sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Gizmodo Brasil

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Huawei aposta em câmeras potentes no novo Mate 40 para abafar ausência de apps do Google

Posted: 22 Oct 2020 04:02 PM PDT

Huawei Mate 40

No momento, não é exagero dizer que muitos smartphones têm designs muito semelhantes, mas os novos aparelhos de topo de linha da Huawei — Mate 40 e Mate 40 Pro — dispensam o familiar "bloco" de câmeras na traseira e adotam o que a empresa chama de "Space Ring".

Como você esperaria de uma empresa que está competindo com a Apple e a Samsung pela supremacia no setor de smartphones, o Mate 40 vem com vários recursos premium. Isso inclui reconhecimento facial 3D, um sensor de impressão digital no display, uma tela OLED de 6,76 polegadas e 90 Hz que envolve as bordas do aparelho. O processador é um chip Kirin 9000 com 5G.

Huawei Mate 40

No entanto, o recurso mais atraente do Mate 40 é claramente sua câmera Space Ring. De forma nem um pouco discreta, as lentes rodeiam a marca da Leica, parceira da Huawei no desenvolvimento.

O Mate 40 e o Mate 40 Pro têm três câmeras, incluindo uma principal de 50 MP com um sensor bem grande, de 1/1,28 polegadas; uma Cinecam de 20 MP que usa uma lente ultra-grande angular f/1.8; e uma câmera telefoto (zoom óptico de 3x no Mate 40; zoom óptico de 5x no Mate 40 Pro) junto com um sensor dedicado de foco automático a laser.

Em suma, é uma configuração bem redonda, não só pelo design. A Huawei ainda ostenta recursos adicionais de câmera, como estabilização de vídeo Steady Shot do Mate 40, foco automático de rastreamento e modo câmera lenta de 3.840 fps a 720p. Parece que é um conjunto bastante consistente de ferramentas.

Controle por gestos do Mate 40, da Huawei

A Huawei diz que o Mate 40 pode usar seus sensores frontais e o processador neural atualizado para reconhecimento de gestos. Assim, você pode folhear as páginas de um ebook balançando as mãos para cima e para baixo na frente do telefone. Também dá para atender uma chamada ou controlar a música simplesmente pairando sua mão na frente da tela. E se você quiser silenciar a campainha do telefone, a Huawei diz que você pode fazer isso simplesmente olhando diretamente para o Mate 40.

Esses controles de gestos parecem muito com o que o Google estava explorando com o Motion Sense no Pixel 4, mas expandidos para ainda mais aplicativos e funções. Portanto, embora a Huawei ainda não tenha atingindo o nível de controles gestuais de ficção científica, estou feliz em ver que pelo menos uma empresa ainda não desistiu da ideia.

Algo interessante no Mate 40 é que ele não tem os mesmos controles sensíveis de volume presentes no Mate 30. Em vez disso, a empresa voltou a inserir botões tradicionais na nova linha de aparelhos.

Dupla de Huawei Mate 40

Caso todos esses recursos não sejam suficientes, hoje a Huawei apresentou dois membros ainda mais sofisticados da família Mate 40.

Um deles é o Mate 40 Pro+, que tem um zoom óptico de 10x e uma câmera de médio alcance bônus com zoom de 3x. E o outro é o Mate 40 RS com design ultra-premium da Porsche.

Em vez de uma câmera Space Ring, o Mate 40 RS apresenta um enorme relevo octogonal, uma parte traseira de cerâmica e uma faixa vertical para garantir que ele não vai ser confundido com os modelos mais baratos. E com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, o Mate 40 RS também é de longe o Mate 40 mais caro.

Huawei Mate 40+ e Mate 40 RSMate 40 RS

Vamos aos preços:

  • Mate 40: 900 euros (cerca de US$ 1.060)
  • Mate 40 Pro: 1.200 euros (cerca de US$ 1.400)
  • Mate 40 Pro+: 1.400 euros (US$ 1.650)
  • Mate 40 RS: 2.300 euros (US$ 2.700)

Não há previsão para chegada do aparelho no Brasil, da mesma forma que rolou com o Mate 30 no ano passado. Na Europa e na Ásia, ele chega às lojas em novembro.

Infelizmente, como a Huawei continua sem autorização para integrar o Google Mobile Service (conjunto de serviços do Google) e a loja Play Store em seus telefones, o suporte para muitos apps de uso comum no Ocidente continua indisponível, o que torna toda linha limitada, com predominância de aplicativos disponíveis no mercado asiático.

Não custa lembrar que a Huawei tem melhorado sua loja de apps, a App Gallery. A companhia, inclusive, lançou uma série de apps próprios projetados para substituir apps populares do Google, como Petal Search, Petal Maps e Huawei Docs. Não é uma solução total, mas já é alguma coisa.

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Especialista em segurança diz ter acessado Twitter de Donald Trump usando a senha “maga2020!”

Posted: 22 Oct 2020 02:47 PM PDT

Donald Trump Presidente. Imagem: Melissa Sue Gerrits (Getty Images)

Um pesquisador de segurança holandês afirma ter obtido acesso à conta do Twitter de Donald Trump na semana passada. Supostamente, a única vulnerabilidade que ele descobriu foi a total falta de preocupação do presidente dos Estados Unidos com a segurança, já que a senha usada era "maga2020!". Além disso, o chefe de estado parece não possuir habilitada a autenticação de dois fatores.

O jornal holandês de Volkskrant deu a notícia nesta quinta-feira (22). Victor Gevers, que é pesquisador da Fundação GDI e presidente do Instituto Holandês para Divulgação de Vulnerabilidades, disse que fez uma pequena verificação de segurança em contas valiosas do Twitter, e em minutos descobriu a senha de Trump. Gevers afirma que foram necessárias apenas quatro tentativas fracassadas para que ele acertasse a senha. Por questões de ética, Gevers disse ter contatado as autoridades competentes da Segurança Interna dos EUA.

Gevers não respondeu imediatamente às perguntas do Gizmodo. No entanto, capturas de tela que documentavam seu tempo examinando a conta de Trump foram revisadas por de Volkskrant e TechCrunch, e muitas autoridades na indústria de segurança cibernética atestaram a perspicácia profissional de Gevers. Na equipe do Gizmodo, ele é considerado confiável depois que descobriu vulnerabilidades na bolsa de valores de Omã, rastreou ataques ao banco de dados MongoDB e identificou um banco de dados de reconhecimento facial da população muçulmana e vinculado ao monitoramento chinês.

