quarta-feira, 15 de maio de 2019

Gizmodo Brasil

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Adobe vai obrigar quem assina a Creative Cloud a abandonar versões antigas de seus programas

Posted: 14 May 2019 03:25 PM PDT

fachada da sede da adobe

Na semana passada, a Adobe disse que versões antigas de aplicativos da Creative Cloud — incluindo o Photoshop e o Lightroom — não estariam mais disponíveis para os assinantes. Esta semana, alguns usuários estão recebendo mensagens da empresa avisando que podem estar em “risco de potenciais denúncias de terceiros por violações”, caso continuem usando versões desatualizadas de seus aplicativos.

Este novo termo, "denúncias de terceiros", é interessante. Em um post em seu blog, a Adobe explicou que os assinantes da Creative Cloud só teriam acesso às duas versões mais recentes de seu software. No entanto, não foi dada uma razão convincente, além da explicação clichê de que as versões mais recentes prometiam “desempenho e benefícios otimizados”.

Em um e-mail para o Gizmodo, um porta-voz da Adobe forneceu a seguinte declaração:

A Adobe recentemente descontinuou algumas versões antigas dos aplicativos da Creative Cloud. Os clientes que usam essas versões foram notificados de que não estão mais licenciados para usá-las e receberam orientações sobre como atualizar para as versões mais recentes autorizadas. Infelizmente, os clientes que continuarem a usar ou instalar versões mais antigas e não autorizadas da Creative Cloud podem enfrentar possíveis reclamações de violação por terceiros. Não podemos comentar sobre reclamações de violação de terceiros, já que isso diz respeito a litígios em andamento.

A Adobe não conta quais "terceiros" podem denunciar você por usar software antigo. No entanto, isso pode ter relação com outro caso paralelo: a empresa está sendo processada pela Dolby por violação de direitos autorais.

Basicamente, uma queixa legal de março detalha que a Adobe licenciou algumas tecnologias da Dolby para seus aplicativos. Antes do Creative Cloud, as duas empresas fecharam um acordo com base no número de discos vendidos de determinados aplicativos. No entanto, a denúncia alega que a Adobe passou a tratar seus números de forma mais reservada quando mudou para a nuvem.

Essencialmente, era fácil para a Adobe reportar vendas quando oferecia seu software em discos físicos. No entanto, do jeito que a Creative Cloud funciona, profissionais pagam uma assinatura para obter acesso a vários programas. Ou seja, uma assinatura dá acesso a vários programas com a tecnologia da Dolby, mas a Dolby é paga apenas uma vez.

A reclamação detalha, por exemplo, que a Master Collection da Adobe é vendida como um único produto, mas na verdade contém "quatro produtos, sendo que cada um contém uma cópia separada e independente de uma tecnologia da Dolby" e que cada uma exige seus próprios royalties.

O que isso realmente tem a ver com os assinantes da Creative Cloud ainda não está claro. Afinal de contas, não é culpa dos usuários se venderam para eles licenças para programas aos quais não tinham acesso. Não sabemos exatamente se o caso Dolby é a razão exata pela qual a Adobe decidiu deixar de permitir o acesso a versões mais antigas de seu software, mas, ao falar em denúncias de terceiros, essa se torna uma possibilidade.

Se esse for o motivo, no entanto, também é uma lógica imprecisa penalizar os usuários por alguma suposta fuga de royalties da empresa, quando muitos estão pagando fielmente suas taxas de assinatura.

E antes de pensar em “Bem, mas é só atualizar então, né?”, é importante notar que há muitas razões por que alguém poderia preferir uma versão mais antiga do software. Por exemplo, o usuário poderia estar usando computadores mais antigos, que não possuem as especificações para executar programas mais pesados.

E, embora os serviços baseados na nuvem tenham definitivamente seus benefícios, a questão lança luz sobre o fato de que você, em essência, não possui o software pelo qual está pagando. É diferente do que acontecia com as cópias físicas.

Seja como for, não há muito que profissionais do setor criativo possam fazer além de atualizar, encontrar programas alternativos ou pegar seu tapa-olho da gaveta e recorrer a uma boa pirataria à moda antiga. Também há a opção de rir de alguns memes da Adobe.

[Apple Insider]

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Esqueça os celulares dobráveis, o novo laptop da Lenovo parece incrível

Posted: 14 May 2019 01:45 PM PDT

ThinkPad dobrável da Lenovo

Nós já vimos a chegada de celulares flexíveis como o Samsung Galaxy Fold e o Huawei Mate X, e enquanto a empolgação em torno desses dispositivos acabou sendo ofuscada por preocupações em relação à durabilidade, isso não impediu que a Lenovo se aproveitasse dessa onde de telas dobráveis e aplicasse a novidade a algo maior.

