente eficaz. Isso definitivamente parece um movimento na direção certa.

A página Stories Matter também inclui uma lista de consultores por trás do programa de diversidade da empresa e as novas mensagens no Disney Plus; a lista inclui a African American Film Critics Association e o GLAAD Media Institute.

Não custa lembrar que o Disney Plus será disponibilizado no Brasil em 17 de novembro.

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[Review] Samsung Galaxy Z Fold 2: é sempre melhor esperar pela segunda geração

Posted: 19 Oct 2020 05:30 AM PDT

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

O Galaxy Fold original talvez tenha sido o telefone mais importante de 2019. Ele mostrou como tecnologias de displays flexíveis podem criar um tipo totalmente novo de dispositivo, aliando a portabilidade e a tela grande de um celular a uma experiência multitarefa aprimorada de um tablet. No entanto, como muitos produtos de primeira geração – especialmente algo tão ambicioso -, foi preciso questionar se valia a pena enfrentar todos os problemas do Fold (e eram muitos, viu?) apenas para experimentar um produto de ponta.

Agora, o Galaxy Z Fold 2 está aqui, e ele chega com melhorias que abordam quase todas as falhas de seu antecessor, ao mesmo tempo que adiciona novos recursos que o tornam um híbrido ainda melhor e mais inovador. E embora seu preço de US$ 2.000 ainda me dê vontade de chorar, o Galaxy Z Fold 2 tem se mostrado um grande sucesso em sua segunda geração. A Samsung já confirmou que o aparelho será lançado no Brasil em outubro, mas não revelou por quanto.

Samsung Galaxy Z Fold 2

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

O que é
A segunda geração do smartphone dobrável da Samsung

Preço
Nos EUA, US$ 2.000 (R$ 11.190 na conversão direta). Ainda não tem preço oficial no Brasil

Gostei
Uma tela gigante e com taxa de atualização de 120 Hz; design mais refinado; suporte às redes 5G

Não gostei
É um aparelho pesado; não tem certificação oficial contra água e poeira; extremamente caro

O que há de novo

Uma das atualizações mais óbvias no Z Fold 2 é seu design. Com laterais mais finas e acabamento suavizado, o Z Fold 2 parece significativamente mais sólido e bem construído.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

A Samsung também redesenhou a dobradiça do Z Fold 2 para que as telas permaneçam fixas independentemente de quão longe estejam abertas. E por ter mais amortecedores no interior da dobradiça para fechar as lacunas no modelo do ano passado, o Z Fold 2 está muito mais preparado para lidar com sujeira. A Samsung até pegou emprestado o vidro fosco do Galaxy Note 20 Ultra para usar no Z Fold 2, o que torna o telefone mais atraente tanto visual quanto texturalmente. Dito isso, é importante lembrar que o Z Fold 2 ainda não tem uma classificação oficial de resistência à poeira ou água. É tudo uma questão de upgrades, e não mágica.

A Samsung também otimizou o design do Z Fold 2 ao cortar o grande entalhe interno da câmera do Fold original e substituí-lo por uma câmera selfie mais simples no formato de buraco. Na verdade, ao optar por apenas um sensor frontal e não dois, como era na geração anterior, eu acho que o dispositivo ficou muito melhor.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)Este é o Galaxy Z Fold 2 ao lado do Surface Duo, da Microsoft, um dos principais (e poucos) concorrentes do dispositivo da Samsung.

Pesando 282 g, o smartphone é um pouco mais pesado do que o Fold original, e quando comparado a algo como o Surface Duo, você pode realmente ver por que a Microsoft estava tão comprometida em investir em um telefone dobrável extremamente fino e leve. Portanto, embora o peso do Z Fold 2 não seja um obstáculo, é algo que a Samsung deve ficar de olho para modelos futuros.

Tela

De longe, o trunfo de design mais importante do Z Fold 2 é sua tela de 6,2 polegadas, que agora utiliza totalmente a parte frontal do telefone e não somente uma pequena parte, como era no Galaxy Fold original. Com esse espaço extra, você pode finalmente usar o Cover Display do Z Fold 2 para verificar e-mails, visualizar mapas ou responder mensagens de texto rapidamente sem precisar abrir o gadget no formato tablet.