Em 2016, Gevers foi um dos três pesquisadores que alegaram ter invadido o Twitter de Trump após usar uma senha (“yourefired”) exposta em um hack de 2012 no LinkedIn. Ele disse ao TechCrunch que, após o suposto erro de segurança, ele sugeriu algumas senhas mais fortes para as autoridades holandesas que cuidavam do assunto. Ele não esperava que uma de suas sugestões, "maga2020!", fosse realmente usada por um dos perfis mais seguidos do mundo na rede social.

Em uma declaração enviada por e-mail, um porta-voz do Twitter disse que a empresa "não viu nenhuma evidência para corroborar essa afirmação, incluindo o artigo publicado na Holanda. Implementamos de forma proativa medidas de segurança de conta para um grupo designado de perfis do Twitter relacionados a eleições de alto nível nos Estados Unidos, incluindo setores do governo federal". A medida proativa refere-se a uma nova camada de segurança implementada pelo Twitter depois que várias contas pertencentes a pessoas poderosas foram violadas em julho.

A Casa Branca também nega que a conta do presidente tenha sido comprometida. O repórter Matt Shuham do TPM compartilhou uma declaração do vice-secretário de imprensa da Casa Branca, Judd Deere, dizendo: “Isso não é verdade, mas não comentamos sobre os procedimentos de segurança em torno das contas de mídia social do presidente".

No momento, não podemos confirmar quem está dizendo a verdade em tudo isso. Mas sabemos que o Twitter e a Casa Branca têm preocupações reais com a segurança nacional, enquanto Gevers não possui nenhuma motivação óbvia para manchar sua reputação apenas para alegar uma falha grave nas redes sociais do presidente estadunidense.

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Começando por aparelhos mais caros, Samsung vai bloquear chamadas de spam por padrão

Posted: 22 Oct 2020 01:25 PM PDT

Em mais um esforço para impedir que os usuários recebam ligações indesejadas (principalmente aquelas bem chatas de telemarketing), a Samsung confirmou que está expandindo sua parceria com a empresa Hiya para que chamadas de spam sejam bloqueadas automaticamente nos aparelhos da sul-coreana. Inicialmente, a funcionalidade só estará disponível nos telefones mais caros da Samsung, mas a ideia é que outros dispositivos sejam compatíveis com o recurso.

Bloquear spam via ligações não é uma novidade nos smartphones da Samsung. A companhia já conta com a função Smart Call, que exibe quem está ligando e indica se aquela chamada é um spam ou vem de um número considerado suspeito. O recurso também é fruto da parceria da fabricante com a Hiya, uma empresa americana especializada na identificação e bloqueio de ligações de spam.

Acontece que o Smart Call nem sempre vem ativado por padrão – é bem provável que você tenha que habilitá-lo manualmente nas configurações do seu celular. Mas depois disso, ele atua como deve ser, permitindo que você denuncie ou bloqueie essas chamadas indesejadas e que, em muitos casos, podem ser fraudulentas.

O que muda a partir de agora é que todo esse processo será feito automaticamente, sem que você tenha de percorrer todo o caminho até as configurações.

Imagem: Samsung

Além disso, a Samsung estendeu seu acordo com a Hiya até 2025.

Como dito no início deste artigo, neste primeiro momento, somente alguns smartphones da Samsung terão acesso ao "novo” Smart Call, que por enquanto só é compatível com a One UI 2.5. Os únicos que rodam a versão mais recente da interface proprietária da Samsung são os dispositivos da linha Galaxy Note 20 e o dobrável Galaxy Z Fold 2 – todos estes já vêm com o software pré-instalado de fábrica.

A função deve ser expandida para outros smartphones da Samsung nos próximos meses, já que há previsão que a One UI 2.5 seja lançada para demais modelos. Entre eles estão o Galaxy S9, S10, S20 e Galaxy Note 10. Também existe a possibilidade da companhia disponibilizar o update para celulares intermediários, incluindo o Galaxy A71 e o A51.

[The Next Web]

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Novo laptop da Acer com design da Porsche vai custar a partir de US$ 1.400

Posted: 22 Oct 2020 12:13 PM PDT

Admito que sou meio sem noção quando se trata de gadgets com Porsche Design (uma vez comprei um isqueiro Porsche Design por bem mais de US$ 100 sem motivo) porque, embora dispositivos como o Porsche Design Book One, vários telefones Huawei e outros sejam extremamente caros, há algo em seu estilo ultraelegante que eu meio que gosto. E agora, em um movimento um tanto surpreendente, o Porsche Design se uniu à Acer para criar um laptop minimalista com um preço razoável.

Apresentando uma CPU Intel Core i7 de 11ª geração e uma GPU Nvidia MX350 opcional quase espremida dentro de um corpo de metal e fibra de carbono, o Porsche Design Acer Book RS combina um design simples no estilo MacBook com bordas mais quadradas e alguns toques do mundo automotivo. Na minha opinião, parece muito bonito. No lado da computação, o Porsche Design Acer Book RS foi certificado pela Intel Evo para suportar coisas como tempo de despertar instantâneo, uma tela com brilho e suporte para Thunderbolt 4 e Wi-Fi 6. Ainda há uma porta HDMI de tamanho completo que é algo que raramente se obtém em ultraportáteis de 14 polegadas.

Aqui está o Travelpack completo, incluindo o Porsche Design Acer Book RS, o estojo de couro e o mouse sem fio Porsche Design personalizado. Imagem: Acer

O resto das especificações do Porsche Design Acer Book RS também parecem ótimas, incluindo gráficos Intel Iris XE padrão, 16 GB de RAM, uma tela 1920 x 1080 IPS com uma relação tela-corpo de 90% e uma bateria com duração de 17 horas, segundo a fabricante. Além disso, as laterais CNC cortadas em diamante e uma dobradiça elegante que eleva ligeiramente o laptop quando aberto para melhor fluxo de ar ajudam a unir forma e função. E pesando 1,25 quilo e medindo 0,63 polegadas (1,6 centímetro) de espessura, o Porsche Design Acer Book não é muito maior ou mais pesado do que um notebook típico de 14 polegadas.

Enquanto isso, além de sua tampa de fibra de carbono, o Porsche Design Acer Travelpack adiciona um toque extra ao kit graças a uma bolsa de transporte impermeável feita de couro Ecco Palermo e um mouse Bluetooth sem fio que tem painéis de fibra de carbono no botão esquerdo e na parte inferior do mouse (afinal, por que não?).