E foi assim que surgiu essa coisa, e eu digo "coisa" porque o novo protótipo flexível da Lenovo não é exatamente um laptop em seu sentido tradicional. Na verdade, a Lenovo nem chama o seu protótipo de laptop, e em vez disso utiliza o termo "dobrável" como um tipo de designação genérica. Além disso, a empresa ainda não escolheu um nome oficial para o produto. Como evidenciado pelo logo do ThinkPad no novo aparelho, sabemos que ele será parte da família do ThinkPad X1, mas isso é o máximo que a Lenovo decidiu em relação ao nome do lançamento.

Quando fechado, o protótipo se parece muito com uma mistura entre um notebook tradicional e um 2-em-1 destacável, como o Microsoft Surface. Há uma dobradiça no meio que segura as duas metades juntas, um suporte na parte detrás, e até um pequeno gancho para encaixar a caneta stylus com tecnologia Wacom. Mas quando você abre é um mundo totalmente novo.

Em vez de uma tela na parte de cima e um teclado embaixo, o interior do protótipo ThinkPad tem 13,3 polegadas de tela, com uma resolução de 4:3 2K e tecnologia display OLED. E, ao contrário do Galaxy Fold, o display no novo produto da Lenovo não foi feito pela Samsung ou qualquer fornecedor anônimo que a Huawei utiliza, mas pela LG, que está fazendo sua estreia no jogo de telas dobráveis com o protótipo da Lenovo.

No modo laptop normal, o aparelho possui uma "meia tela" de 9,6 polegadas que permite que você utilize a parte debaixo como um teclado touch-screen, uma tela secundária ou para qualquer outra coisa que você queira. Mas caso você queira maximizar a tela do protótipo, também é possível conectá-lo ao seu teclado Bluetooth para utilizá-lo de uma forma mais tradicional. O protótipo da Lenovo também possui uma câmera IR embutida para ser utilizada com recursos como o reconhecimento facial do Windows Hello, além de duas entradas USB-C para transferência de dados e recarga de baterias, conectar alto-falantes, e o que a Lenovo promete ser uma bateria que dura "um dia inteiro".

Lenovo ThinkPad dobrável

E é isso o que sabemos até o momento, já que a Lenovo revelou a novidade nesta segunda-feira (13) e não deve disponibilizar o produto até 2020. A empresa ainda não informou sequer qual sistema operacional será rodado, apenas que será algum tipo de dispositivo baseado em Windows. Dito isso, mesmo inacabado, o protótipo do ThinkPad dobrável parece ser fantástico.

Sim, ele é um pouco mais grosso e pesado do que um laptop tradicional, embora parte disso seja provavelmente devido a parte do encobrimento ser utilizado para manter alguns de seus componentes e design ocultos. No entanto, ao contrário do Galaxy Fold, não há vincos, saliências ou ondulações no dispositivo da Lenovo. É apenas uma folha suave de display dobrável e, com isso, as possibilidades são infinitas.

Você poderia utilizá-lo para assistir vídeos ou apresentações enquanto faz anotações ou esboços com a caneta stylus na parte de baixo da tela, jogar um jogo enquanto utiliza o resto da tela para checar suas mensagens, ou criar designs customizados para a parte de baixo da tela como se fosse um Touch Bar da Apple evoluído. Independentemente de como você utilize, o ponto principal é que metade da superfície interior do laptop não é mais dominada por um teclado físico e estático.

Obviamente, o protótipo da Lenovo não será um sistema para todos. A empresa imagina que o produto vai funcionar melhor para executivos dependentes de soluções mobile e, principalmente, entusiastas de tecnologia que podem ser mais tolerantes com a estranheza do produto pioneiro. Embora você possa utilizar o protótipo ThinkPad em seu colo no modo laptop, uma tela de 9,6 polegadas talvez não seja grande o suficiente para você trabalhar, embora ele possa ser do tamanho adequado para as mesas, cada vez menores, dos aviões.

De ângulos mais extremos, é possível notar algumas distorções de cores na parte dobrada da tela, mas isso é muito menos visível quando visto de cima. Crédito: Sam Rutherford/Gizmodo

Para evitar questionamentos em relação a potenciais fragilidades do produto, a Lenovo afirma que antes que o protótipo chegue ao mercado ele vai passar por testes a nível militar como um laptop ThinkPad padrão, além de ter que sobreviver ao dobro da quantidade de testes de dobramento.