Claro, em comparação com a maioria dos celulares, digitar em uma tela tão estreita ainda parece um pouco apertado, mas em comparação em como as coisas eram antes, a experiência está bem mais agradável. Isso significa que você pode finalmente usar a tela externa do Z Fold 2 para tarefas curtas, enquanto deixa o painel interno para quando você quiser todo o esplendor de um display maior.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

E essa, de fato, é uma experiência magnífica. Além de aumentar o tamanho total de 7,3 para 7,6 polegadas, a Samsung adicionou suporte para uma taxa de atualização variável de 120Hz. Isso permite que o telefone ajuste essa taxa de acordo com o tipo de conteúdo que você está assistindo, ajudando a economizar bateria quando estiver vendo fotos estáticas e aumentando a taxa quando estiver jogando, por exemplo. A Samsung até melhorou a multitarefa do Z Fold, tornando mais fácil usar dois aplicativos ao mesmo tempo, ou mesmo três, se for isso que você precisa. E quando combinada com um brilho máximo de mais de 650 nits, o leve vinco que fica no meio da tela aberta parece menos perceptível.

Pode parecer coisa de vovô babar sobre uma tela de 7,6 polegadas em um telefone. Mas para tantas atividades diferentes, displays grandalhões são simplesmente melhores. Posso assistir a um filme com mais prazer na cama ou jogar sem olhar para as pequenas retículas. E como o Z Fold 2 possui uma tela OLED, é absolutamente incrível para ler e-books com um texto branco em um fundo preto puro.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)A película protetora do Galaxy Z Fold 2 tem até uma ondinha em volta da câmera de selfie, o que pode ser um perigo caso você queira limpar a tela.

Contudo, há uma coisa que me deixa meio incomodado: o “protetor de tela” pré-instalado do Galaxy Z Fold 2, que nada mais é do que uma película adicional que reveste todo o painel dobrável. Após o desastre que foi o lançamento do Galaxy Fold original, eu pensei que não havia como a Samsung permitir que algo parecido com aquilo acontecesse novamente. Mas por algum motivo, o Z Fold 2 vem com um protetor de tela que, de acordo com os avisos que acompanham o telefone, “não deve ser removido”, pois isso “pode ​​causar danos ao produto”.

Não me interpretem mal: eu entendo a necessidade de muita cautela quando se trata de um telefone tão caro. O problema é que, como o protetor de tela é pior do que a tela flexível do meu Galaxy Z Flip, a película atrai um pouco mais de impressões digitais e tem bordas que com o tempo podem se soltar. Por isso, imagino que em algum momento os proprietários do Galaxy Z Fold 2 serão forçados a remover essa proteção ou enviar o aparelho para alguma assistência técnica. E é justamente essa a ação que a Samsung espera dos consumidores: que não tentem remover a película por conta própria e levem o smartphone para uma central de atendimento.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

Especificações

O Galaxy Z Fold 2 tem especificações poderosas e esperadas para um smartphone topo de linha, incluindo um processador Snapdragon 865+, 12 GB de memória RAM, 256 GB de armazenamento, sensor de impressão digital na lateral, carregamento sem fio e carregamento sem fio reverso, e suporte para as redes 5G. Até os alto-falantes soam mais altos e nítidos, o que significa que as únicas coisas que senti falta aqui foram um conector tradicional de fone de ouvido e um slot para cartão microSD.

A bateria do Z Fold 2 também ficou maior, com 4.500 mAh. E precisa mesmo ter uma bateria boa para aguentar a tela de 120 Hz e 5G. Em nosso teste de vídeo, o Z Fold 2 durou pouco mais de 10 horas com o modo 120 Hz ligado. Isso está abaixo das 17 horas que obtive com o Fold original, e suspeito que habilitar a taxa de 120 Hz faz com que o YouTube consuma mais energia do que deveria, já que, em uso normal, a bateria dura bastante tempo. Muitas vezes, mesmo depois de um dia inteiro de uso, eu ainda tinha 40% ou mais antes de precisar conectá-lo à tomada, por volta da meia-noite.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

Câmeras

O Galaxy Z Fold vem com um conjunto de câmeras triplas na parte traseira. Elas incluem um sensor principal de 12 MP, uma lente ultra-angular de 12 MP e uma câmera de telefoto de 12 MP com zoom óptico de 2x. É verdade que em comparação com um Pixel 4, o Z Fold 2 ainda perde quando se trata de qualidade de imagem pura (embora seja próximo). Mas isso não deve ser uma surpresa considerando que mesmo o Galaxy Note 20 Ultra não supera o smartphone do Google de forma consistente.

Vale a pena?