Mas a coisa mais impressionante para pessoas familiarizadas com o preço da maioria dos eletrônicos Porsche Design é que com um preço inicial de US$ 1.400 (ou US$ 2.000 se você optar pelo pacote completo), o Porsche Design Acer Book RS não vai te quebrar totalmente. Claro, é um pouco mais caro do que você normalmente espera para especificações como essas, mas não é completamente absurdo.

Portanto, embora eu tenha aprendido muito a apreciar os eletrônicos do Porsche Design de longe, ainda é bom ver a equipe de design da Acer e da Porsche se unindo para criar outro laptop minimalista. O Porsche Design Acer Book RS deverá estar à venda ainda este ano nos Estados Unidos.

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Nem mesmo um carro é capaz de esmagar esse besouro

Posted: 22 Oct 2020 11:24 AM PDT

O diabólico besouro de ferro, além de ter um dos nomes mais legais do reino animal, possui um dos mais resistentes exoesqueletos naturais. Uma equipe de cientistas finalmente descobriu o segredo por trás dessa armadura extra durável e como esses insetos podem sobreviver sendo atropelados por um carro.

Como os sábios costumam dizer, a planta que se curva com o vento é mais forte do que uma árvore poderosa que se quebra durante uma tempestade. Uma nova pesquisa publicada hoje na Nature sugere que o diabólico besouro de ferro (Phloeodes diabolicus) é um adepto dessas palavras sábias. Seus exoesqueletos são extremamente resistentes, mas quando a pressão literalmente fica muito forte, suas cascas protetoras assumem uma qualidade elástica que resulta em um tipo de alongamento em vez de quebra.

Os cientistas que fizeram essa descoberta – uma equipe da Purdue University e da University of California-Irvine – dizem que a estratégia única empregada pelo diabólico besouro de ferro pode inspirar a criação de materiais inovadores, ou seja, componentes capazes de dissipar energia para evitar quebras catastróficas. David Kisailus, professor de ciência de materiais e engenharia da UCI, liderou a nova pesquisa.

Encontrado no sudoeste dos Estados Unidos, o diabólico besouro de ferro gosta de se esconder sob as rochas e se espremer atrás da casca das árvores. Esses besouros não podem voar, então eles desenvolveram um par de estratégias defensivas interessantes para se proteger contra predadores como pássaros, roedores e lagartos. Além de se fingir de morto (uma estratégia clássica e eficaz por si só), esses insetos semelhantes a tanques são equipados com uma das cápsulas mais resistentes conhecidas pela ciência. Esse exoesqueleto é tão forte que esses besouros podem sobreviver sendo atropelados por um carro. De forma mais prática, essa casca protege seus órgãos internos quando, por exemplo, eles estão sendo bicados por pássaros.

Para entender melhor esses besouros e seus exoesqueletos duráveis, os pesquisadores testaram os limites dessa armadura, estudaram-na com microscópios e tomógrafos e até imprimiram em 3D suas próprias versões para testar suas teorias.

Experimentos mostraram que os diabólicos besouros de ferro podem suportar uma força aplicada de 150 newtons, que é 39.000 vezes o seu peso corporal. Se fôssemos comparar isso com os humanos (não é um grande exemplo, dadas as escalas imensamente diferentes envolvidas, mas ainda assim interessante), isso exigiria que uma pessoa de 90 quilos suportasse o esmagamento de 3,5 milhões de quilos, de acordo com um comunicado de imprensa da Purdue. Um pneu passando por cima infligiria 100 newtons de força, o que explica como esses besouros podem sobreviver a choques com carros. Os pesquisadores afirmam que outras espécies de besouros não conseguem suportar nem a metade dessa carga.

Corte transversal da sutura medial, onde as duas metades do éltra do besouro se encontram. A configuração tipo quebra-cabeça, quando tensionada e esticada, permite elasticidade, evitando quebras. Imagem: Jesus Rivera/UCI

A análise física do exoesqueleto com microscópios e tomógrafos mostrou que a chave para essa durabilidade está no éltra dessa criatura. Nos besouros voadores, os éltras servem como protetores de asas para as asas traseiras (nas joaninhas, os éltras são as conchas com bolinhas vermelhas e pretas que se abrem quando é hora de voar). Para o besouro de ferro diabólico terrestre, no entanto, seus dois éltras desenvolveram um propósito diferente, protegendo seus órgãos internos em vez de suas asas. E, ao fazer isso, tornou-se consideravelmente mais resistente do que o éltra encontrado em outros besouros.

Este escudo confere dois níveis de proteção, como aponta a nova pesquisa.

A camada externa evita o movimento excessivo, mantendo a estrutura do exoesqueleto intacta. Essa camada externa contém mais proteína do que o normal – cerca de 10% a mais em peso do que outras partes do corpo do besouro – o que adiciona força extra.


Simulação mostrando o efeito de delaminação em ação. Gif: Purdue University/Maryam Hosseini e Pablo Zavattieri

Ao mesmo tempo, a sutura medial – a linha que divide os dois élitros ao longo do abdômen do besouro – apresenta lâminas conectivas que são melhor descritas como as peças de um quebra-cabeça interligado. Essas lâminas, ou suturas, entrelaçam-se firmemente, evitando qualquer movimento interno e mantendo a estrutura do exoesqueleto abrangente intacta.

Mas lembre-se de nossa analogia da planta no vento? Se as coisas começarem a ficar muito intensas e as tensões muito fortes, tem que haver alguma cedência, para que o besouro não se quebre como a árvore teimosa. Nesse caso, as suturas entrelaçadas passam por um processo denominado delaminação, ou fratura em camadas, em que as estruturas de conexão se afastam lentamente, permitindo a dissipação de energia e a deformação elástica. Essa configuração interligada entrará em colapso completamente se as forças forem muito extremas, mas o processo de quebra ocorre mais lentamente e com mais suavidade do que um simples e velho estalo. Em um cenário do mundo real, isso significa um tempo prolongado até a falha completa, que, para o besouro, pode ser uma questão de vida ou morte.

"Quando você quebra uma peça do quebra-cabeça, espera que ela se separe no pescoço, a parte mais fina", explicou Kisailus em um comunicado da UC-Irvine. "Mas não vemos esse tipo de divisão catastrófica com essa espécie de besouro. Em vez disso, ele delamina, proporcionando uma falha mais elegante da estrutura".

Para ganhar ainda mais tempo para o besouro, as lâminas possuem um revestimento espinhoso que age como uma lixa, oferecendo alguma, mas não muita resistência durante a falha.