Segundo a Lenovo, o produto já vem sendo desenvolvido há três anos, o que ainda é menos tempo do que os oito anos que a Samsung passou trabalhando no Galaxy Fold. Mas se você pensar nos dispositivos como o Yoga Book e o Yoga Book C930, fica claro que a Lenovo já vem desenvolvendo essa tecnologia há um tempo.

Apesar de o protótipo ainda estar longe de se tornar realidade, ele é muito animador. Após dispositivos dobráveis como o Galaxy Fold romperem com o design tradicional de smartphones, parece que o lançamento da Lenovo pode fazer o mesmo com o mercado de laptops. Há quase três anos, achamos que o Yoga Book seria o "futuro dos laptops" e, com esse protótipo, parece que o futuro ficou muito mais tangível. Agora teremos que esperar até 2020 para ver no que isso vai dar.

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Atualize seu WhatsApp, mas não se desespere: você dificilmente seria um alvo da brecha recém-descoberta

Posted: 14 May 2019 01:22 PM PDT

Ícone do WhatsApp na tela inicial do iPhone.

Todo mundo que tem o WhatsApp instalado no celular deve atualizar o app para a versão mais recente o mais rápido possível, disse a empresa nesta terça-feira (14).

Usado por 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo, o aplicativo de mensagens — que é de propriedade do Facebook — revelou na segunda-feira (13) uma vulnerabilidade. Ela permitia que hackers instalassem remotamente spywares em telefones iOS e Android por meio de chamadas de voz no WhatsApp. A última atualização, segundo a companhia, corrige a falha e protege o aplicativo.

"O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizar para a versão mais recente do nosso aplicativo, bem como manter seu sistema operacional móvel atualizado, para proteger contra possíveis ataques direcionados projetados para comprometer informações armazenadas em dispositivos móveis", disse um porta-voz à CNBC na terça-feira.

A vulnerabilidade do WhatsApp é do tipo conhecido como “zero click zero day”, uma brecha desconhecida que pode infectar o aparelho da vítima sem que ela precise fazer nenhuma ação.

A maioria das vulnerabilidades desse tipo descobertas anteriormente exigia que a vítima clicasse em um link para ser infectada. Como não há a necessidade de clicar em nada ou de cometer qualquer erro para permitir a ação bem-sucedida do invasor, fica muito fácil de ser alvo. A diferença aqui é que a empresa israelense suspeita de ter explorado a vulnerabilidade, a NSO Group, parece ter sido pega.

Ataques a vulnerabilidades desse tipo são particularmente valiosos — e caros. Eles têm sido amplamente comercializados pela NSO Group desde, no mínimo, o ano passado. A NSO Group até agora não negou que está por trás do ataque.

O WhatsApp e um número crescente de aplicativos de mensagens oferecem criptografia de ponta a ponta. O mecanismo da NSO contorna essa proteção infectando seu telefone e acessando informações antes de serem criptografadas.

Isso não significa que a criptografia de ponta a ponta é inútil, como alguns metidos a espertões sugeriram. Afinal, ataques da NSO são caros, altamente segmentados e têm uma vida útil limitada, que termina assim que a vulnerabilidade é corrigida, como o WhatsApp diz ter feito hoje. A criptografia de ponta a ponta protege contra a intromissão em massa, não contra ataques direcionados.

Isso significa que a criptografia de ponta a ponta não é uma panaceia completa que solucionaria todos os possíveis problemas de segurança cibernética. Esta ideia é um senso comum e especialistas do setor têm nos alertado sobre isso há muito tempo. Não existe uma solução perfeita, mas isso não significa que as soluções que temos sejam inúteis.

O melhor a se fazer é garantir que a atualização automática esteja ativada para seus dispositivos iPhone, iPad ou Android. A Apple fornece instruções aqui, o Google fornece o passo a passo aqui. Ativar as atualizações automáticas tanto para aplicativos quanto para o sistema operacional é uma das maneiras mais fáceis e eficazes de proteger seu dispositivo da maneira mais rápida e duradoura possível.

Atualizar e estar ciente das ameaças é importante, mas também é preciso manter uma perspectiva saudável. Esses ataques custam muito dinheiro para desenvolver e são vendidos a valores exorbitantes. Não sabemos quantas vítimas existem, mas a história e o senso comum nos dizem que a vulnerabilidade seria usada seletivamente para atacar um pequeno grupo de indivíduos desafortunados. É quase certeza que você não está entre eles.