Para todas as pessoas que desconfiam de produtos de primeira geração (e com razão), o Galaxy Z Fold 2 é o exemplo perfeito de por que faz sentido esperar. Ele é mais rápido, tem um design extremamente refinado e, graças à sua tela flexível aprimorada, é um substituto ainda melhor para uma infinidade de gadgets em sua vida.

É um smartphone, um tablet, um e-reader e quase é um dispositivo de visualização de quadrinhos quase ideal. São três, talvez quatro aparelhos em um, e também uma visão futurística de convergência tecnológica que hoje está disponível para quem estiver disposto a pagar. E graças a uma dobradiça mais forte e estável, o Z Fold 2 deve trazer menos problemas técnicos de funcionamento do que a geração anterior.

Galaxy Z Fold 2. Imagem: Sam Rutherford (Gizmodo)

A única coisa que a Samsung não acertou foi no preço: US$ 2.000 (R$ 11.190 na conversão direta, sem impostos) não é apenas caro – é quase totalmente absurdo. E não posso culpar ninguém por torcer o nariz ou nem passar pela sua mente em querer comprá-lo, justamente pelo custo elevado. A primeira geração do Fold chegou ao Brasil R$ 12.999, mas naquela época o dólar estava em média R$ 4,10. Agora com a moeda batendo quase R$ 6,00, podemos esperar um valor ainda mais salgado.

Para quem já sonhou com uma tecnologia que permite que os telefones façam mais, o Galaxy Z Fold 2 é um pioneiro nesta era em que os celulares estão se transformando. O produto oferece uma experiência diferente de qualquer outra coisa no mercado, então embora esse preço possa não fazer nenhum sentido, de alguma forma ainda não é completamente estranho.

Conclusões

  • Graças a uma tela maior e flexível, com suporte para uma taxa de atualização de 120 Hz, o Galaxy Z Fold 2 é um híbrido de telefone e tablet que está melhor do que seu irmão mais velho de primeira geração;
  • Embora a camada superior da tela do Z Fold 2 ainda seja feita de um plástico mais macio, o resto do Fold parece significativamente mais durável;
  • Ao contrário do modelo do ano passado, o Galaxy Z Fold 2 não vem com nenhum acessório bônus, como um par de Galaxy Buds. Pelo menos nos Estados Unidos é assim;
  • O Z Premier Service da Samsung para dispositivos dobráveis ​​inclui uma substituição única de tela de US$ 150 (R$ 840) e algumas outras vantagens, como suporte técnico e descontos em coisas chiques como vinho, clubes de campo e muito mais;
  • A capacidade de se transformar em vários modos e substituir diferentes aparelhos é uma característica do Galaxy Z Fold 2 que nunca deixa de agradar;
  • Sim, ainda há um vinco perceptível na parte central da tela dobrável.

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Esses serão os recursos do traje espacial da NASA para missões à Lua, e eles parecem impressionantes

Posted: 19 Oct 2020 04:27 AM PDT

A NASA está se preparando para enviar uma mulher e um homem à Lua em 2024, no que será a primeira missão à superfície lunar em 52 anos. O novo traje espacial que está sendo projetado para a missão é elegante e de alta tecnologia, com uma gama de recursos que não eram possíveis durante a era Apollo. Aqui está o que você precisa saber sobre o traje espacial Artemis e como ele levará a exploração lunar para o próximo nível.

Em 14 de dezembro de 1972, quando os astronautas da Apollo 17, Eugene Cernan e Harrison Schmitt, decolaram da superfície lunar, ninguém em sã consciência teria acreditado que levaria meio século para fazê-lo novamente. Mas aqui estamos, todas essas décadas depois, enquanto a NASA se prepara para as missões Artemis que estão por vir para finalmente levar os humanos de volta à Lua.

A NASA, junto com seus vários parceiros, está desenvolvendo as tecnologias necessárias para que isso aconteça, incluindo o foguete SLS gigantesco, um módulo de aterrissagem lunar (o projeto liderado pela Blue Origin parece estar progredindo bem), um rover não pressurizado e instrumentos para coletar e amostrar água congelada, entre outros brinquedos espaciais. E, claro, a NASA também está trabalhando em seu próximo traje espacial lunar, que recebeu o nome de Unidade de Mobilidade Extraveicular de Exploração, ou xEMU, para abreviar.

Representação artística do xEMU. Ilustração: NASA

A NASA divulgou recentemente o custo da Artemis, dizendo que o projeto exigirá US$ 28 bilhões em financiamento de 2021 a 2025. Desse custo, US$ 518 milhões serão alocados para desenvolver e fabricar os xEMUs. É um preço alto, considerando que a NASA tem experiência anterior na construção de trajes para as missões Apollo e, mais recentemente, para astronautas da Estação Espacial Internacional. E, de fato, o xEMU é visualmente semelhante aos trajes usados ​​pelos astronautas durante as caminhadas espaciais da ISS, mas é basicamente aí que a comparação termina.