Ao executar simulações de computador e imprimir modelos 3D dessas estruturas, os pesquisadores foram capazes de replicar esses efeitos protetores, reforçando ainda mais suas suposições. Eles também construíram um fixador com base na mesma estratégia e provou ser tão bom quanto os fixadores de engenharia convencionais, se não melhor.

"Este trabalho mostra que podemos deixar de usar materiais fortes e frágeis para utilizar outros que podem ser tanto fortes como resistentes, dissipando energia quando se quebram", disse Pablo Zavattieri, professor de engenharia civil em Purdue, em um comunicado da universidade. "É isso que a natureza permitiu que o diabólico besouro de ferro fizesse".

Com esse conhecimento, os engenheiros podem ser capazes de construir materiais extrarresistentes, como turbinas a gás de aeronaves aprimoradas, que envolvem metais e materiais compostos que precisam ser mantidos juntos com fixadores mecânicos. Na verdade, nem sempre precisamos reinventar a roda – frequentemente, a natureza já resolveu um problema com bastante elegância.

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6 em cada 10 consumidores vão esperar Black Friday para comprar produto, diz Google

Posted: 22 Oct 2020 09:24 AM PDT

Se você já está de olho nos preços de produtos para se planejar para a Black Friday no próximo mês, saiba que não é o único. Como de costume, o Google divulgou os resultados da pesquisa sobre as intenções de compra para a data no Brasil. Realizado pela Provokers entre 14 e 21 de setembro, o estudo contou com a participação de 1.500 pessoas de todas as regiões do país.

Assim como no ano passado, os celulares continuam liderando o ranking de categorias com maior intenção de compra. No entanto, um dos principais diferenciais em comparação com os resultados da pesquisa de 2019 é o impacto da pandemia de Covid-19 na decisão dos consumidores.

Diante de tantas incerteza, principalmente em termos financeiros, a Black Friday é vista como oportunidade para economizar. De acordo com o estudo, 6 entre cada 10 consumidores vão aguardar a data em novembro para comprar um produto que pretendem adquirir nos próximos 6 meses, sendo que 82% dos entrevistados afirma que vai pesquisar online antes de comprar.

Além do maior planejamento para a data por parte dos consumidores, a pesquisa também revela que os varejistas podem sofrer uma queda perceptível nas vendas. Neste ano, 54% dos brasileiros pretendem comprar na Black Friday, o que significa uma queda de 8% em relação a 2019. O número de categorias com as quais os consumidores pretendem gastar também diminuiu para 4,5 – ou seja, 37% menos que no ano passado.

Onde os brasileiros pretendem comprar

Outro impacto da pandemia está relacionado à limitação de acesso a lojas físicas. O receio em sair de casa deve direcionar parte das vendas para os canais online, com 40% dos consumidores afirmando que pretendem comprar exclusivamente pela internet (um aumento de 7% em relação a 2019); 26%, exclusivamente em lojas físicas (em 2019 o número foi de 27%); e 34%, em ambos os canais (em 2019, era 40%).

Esse aumento no número de vendas online pode influenciar um outro aspecto analisado pela pesquisa, que é o critério de escolha dos brasileiros. Como esperado, o preço é o fator principal; no entanto, as opções de parcelamento e valor do frete vêm ganhando cada vez mais relevância nos últimos anos.

A preferência pela compra online também significa que os consumidores vão buscar plataformas que facilitem a experiência. De acordo com o estudo, 59% dos entrevistados pretende realizar a compra por aplicativos. No total, 70% das pessoas já possui o app da loja preferida instalado no celular, com 8 em cada 10 usuários afirmando que utilizam para consultar preços, sendo que 64% finaliza as compras pelo aplicativo.

O que os brasileiros pretendem comprar

Segundo a pesquisa do Google, as 10 categorias com maior intenção de compra para a Black Friday deste ano são:

  • Celulares (38%)
  • Eletrodomésticos (30%)
  • Informática (28%)
  • Roupas Femininas (28%)
  • TV (26%)
  • Roupas (24%)
  • Eletroportáteis (24%)
  • Perfumes (24%)
  • Tênis (22%)
  • Móveis (22%)

Em comparação a 2019, as categorias Móveis, Brinquedos, Games e Imóveis apresentam alta – de acordo com o Google, elas foram aceleradas pela pandemia, como consequência do tempo gasto em casa. Já as categorias de passagens aéreas, serviços financeiros e planos de celular perderam relevância em 2020.

Um ponto interessante mostrado na pesquisa é o fato de que, apesar dos impactos econômicos da pandemia, a principal motivação para comprar na Black Friday é o prazer de encontrar boas ofertas, não necessariamente por necessidade de um produto. O ranking das principais motivações de compra para esse ano ficou assim:

  • 57% – Ter o prazer de encontrar boas ofertas e fazer bons negócios;
  • 49% – Comprar algum produto que não puderam comprar antes por questões financeiras;
  • 41% – Conseguir comprar algum produto que gosto/tenho vontade de ter;
  • 34% – Repor algum produto.

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Por R$ 2.999, Moto G 5G Plus chega ao Brasil como opção menos cara de smartphone 5G

Posted: 22 Oct 2020 08:49 AM PDT

Moto G 5G Plus

A cobertura do 5G no Brasil ainda é limitada a algumas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro. Mesmo assim, as fabricantes já estão apresentando modelos, de diversas faixas de preço, com a tecnologia. Nesta quinta-feira (22) foi a vez de a Motorola apresentar no Brasil o Moto G 5G Plus, marcando a estreia de aparelhos fora do topo de linha compatíveis com o padrão — os outros são os Moto Edge e o Galaxy Note 20 Ultra 5G.

Posicionado entre intermediários avançados, o aparelho será vendido num primeiro momento com exclusividade pela operadora Claro, que tem cobertura 5G em regiões da cidade de São Paulo e Rio de Janeiro, por 21 x R$ 89,90 (cerca de R$ 1.899) no plano Claro Combo Multi 30 GB + 30 GB. Na loja da Motorola, ele tem preço sugerido de R$ 2.999.

Um Moto G potente

Como é sabido, o leilão do 5G no mercado brasileiro ficará para 2021, porém o Moto G 5G Plus é compatível com o 5G DSS, que é um estágio de transição da tecnologia. Basicamente, são utilizadas frequências de 4G para fornecer internet de alta velocidade — a Claro chegou a falar de velocidade de download de até 400 Mbps (Megabits por segundo).

Óbvio que o aparelho também funciona em redes 4G convencionais, então a opção de 5G é mais uma etapa de preparação para quando houver, de fato, a conexão implementada de forma mais abrangente.