Se você acha que estava sendo segmentado com base nesses indícios de comprometimento, entrar em contato com um grupo como o Electronic Frontier Foundation ou o CitizenLab pode ser um próximo passo inteligente.

Essa vulnerabilidade, divulgada pela primeira vez pelo Financial Times na segunda-feira, foi usada tendo como alvo um advogado de direitos humanos do Reino Unido. Ele relatou comportamento suspeito — chamadas estranhas do WhatsApp vindas da Suécia — ao grupo de direitos humanos e tecnologia CitizenLab. A partir daí, um aviso foi emitido ao WhatsApp, de acordo com uma matéria da Forbes.

A vulnerabilidade parece ter sido explorada de fato, mas foi notada devido a uma série de chamadas internacionais de voz de manhã cedo.

A NSO Group é uma empresa formada principalmente por veteranos de inteligência israelenses, que desenvolvem produtos de hackers para vender a governos em todo o mundo.

Eles têm estado no centro de um holofote sem precedentes nos últimos anos porque seus produtos têm sido encontrados repetidamente para atacar ativistas de direitos humanos, advogados, jornalistas e até crianças. Todas as vezes, a NSO alegou que não é responsável pelo que seus clientes fazem.

O advogado especializado em direitos humanos que atuou no Reino Unido estava assessorando jornalistas mexicanos. Eles estão processando a NSO Group por sequestrar seus telefones, segundo a Forbes.

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Pão de Açúcar quer que você use seu celular para escanear produtos e evitar filas no mercado

Posted: 14 May 2019 12:04 PM PDT

App do Pão de Açúcar transforma smartphone em scanner de produtos do mercado

A irritação de pegar fila para comprar algo em um mercado está cada vez mais próxima do fim. O varejo, sobretudo mercados, tem se ligado que uma das coisas mais chatas da experiência de compra é perder tempo. Desde a espera para ser atendido em um caixa até a demora do processo de pagamento. Da pessoa que inventa de querer pagar com moedas ao sujeito que não está com pressa e demora uma eternidade para pegar o cartão e passar. Felizmente, estamos começando a ter experiências que tentam resolver isso no Brasil.

A pioneira por aqui foi a startup Zaitt, que tem duas lojas (uma em São Paulo e outra no Espírito Santo), mas agora grandes varejistas, como o Grupo Pão de Açúcar, têm planos de testar este sistema em questão de meses em São Paulo. O Gizmodo Brasil teve a oportunidade de gastar uma grana numa loja para verificar como a solução funciona na prática.

Como funciona

Para começar, a experiência foi feita em uma loja Minuto Pão de Açúcar dentro da sede do GPA (Grupo Pão de Açúcar) em São Paulo, onde a companhia tem feito testes. O conceito deste estabelecimento é o que eles chamam de formato de proximidade, que são mercados menores com o essencial — eu gosto de chamar de "mercado de solteiro", pois tem itens básicos e até alguns tipos de comida pronta.

O nome bonito do sistema implementado no Pão de Açúcar Minuto é Scan & Go. Ele funciona assim: você precisa de um smartphone com o aplicativo Pão de Açúcar Mais conectado à internet (as lojas já têm Wi-Fi grátis) e cadastrar seu cartão de crédito. Na sequência, é necessário escanear um leitor de QR Code da loja para que o sistema consiga carregar os itens do estabelecimento onde você está.

Com o smartphone habilitado e devidamente “localizado”, o consumidor pode passear pela loja e escanear o código de barras dos produtos que quiser, gerando um carrinho de compra, como nas compras virtuais. Na loja em que visitei, havia também uma cafeteria, então era possível pagar pelo item escaneando um código e, na sequência, mostrando para o atendente preparar um pão na chapa ou um café.

Aplicativo do Pão de Açúcar mostra itens escaneadosApós escanear o produto, ele aparece numa lista no aplicativo. Crédito: Guilherme Tagiaroli/Gizmodo Brasil

Um detalhe da loja que visitei é que ela tinha uma espécie de "cancela" para entrar, acionada por um sensor de presença. Para sair, o processo é um pouco mais complicado. Isso porque o cliente só consegue deixar a loja após finalizar a compra e exibir um QR code do aplicativo.

“Ah, mas entrei na loja e não comprei nada, então fico preso lá para sempre?” Calma, também não é assim. Na loja que visitei, ficava um funcionário próximo à saída que possibilitava a saída de clientes.