"O xEMU foi projetado desde o início para ser mais seguro e ter menos modos de falha catastrófica do que qualquer um de seus predecessores", explicou Chris Hansen, gerente do escritório EVA do Johnson Space Center da NASA em Houston, por e-mail. (EVA significa atividade extraveicular, que é a linguagem da NASA para qualquer coisa feita fora de um veículo, seja na órbita da Terra ou na superfície de outro planeta.)

O espaço é um lugar perigoso mesmo nas condições mais favoráveis, mas a Lua apresenta alguns desafios adicionais.

"Indo para fora da órbita baixa da Terra e para a superfície da Lua, os trajes estarão sujeitos a níveis de radiação e temperaturas extremas mais elevados do que nosso traje [da ISS] atual", disse Hansen. "Os novos trajes têm aviônicos [eletrônicos] mais complexos do que os trajes da Apollo, então temos que ter muito cuidado ao selecionar peças que são protegidas contra radiação e projetadas para operar naquele ambiente".

Para a missão Artemis 3 (a primeira a apresentar um pouso tripulado), a NASA quer pousar seus astronautas perto do pólo sul lunar. Esta região está permanentemente sombreada, então apresentará uma chance maior de a equipe encontrar e coletar água congelada – um recurso natural valioso, sem mencionar um importante objeto de investigação científica. Mas este ponto na superfície lunar é bastante frio – consideravelmente mais frio do que qualquer coisa com que os astronautas da Apollo tiveram que lidar. Consequentemente, o xEMU está sendo projetado para acomodar essas condições.

Imagem conceitual mostrando um astronauta da Artemis pisando na superfície lunar. Imagem: NASA

O xEMU também precisará proteger os astronautas da Artemis da radiação ionizante e da pressão atmosférica inexistente. Ao mesmo tempo, os astronautas ainda precisarão explorar, configurar equipamentos e realizar experimentos científicos. Os trajes também terão que durar uma semana inteira nessas condições, pois é quanto tempo cada missão na superfície deve durar.

Consequentemente, os trajes estão sendo projetados para resistir a uma ampla gama de temperaturas, de -157 graus Celsius na sombra a 121 graus Celsius à vista do sol. O Sistema de Suporte à Vida Portátil (PLSS) do traje será usado como uma mochila, fornecendo energia e ar respirável, ao mesmo tempo que remove o dióxido de carbono exalado e a umidade excessiva. O PLSS, além de regular a temperatura e a pressão interna, monitora constantemente o traje em busca de problemas e avisa se algo parecer suspeito. O xEMU está sendo construído com bastante redundância, como eletrônicos duplicados, para minimizar potenciais problemas.

Hansen disse que está particularmente entusiasmado com duas novas tecnologias no xEMU que nunca foram incorporadas ao design de um traje antes.

"Um é o nosso novo sistema de resfriamento chamado SWME – nós o pronunciamos ‘swimmy’ – que é o Evaporador por Membrana de Água do Traje Espacial", disse ele. "O SWME usa evaporação de água para resfriar os trajes e seus astronautas, em vez do processo de sublimação do gelo, que é usado por todos os designs de trajes anteriores. Este sistema é muito mais robusto do que os atuais sublimadores usados ​​na EMU".

A segunda nova tecnologia é chamada de "Rapid Amine", ou RCA, que é um novo tipo de depurador de dióxido de carbono.

"Este sistema continuamente despeja CO2 ao mar, então nunca haverá um limite na duração do EVA devido ao acúmulo excessivo de CO2", explicou Hansen. "Os trajes atuais têm uma quantidade limitada de CO2 que podem absorver, e este é frequentemente o fator limitante de quanto tempo podemos ficar do lado de fora durante um EVA".

Infográfico da NASA explicando as funções principais do xEMU. Gráfico: NASA

A NASA lançou recentemente o SWME para a estação espacial como parte do Spacesuit Evaporation Rejection Flight Experiment, que testará todo o sistema térmico do xEMU durante centenas de horas no ambiente de microgravidade. A tecnologia RCA já foi testada no ISS, mas não a versão miniaturizada construída para o xEMU.