Moto G 5G Plus

Indo para as especificações, estamos falando aqui de um Moto G bem potente, pois ele tem chip Qualcomm Snapdragon 765, 8 GB de RAM e 128 GB para armazenamento.

Tradicionalmente, os Moto G têm chips da série Snapdragon 600, então, quanto a desempenho, este novo aparelho se equipara com o recém-lançado Moto G9 Plus (este, sem 5G). Outra característica destoante é a memória RAM, pois a Motorola geralmente colocava no máximo 4 GB nessa linha, e agora a empresa simplesmente dobrou a capacidade.

Como boa parte da linha Moto G, ele conta com entrada de fone de ouvido convencional e uma porta USB-C para carregamento. Uma novidade bem-vinda ao modelo é que o dispositivo traz NFC, o que deve facilitar bastante a vida de quem gosta de efetuar pagamentos com a tecnologia de aproximação.

A tela do Moto G 5G Plus é de 6,7 polegadas Full HD (21:9) com certificação HDR10, e ele traz um monte de câmeras.

Para começar, na frente, ele tem dois sensores:

  • 8 MP (f/2.0) – ultra-grande angular de 118 graus
  • 16 MP (f/2.0) – principal

Na traseira, são quatro sensores:

  • 48 MP (f/1.7) – principal
  • 8 MP (f/2.2) – ultra-grande angular de 118 graus
  • 5 MP (f/2.2) – macro
  • 2 MP (f/2.4) – profundidade

Sobre as câmeras frontais, o interessante é que o sensor ultra-grande angular permitirá colocar mais gente em selfies, algo que não é tão comum por aqui. O Galaxy S10+, do ano passado, tinha uma funcionalidade parecida.

Aliás, pela primeira vez, tanto as câmeras frontais como as traseiras do Moto G 5G Plus poderão captar imagens no Night Mode, o modo de fotografia noturna da Motorola — normalmente, isso só rolava nos sensores principais dos dispositivos. A companhia cita que é possível deixar o obturador da câmera aberto por até 32 segundos, permitindo que se capture o máximo possível de iluminação em uma cena com pouca luz.

Moto G 5G Plus

A bateria do Moto G 5G Plus é de 5.000 mAh, o que, segundo a empresa, dá um autonomia de quase dois dias. Já o carregador que vem na caixa é de 20 W, o que deve ser o suficiente para um carregamento rápido do aparelho.

Moto G 5G Plus — ficha técnica

  • Display 6,7" FullHD (21:9)
  • Sistema: Android 10
  • Câmera Traseira
    • 48 MP (Principal)
    • 8 MP (Ultra Wide)
    • 5 MP (Macro)
    • 2 MP (Profundidade)
  • Câmera Frontal:
    • 16 MP (Principal)
    • 8 MP (Ultra Wide)
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 765
  • RAM: 8 GB
  • Armazenamento Interno: 128 GB
  • MicroSD: até 512 GB
  • Bateria 5.000 mAh (20 W carregamento rápido)
  • Dimensões/Peso: 168,3 x 74 x 9,7, 207 gramas
  • Sensor de impressão digital na lateral
  • Conectividade: NFC, GPS, Rádio FM, Wi-Fi, 4G e 5G (NR n1/n3/n7/n8/n28/n38/n41/n77/n78)

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Facebook pode estar preparando concorrente do Nextdoor, app que conecta vizinhos

Posted: 22 Oct 2020 07:47 AM PDT

Facebook Redes Sociais. Imagem: Olivier Douliery (Getty Images)

Depois de copiar recursos do TikTok, Snapchat e de quase todos os aplicativos mais populares, parece que o Facebook está de olho em sua próxima vítima: o app americano Nextdoor, que conecta vizinhos de um mesmo bairro fornecendo informações sobre serviços locais. Coincidência ou não (e vamos fingir que foi por pura coincidência), o rumor de que o Facebook planeja um rival ao Nextdoor aparece poucos dias após um outro boato que o aplicativo se prepara para abrir seu IPO de bilhões de dólares.

Compartilhado pela primeira vez por Matt Navarra no Twitter, a companhia de Mark Zuckerberg já teria até nome para a nova função: Neighborhoods, ou "Bairros", na tradução literal. Ela é descrita como uma forma dos usuários “descobrirem o que está acontecendo onde [eles] vivem" através do Facebook.

Um porta-voz da empresa confirmou à Bloomberg que a plataforma está sendo testada em beta na cidade canadense de Calgary. Se tudo correr conforme o planejado, a ideia é ampliar o serviço para mais municípios, inicialmente na América do Norte.

De acordo com as capturas de tela divulgadas por Navarra, fazer parte de um desses grupos de bairro dá aos usuários do Facebook um feed cheio de postagens e grupos específicos para sua região, junto com dicas de itens que podem ser comprados em mercados na área. Também é possível criar um perfil específico do bairro para que as pessoas que ainda não são seus amigos do Facebook possam se conhecer.

Navarra notou ainda um lembrete do Facebook de que as pessoas no recurso Bairros devem ser "inclusivas" e "gentis" com seus vizinhos, independentemente de sua etnia ou identidade de gênero.

De usuários ativos do Nextdoor (incluindo eu mesma), estes rumores podem levar a certas questões. A plataforma tem um histórico de anos em permitir que casos de preconceito, racismo, injúria e todo o tipo de ofensa se espalhem pelas telas do aplicativo. E embora a empresa tenha tentado implementar algumas salvaguardas contra a criação de perfis nos anos seguintes, os ativistas dizem que essas medidas estão longe de ser suficientes para conter tantos crimes.

Por experiência própria, eu concordo: os grupos do Nextdoor para a minha vizinhança – que por acaso são esmagadoramente brancos – se transformaram em um recinto de calúnias, estereótipos e muita maldade. Recentemente, um dos meus "vizinhos" respondeu a uma postagem sobre um ladrão não identificado atacando uma loja de conveniência local dizendo que "criminosos de cor são fortalecidos pelo movimento Black Lives Matter”. Eu também já vi outros posts de diferentes assuntos, desde a falta de moradia até o distanciamento social, no mesmo contexto paranoico e preconceituoso que ainda permanece no Nextdoor.

Se esse é o tipo de conversa que tende a evoluir naturalmente em uma plataforma de vizinhança, então trazer essa funcionalidade para o Facebook só pode resultar no aumento do número de postagens racistas e preconceituosas, já que a rede social está infestada de grupos dedicados à supremacia branca e violência de direita. E dado o histórico da companhia, ela não parece muito interessada em reprimir esses conteúdos.