Há também toda aquela poeira lunar, chamada regolito, a ser considerada. Uma grande preocupação durante os preparativos para a Apollo era que os astronautas afundariam no regolito macio como areia movediça. Isso acabou não sendo o caso, mas a superfície empoeirada representava um perigo na forma de partículas minúsculas, pontiagudas e corrosivas. O novo traje será projetado para evitar que a poeira entre dentro do traje e atrapalhe os sistemas de suporte de vida do traje.

Incrivelmente, as partes flexíveis do traje serão compostas por 16 camadas diferentes, como explica a NASA:

As camadas desempenham funções diferentes, desde manter o oxigênio dentro do traje espacial até proteger da poeira espacial. Mais perto da pele do astronauta, a vestimenta resfriadora forma as três primeiras camadas. No topo dela está a camada da bexiga que é preenchida com gás para criar pressão adequada para o corpo e reter o oxigênio para a respiração. A próxima camada mantém a camada da bexiga na forma correta ao redor do corpo do astronauta. O forro em tecido ripstop é uma camada resistente a rasgos. As próximas camadas são isolantes e agem como uma garrafa térmica para ajudar a manter a temperatura dentro do traje. A camada externa branca reflete o calor da luz solar e é feita de um tecido que combina três tipos de fios. Um deles oferece resistência à água, outro é o material usado para fazer coletes à prova de bala e o terceiro componente é resistente ao fogo. Alguns trajes são totalmente brancos e alguns têm listras para ajudar a diferenciar um astronauta do outro.

Durante as missões Apollo, os astronautas tinham grande dificuldade para se moverem, com seus trajes restritivos dificultando a execução de tarefas simples, como dobrar os joelhos ou agarrar itens da superfície. Para se mover, os astronautas da Apollo até inventaram um pulo engraçado, uma consequência da baixa gravidade e pouca amplitude de movimento. Esses problemas acabaram, pois o xEMU promete maior flexibilidade e mobilidade.


O astronauta Harrison Schmidt da Apollo cai ao tentar agarrar um objeto da superfície. Gif: NASA

A vestimenta de pressão do xEMU terá um sistema de resfriamento na parte superior do tronco, inferior do tronco e capacete. A parte superior do tronco se conecta a dois conjuntos de braços, que juntos permitirão maior flexibilidade, permitindo que os astronautas da Artemis alcancem seus corpos e movam objetos acima de suas cabeças. Outros recursos especiais permitirão que eles façam uma rotação completa do braço do ombro ao pulso, o que será uma melhoria considerável em relação às movimentações dos ombros restritivas dos trajes da Apollo. Com a parte inferior do tronco, os astronautas serão capazes de dobrar e girar nos quadris, bem como dobrar os joelhos. Os astronautas entrarão em seus trajes pela parte de trás.

Uma observação interessante sobre a roupa de resfriamento: ela é feita de um material parecido com o spandex e – veja só – mais de 91 metros de tubos de água dentro do tecido. Esses tubos fornecerão água gelada por toda a roupa, que será usada em todo o corpo, exceto na cabeça, nas mãos e nos pés. Isso servirá para regular a temperatura corporal e evitar que os astronautas queimem dentro de suas roupas (lembre-se, o calor na superfície é uma ameaça tanto quanto o frio em excesso).

Os astronautas da Artemis também serão equipados com botas e luvas especiais que têm aquecedores para manter os dedos aquecidos e quentes, ao mesmo tempo que permitem agarrar objetos.

E agora o equipamento pelo qual todos esperavam: a fralda. Sim, o xEMU possui uma fralda, porque não há penicos na superfície lunar. Idealmente, os astronautas não terão que usá-lo durante seus passeios pela Lua, pois eles podem se aliviar no módulo lunar depois de saírem de seus xEMUs. Mas a fralda, que é feita a partir de uma combinação de tecnologias comerciais, vai oferecer essa possibilidade caso a natureza fale mais alto durante longas caminhadas, que podem durar muitas horas.

O que é bacana é que a nova roupa xEMU está sendo projetada para acomodar uma variedade de formas e tamanhos corporais, "o que abrirá a porta para pessoas significativamente menores usarem a roupa de forma eficaz", disse Hansen. A NASA aprendeu que é “muito mais difícil reduzir o tamanho de um traje espacial para pessoas menores do que aumentá-lo”, razão pela qual a equipe de design “intencionalmente projetou e testou o tamanho menor do traje primeiro e coletou muitos dados sobre seu uso por indivíduos menores, tanto homens como mulheres", disse Hansen. Como consequência, o xEMU "abrirá o mundo da caminhada no espaço para uma população muito mais diversa de pessoas, e estamos muito animados com isso", explicou ele.