Felizmente ou não, o Nextdoor não está disponível no Brasil.

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MagSafe do iPhone 12 resolve alguns problemas do carregamento sem fio, mas está longe de ser perfeito

Posted: 22 Oct 2020 06:32 AM PDT

Mesmo com um novo chip, tela Ceramic Shield e novo design, o padrão de carregamento sem fio MagSafe parece ser a principal novidade do iPhone 12. Ele resolve uma das coisas mais irritantes dos aparelhos tradicionais desse tipo. A tecnologia parece ser uma grande inovação, mas também criou alguns novos desafios.

Atualmente, o maior problema com carregadores sem fio é que eles não deixam você usar o celular. Tecnicamente, até dá para apertar o aparelho e a base como um sanduíche para segurar o telefone na posição vertical, mas isso é estranho e difícil.

Além disso, alguns carregadores são pesados demais. Até existem opções que deixam o celular de pé enquanto carrega, mas não é tão confortável usá-los assim. Então, no fim das contas, se você quer jogar ou ver um vídeo na cama e está com pouca bateria, não tem jeito: tem que ser o bom e velho cabo.

GIF: Apple

Os ímãs do MagSafe servem para manter o celular no alinhamento correto do carregamento sem fio, mas também ajudam quem quer usar o aparelho durante o processo. É o que a Apple faz de melhor: pegar uma tecnologia já existente e aperfeiçoá-la, deixando bem mais elegante. Além disso, a velocidade de carregamento passou de 7,5 watts no iPhone 11 para 15 watts no iPhone 12, se aproximando dos aparelhos de topo de linha da concorrência nesse quesito.

Além disso, embora a Apple não tenha dito nada ainda, dá para imaginar que o MagSafe será um recurso crítico na criação de um iPhone completamente sem portas. Pode não acontecer nos próximos anos, mas conceitos como o Meizu Zero e o Vivo Apex 2019 deixam claro que a indústria está caminhando nesta direção — gostemos ou não.

Enquanto isso, por mais inteligente que seja a solução MagSafe para iPhone, a nova tecnologia também criou algumas dificuldades que contrariam o que esperávamos da Apple.

Para começar, embora a nova tecnologia seja compatível com iPhones mais antigos e outros dispositivos sem fio Qi compatíveis em geral, o pequeno diâmetro do disco de carregamento certamente vai dificultar e não facilitar o processo para quem tem um iPhone 11 ou outro celular.

Nesse ponto, pode ser mais fácil o aparelho virado para baixo em uma superfície plana e, em seguida, pousar o disco na parte de trás do telefone — o que é ruim, porque aí não dá para ver a tela do celular enquanto ele carrega.

Foto: Apple

Além disso, o MagSafe precisa de uma tomada com saída USB-C — coisa que não vem com o carregador sem fio nem com o iPhone 12. Isso quer dizer que milhões de pessoas que resolverem trocar de aparelho precisarão comprar uma tomada separadamente, gastando mais dinheiro além dos US$ 40 do carregador sem fio.

Mas a coisa mais confusa sobre o MagSafe para iPhone é que ele é limitado a telefones (e AirPods). Por que é que ele não funciona com outros produtos da marca?

A Apple acaba de lançar os novos Watch Series 6 e o Watch SE há menos de um mês, e embora ambos os relógios (e outros modelos mais antigos) tenham suporte a carregamento sem fio por meio de uma base magnética, o carregador MagSafe não é compatível com os relógios, de acordo com as especificações da empresa.

Isso significa que, se você for viajar, terá que levar dois carregadores sem fio separados para ligar o iPhone e o Apple Watch, o que parece meio bobo e um tanto desnecessário, especialmente considerando que a empresa fez questão de discursar sobre a redução de lixo eletrônico em sua última apresentação.

Além disso, a Apple poderia ter feito um disco magnético com entrada USB-C em vez de colocar um cabo integrado ao carregador. Isso economizaria um cabo na hora de viajar com um iPhone e um iPad Pro ou outro aparelho que também usa esse padrão.

Pode ser que, no futuro, a empresa aumente a velocidade de carregamento para que o MagSafe sirva para outras linhas de produtos. No momento, parece que ele não se entende muito bem com o próprio ecossistema da marca.

Não quer dizer que eu esteja decepcionado com o novo carregador da Apple. O MagSafe é uma boa novidade para melhorar o carregamento sem fio, que é uma tecnologia que cada vez mais empresas e consumidores estão adotando, já que é fácil de usar e conveniente. Eu não ficaria surpreso se outras marcas copiassem esse carregador magnético. Mesmo assim, ele poderia ser bem melhor — só depende de alguns ajustes simples.

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[Review] Samsung Galaxy M31: um degrau acima

Posted: 22 Oct 2020 04:54 AM PDT

O pacote padrão do smartphone intermediário de 2020 varia pouco de marca para marca. Tela acima de 6 polegadas, processador octa-core acima dos 2 GHz, 4 GB de RAM, bateria entre 4.000 mAh e 5.000 mAh, três ou quatro câmeras. É relativamente fácil encontrar um aparelho assim na Motorola, na LG, na Xiaomi e na Samsung, para dar alguns exemplos.

Por isso, quando essa última marca lançou seu Galaxy M31 no mercado brasileiro, eu logo achei bem interessante. Ele oferece mais memória, com 6 GB, e uma bateria até agora sem muita concorrência, com 6.000 mAh.

Mas números são uma coisa, usar o celular é outra. Eu testei o Galaxy M31 por mais de um mês e digo o que achei do aparelho no texto a seguir. Já adianto que ele cumpre muito do que promete, sim.

Samsung Galaxy M31
O que é?
Smartphone intermediário da Samsung com bateria gigante e boas especificações
Preço
Sugerido: R$ 2.000. No varejo: por volta de R$ 1.700.
Gostei
Boa câmera. Bateria dura bastante mesmo com uso intenso. Desempenho acima da média para a categoria.
Não gostei
Design com falhas de ergonomia e acabamento pouco resistente.

Visual

O M31 tem um design compacto e fica mais confortável na mão que outros aparelhos que já usei com tela ali por volta de 6,4 polegadas. Ele parece um pouco mais espesso que a média, o que é compreensível por causa da bateria de grande capacidade, mas não incomoda — pelo contrário, é até melhor para segurar. O peso também não é muito maior que o de outros aparelhos de dimensões parecidas.