Outra coisa interessante sobre o traje é como ele pode ser adaptado para atender às necessidades individuais dos astronautas. No Centro de Antropometria e Biomecânica da NASA no Centro Espacial Johnson, os astronautas passarão por varreduras 3D de corpo inteiro enquanto simulam movimentos antecipados da caminhada na Lua. Com os modelos resultantes, os engenheiros poderão ajustar o traje para fornecer conforto e uma gama mais ampla de movimentos, ao mesmo tempo em que minimizam os pontos potenciais de irritação.

Unidade de desenvolvimento mostrando a parte superior do tronco e o capacete. Imagem: NASA

O capacete xEMU é praticamente o que você esperaria para uma missão de 2024. Possui uma viseira protetora facilmente substituível, que se sobrepõe à bolha pressurizada protetora. Esta viseira pode ser trocada durante a missão caso fique arranhada, suja ou danificada. O capacete também possui uma viseira protetora contra o Sol, que, com seu revestimento dourado especial, funcionará como um par de óculos de sol, protegendo os astronautas dos raios fortes.

Microfones ativados por voz serão incorporados dentro do capacete – não haverá mais headsets como os que a tripulação da Apollo tinha. Isso permitirá a comunicação bidirecional sob demanda. O capacete também tem um pequeno bloco de espuma, que os astronautas podem usar para coçar o nariz. O que, sim, é uma ideia excelente – seria péssimo ter que lutar contra uma coceira no nariz que você não pode coçar. O capacete xEMU oferecerá um amplo campo de visão, permitindo aos membros da tripulação ver seus pés e olhar para cima, para a esquerda e para a direita.

Um próximo passo importante no desenvolvimento do xEMU será a construção de trajes de qualificação. Embora eles sejam chamados de trajes de "qualificação", eles terão que estar muito perto do modelo final, tanto em termos de especificações e processos de controle de qualidade, como Hansen disse ao Gizmodo. Ele espera ter dois trajes de qualificação em algum momento em meados de 2022, quando a NASA finalizar o projeto da missão. Dito isso, a equipe está construindo um traje de Teste de Verificação de Design (DVT), que é uma espécie de "melhor conceito" de traje em termos do produto final. Hansen espera testar o DVT no início de 2021. O traje DVT "será rigorosamente testado para garantir que estamos no caminho correto do projeto e será usado para informar melhor nosso projeto final", disse ele.

Eventualmente, a NASA vai querer testar o traje espacial na ISS, o que pode acontecer em 2023.

"As modificações no ISS necessárias para dar suporte ao xEMU estão programadas para serem concluídas em 2022", explicou Hansen. "Assim que entregarmos o traje, trabalharemos com o Programa da ISS para encontrar o veículo certo para entregar o traje à ISS, o que dependerá do tráfego muito dinâmico de veículos para a ISS naquele momento."

Os prazos são curtos, então perguntamos se a pandemia de Covid-19 está afetando o desenvolvimento do xEMU. Hansen disse que a equipe de design conseguiu trabalhar de casa, mas os engenheiros estavam montando a unidade DVT no Johnson Space Center em Houston quando grande parte da NASA foi forçada a fechar em março.

"Enquanto desenvolvíamos procedimentos para proteger com segurança os engenheiros e técnicos que trabalhavam naquele traje, interrompemos o projeto por alguns meses", disse Hansen. "Ao longo desses dois meses, desenvolvemos protocolos que nos permitiram continuar esse trabalho com segurança e o projeto foi retomado. Estamos trabalhando muito para melhorar a eficiência do trabalho de laboratório, priorizando a saúde e a segurança de nossa equipe e sentimos que estamos de volta aos trilhos".

Conceito artístico de uma missão tripulada a Marte, juntamente com habitações e rover pressurizado. Gráfico: NASA

Uma filosofia orientadora por trás da Artemis é que o programa servirá como um passo inicial para uma missão tripulada a Marte, e o xEMU está sendo projetado com isso em mente. O traje tem muitos elementos que permitirão passeios pela superfície tortuosa do Planeta Vermelho. Hansen disse que, além de ser o traje planetário mais móvel já construído, o xEMU também será o mais autônomo.

"Isso será especialmente importante quanto mais nos afastarmos da Terra", disse ele. "Novas tecnologias serão necessárias, mas este traje representa um salto gigantesco para a geração futura de trajes de que precisaremos para Marte".

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