Ele tem o leitor de impressões digitais na traseira, mas o formato e o posicionamento não são tão bem ajustados. Por ter pouca largura e muita altura, às vezes você não encaixa o dedo tão bem no sensor, e ele fica um pouco mais acima do que seria o ideal. Com isso, às vezes você precisa repetir o encaixe para desbloquear o dispositivo.

A traseira tem revestimento de um plástico reluzente que pega muita marca de dedo. Além disso, ele parece ser bem pouco resistente a riscos e pequenos machucados. O aparelho que testei ficou um pouco desgastado na parte inferior, com um pequeno pedaço com uma ralada e alguns pequenos cortes na borda esquerda. Raramente isso acontece com aparelhos que testo. Então, fica o aviso: se comprar um Galaxy M31, procure também uma capinha para ele.

A tela de 6,4 polegadas usa tecnologia AMOLED, o que é muito bem vindo. As cores são bastante saturadas e causam algum incômodo no início, até porque não há opções para configurar isso. Depois de um tempo, você se acostuma e passa a gostar. Em ambientes externos, o brilho é mais que suficiente, mas o vidro reflete muito a luz do Sol, então você acaba demorando um pouco até achar o ângulo certo para conseguir enxergar a tela do aparelho. Com resolução FullHD+, a qualidade de fontes e imagens é excelente.

Sistema e desempenho

A experiência usando o Galaxy M31 é muito agradável. A One UI da Samsung é bem diferente do Android puro, mas ela aposta em elementos visuais bem grandes e coloridos, e olha, dá bastante certo. O launcher padrão também é bastante ágil, permite alternar entre a tela inicial e a gaveta de aplicativos com rapidamente com gestos para cima e conta com atalhos para desinstalar ou agrupar vários apps de uma vez.

O Galaxy M31 roda Android 10 e conta com recursos recentes do sistema, como notificações silenciosas, ferramentas de bem-estar digital e navegação por gestos, que some com a barra de navegação e dá mais espaço para a interface dos apps. Infelizmente, o aparelho não está na lista da Samsung para três atualizações do Android, então seu futuro a longo prazo não é tão garantido. Eu apostaria que pelo menos o Android 11 ele recebe.

Há, também, personalizações e customizações de todo o tipo e por todos os lados, como um menu Aparelhos na área de configurações rápidas — serve para fazer a música parar de tocar em uma caixa Bluetooth e continuar nos alto-falantes do smartphone, por exemplo — e até uma regulagem do nível de brilho da lanterna do celular.

Por outro lado, também tem muito bloatware: coisas da Microsoft (e não dá para desinstalar o OneDrive), jogos (Candy Crush, Samsung? Em 2020?), a loja de aplicativos Galaxy Store e até o TikTok estão na lista do que já vem instalado no Galaxy M31.

Uma coisa engraçada é que, se você usa o Smart Switch, app da Samsung para transferir informações do seu aparelho atual para um recém-comprado, tem a opção de não instalar os apps da Samsung (como o navegador próprio dela) e da Microsoft (menos o OneDrive, de novo). Eu fiz isso e acabei sem app de calculadora — precisei baixar um na Play Store.

O desempenho também é bem bom. Com 6 GB de RAM, alternar entre aplicativos é bem fácil e rápido. Também não há lentidão para abrir apps, e jogos leves rodam muito bem. Para não dizer que tudo é perfeito, há alguns engasgos ao rolar páginas no Chrome e no Firefox ou navegar pelo feed de apps de redes sociais.

Bateria

A bateria de 6.000 mAh é, sem dúvidas, um dos maiores atrativos do aparelho. Outros aparelhos com baterias grandes geralmente não passam da casa dos 5.000 mAh.

E ela vai muito bem: usando moderadamente o aparelho — entre quatro e cinco horas por dia de redes sociais e apps de mensagens e trabalho — e tirando o celular da tomada por volta de 9 da manhã, por várias vezes ele chegou ao final do dia com a carga entre 60% e 70%. Isso é muita coisa: outros aparelhos de bateria grande geralmente chegam com 50% nesse ponto. Geralmente, eu só ia colocar o M31 de novo para carregar na madrugada do segundo dia, lá pela 1 da manhã, totalizando 40 horas longe da tomada.

Um comportamento que eu achei estranho, porém, foi o gasto de energia com o aparelho em repouso. Segundo o AccuBattery, ele gastou cerca de 90 mAh (ou 1,5% da capacidade) por hora com a tela desligada. Por isso, às vezes eu ia dormir com a bateria com mais de 60%, mas acordava com ela por volta de 50%.

Esse gasto é realmente alto: os LG da série K têm baterias menores e gastam cerca de 40 mAh (ou 1% da capacidade) por hora quando a tela está desligada. Eu apostaria que é por causa do processador Exynos.

Com tela ligada, porém, o consumo fica por volta de 400 mAh por hora, o que não é muito acima da média. Isso dá cerca de 6% da bateria por hora de uso, o que significa que dá para usar o aparelho por mais de 16 horas direto, sem desligar a tela.

Talvez esse seja o motivo da Samsung não ter usado uma estimativa de dias fora da tomada na publicidade do aparelho e sim dito que ele consegue durar o dia inteiro mesmo com uso intenso. Faz sentido, pelo menos.

Além disso, o Galaxy M31 vem com carregador de 15 W. Na tomada, o aparelho carrega a 2.200 mA. São cerca de 2h40 para completar a bateria, o que se justifica pela grande capacidade dela. Com 1h de recarga, porém, você já tem 40% a mais de bateria, o que pode ser suficiente para quase um dia usando moderadamente.

Câmera

O Galaxy M31 vem com uma câmera quádrupla na traseira. O conjunto inclui um sensor principal de 64 megapixels, uma ultrawide de 8 megapixels com campo de visão de 123°, um sensor de profundidade de 5 megapixels e uma lente macro também de 5 megapixels. Com isso, ele tem os recursos esperados para smartphones intermediários mais recentes, como modo retrato e modo noturno.

No geral, as câmeras do M31 são muito competentes — tão competentes que as fotos do review deste fone da Sony e deste celular da Motorola foram feitas com ele. O processamento dá uma exagerada no contraste, mas o resultado fica ótimo em ambientes externos durante o dia e em ambientes internos com a boa iluminação.

O modo noturno, porém, é um pouco inconsistente e tem um comportamento estranho de recortar a imagem para um enquadramento menor — serve só para não deixar sem registro coisas que você gostaria de fotografar quando não há tanta luz.

A câmera ultrawide, apesar da pouca resolução, faz um trabalho decente e até bem coerente em questão de cores. Já a lente macro padece do mesmo mal do Moto G8 Power: a baixa resolução do sensor atrapalha a ideia de capturar detalhes aproximados.

Conclusão

Se a ideia da Samsung era fazer um intermediário melhor do que a média do mercado, ela conseguiu.

O Galaxy M31 tem desempenho mais ágil e consistente que outros aparelhos que testei, como o Moto G8 Power e o LG K61. A bateria de 6.000 mAh é superior também — não tanto quanto eu esperava, mas é, principalmente para o tal do uso intenso, quando você quer tirar muitas fotos, gravar vários vídeos ou passar horas jogando ou vendo filmes e séries. As câmeras entregam uma qualidade de imagem ótima.

Para não dizer que é perfeito, o design com deslizes de ergonomia e o acabamento pouco resistente deixam um pouco a desejar.

Além disso, o Galaxy M31 chegou ao Brasil por um preço bem interessante, R$ 2.000, e já pode ser encontrado na casa dos R$ 1.700. O Moto G9 Plus, lançado por R$ 2.500, ainda está na casa dos R$ 2.000, e o LG K61, que fica um pouco abaixo, está na casa dos R$ 1.300. Ou seja: o M31 oferece um bom custo/benefício. Se você procura uma aparelho bem equilibrado e não quer sair da faixa dos R$ 1.500 a R$ 2.000, essa é provavelmente sua melhor opção.

Samsung Galaxy M31 — ficha técnica

  • Display 6.4" FHD+ (1080 x2340) Super AMOLED
  • Câmera Traseira
    • 64 MP (Principal)
    • 8 MP (Ultra Wide)
    • 5 MP (Macro)
    • 5 MP (Profundidade)
  • Câmera Frontal: 32 MP
  • Processador: Exynos 9611 Octa-Core 2.3 GHz
  • RAM: 6 GB
  • Armazenamento Interno: 128 GB
  • MicroSD: até 1 TB
  • Bateria 6,000 mAh (15W carregamento rápido)
  • Dimensões/Peso: 159.2 x 75.1 x 8.9 mm, 191 g
  • Sensor de impressão digital na parte traseira
  • Reconhecimento facial

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Saiba como configurar o Windows 10 para impedir que ele atualize e reinicie sem a sua permissão

Posted: 22 Oct 2020 04:03 AM PDT

Microsoft Surface 4 rodando Winndows 10

Eu não gosto quando meu sistema operacional faz coisas ou adiciona coisas sem minha permissão assim como qualquer pessoa. Como usuária do Windows durante toda a vida, aquele pequeno pop-up me dizendo para reiniciar meu PC me irritou mais vezes do que posso contar – mas não é como se o Windows não me desse a opção de desligar isso. Sim, é irritante que o Windows defina essas permissões como “ativado”. No entanto, os usuários do Windows 10 podem impedir que seu PC reinicie automaticamente após uma atualização, bem como bloquear atualizações para outros produtos Microsoft.

Se você ainda não está pronto para atualizar totalmente para o Windows 10 versão 2004, ou está tentando impedir a Microsoft de adicionar atalhos ao Office na web, você tem o poder de dizer "não, obrigado" à Microsoft e seguir com o seu dia.

Na barra de pesquisa, digite "atualização" e clique em Verificar se há atualizações. A partir daí, clique em Opções avançadas e coloque todos esses seletores como desativado. (Na verdade, são apenas dois os principais com os quais você deve se preocupar, mas, como você pode ver, eu desligo tudo para garantir.)


Configurações das opções avançadas de atualização para Windows 10. Captura de tela: Gizmodo Brasil

Quando desativada, a opção Reinicie o dispositivo assim que possível impedirá que seu PC reinicie automaticamente quando você fizer uma pausa em sua navegação para ir fazer o jantar, e desligar as notificações de atualizações irá, é claro, evitar aquele lembrete pop-up para reiniciar seu dispositivo. Você ainda verá aquele pequeno ícone de atualização com um ponto amarelo próximo à data e hora na barra de tarefas, mas agora você tem que clicar nele para reiniciar manualmente o seu PC e aplicar a atualização.

Essas opções não impedem necessariamente que o Windows baixe as atualizações automaticamente, mas não as instala sem sua permissão. Na próxima vez que você reiniciar ou desligar o PC, em vez de selecionar "Atualizar e desligar" ou "Atualizar e reiniciar", basta escolher a opção normal de desligar ou reiniciar.

Captura de tela: Joanna Nelius/Gizmodo

Pronto! Você evitou com sucesso que o Windows reiniciasse e você perdesse seu trabalho enquanto estava longe do PC para tomar um café ou um lanche. Ao desativar algumas opções selecionadas, não há motivo para reclamar sobre o Windows 10 fazer coisas sem sua permissão – porque você literalmente tem que dar permissão para que ele faça algo.

Essas opções podem variar de acordo com a versão do Windows e qual edição do Windows você tem. Se você não vir várias opções de reinicialização e desligamento como na captura de tela acima, basta selecionar Pausar atualizações por 7 dias nas configurações de atualização. Você também pode pausar as atualizações por um período mais longo em Opções avançadas, bem como escolher quando as atualizações são instaladas se você tiver o Windows 10 versão 2004. As atualizações de recursos podem ser adiadas por até 365 dias e as atualizações de segurança por até 30 dias.

Isso não resolve o problema do Windows 10 instalar ícones de atalho para o Office na web junto com a versão 2004. (Observe que eu disse atalhos, não aplicativos ou programas reais. A Microsoft não está instalando uma cópia completa do Office em sua máquina local sem sua permissão e definitivamente sem ser paga primeiro.) Mas também há uma maneira de evitar isso se você não quiser ver os ícones no menu Iniciar. Clique no ícone iniciar. Clique com o botão direito no Word, Excel ou outro ícone do Office. Selecione Desafixar de Iniciar. Bam! Já era!

Se você nunca acessa o menu iniciar, como eu, esses ícones de atalho não serão desagradáveis, independentemente de estarem lá ou não. Você ainda pode se livrar desses ícones mesmo se optou por entrar no Windows com sua conta da Microsoft, o que vinculará automaticamente os aplicativos do Office baseados na web à sua conta.

Felizmente, agora você já passou pelas configurações do Windows e desativou as atualizações automáticas. O sistema operacional não força você a usar ou fazer nada sem sua permissão, mas tentará empurrá-lo em uma direção específica. Não se deixe enganar.

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