Loja Minuto Pão de Açúcar na sede da companhiaLoja do Grupo Pão de Açúcar na sede da empresa em São Paulo. Crédito: Guilherme Tagiaroli/Gizmodo Brasil

Legal, mas quando vai ter?

É um sistema em teste, mas que deve figurar em lojas de São Paulo ainda no segundo semestre deste ano, de acordo com Emerson Colinas, diretor de operações do GPA. A ideia é que estabelecimentos Minuto Pão de Açúcar da cidade na região da avenida Paulista e da Faria Lima sejam os primeiros a terem o Scan & Go.

A ideia não é também partir do dia para a noite para um sistema em que o aplicativo seja a única forma de pagamento. Mesmo na loja que visitei, havia outras duas formas que os clientes poderiam usar para processar suas compras: o método convencional (com dinheiro/cartão em um caixa) ou um esquema de auto-atendimento, em que o consumidor vai a uma espécie de terminal, escaneia os itens e pode pagar com cartão. No fim de todas as operações, é emitido um papel com um QR code para liberar a saída.

Então, mesmo lojas fora de um ambiente controlado (como a da sede do GPA que visitamos) deverão manter outras formas de atendimento. Lembre-se, o brasileiro médio ainda não é muito bancarizado e há ainda muitas operações feitas com dinheiro em espécie.

De modo geral, a experiência foi bem fácil. Instalei o aplicativo quando estava dentro da loja, fiz um cadastro rapidinho e fui pegando e escaneando os itens que eu queria. Só comprei itens básicos para sobrevivência: café, amendoim e pipoca de micro-ondas. Nada demais.

Captura de tela mostrando o app Scan&Go

Eu ficaria bem feliz se este tipo de iniciativa começasse a ficar mais popular. Quando preciso ir a um mercado, tento escolher o horário de menor movimento, pois não me conformo que preciso pegar fila para comprar, ainda mais numa época em que se resolve tanta coisa pelo telefone.

Como todo sistema, o Scan & Go exige uma curva de aprendizado e também um certo pacto de confiança — se tiver muita fraude, imagino, o mercado terá de ter alguém para checar se os itens que a pessoa está carregando batem com o da nota fiscal, o que seria péssimo e formaria uma nova fila, só que para sair do mercado.

Não é ainda um Amazon Go, que não precisa nem de escaneamento dos produtos, mas não vejo a hora de entrar no mercado, pegar o que eu quiser e vazar sem interagir com ninguém ou ser questionado se quero colocar crédito no celular.

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NASA quer US$ 1,6 bilhão para mandar a primeira mulher à Lua até 2024

Posted: 14 May 2019 10:38 AM PDT

Administrador da NASA Jim Bridenstine no Centro Espacial John F. Kennedy

A NASA está solicitando uma verba adicional de US$ 1,6 bilhão para ano que vem com o objetivo de acelerar sua missão tripulada para a Lua, planejada para acontecer em 2024. A agência revelou que a missão se chamará Artemis.

A NASA destacou que planeja ter a primeira astronauta mulher a pisar na superfície da Lua nesta missão.

Parte do dinheiro solicitado, mais precisamente US$ 1 bilhão, seria direcionado diretamente para a nave “comercial” que pousará na Lua, enquanto os outros US$ 651 milhões seria destinado ao desenvolvimento do Veículo Multi-Propósito de Tripulação Orion e para o foguete Space Launch System (SLS), que deve substituir o atual Ônibus espacial mas que tem sofrido com diversos atrasos.

“Cinquenta anos depois de Apollo, o programa Artemis levará o próximo homem e a primeira mulher à Lua”, disse o administrador da NASA, Jim Bridenstine, em uma coletiva de imprensa.

O pedido será encaminhado para a aprovação do Congresso americano e, como o NYT destacou, o vice-presidente Mike Pence anunciou/ameaçou que a Casa Branca deseja que a NASA tenha astronautas na Lua em 2024 e não em 2028, como foi inicialmente planejado. A declaração, feita em março, deixava claro que a agência espacial poderia passar por algum tipo de reorganização se o objetivo não fosse cumprido.

A nova data coincide de forma conveniente com o final de um hipotético segundo mandato de Donald Trump (Bridenstine disse que a escolha da nova data diminuiria o “risco político” de que o projeto fosse abandonado repentinamente).

O próprio Trump deu a notícia pelo Twitter:


Tradução: Sob a minha administração, estamos recuperando a grandeza da NASA e iremos voltar à Lua e então iremos para Marte. Estou atualizando meu orçamento para incluir US$ 1,6 bilhão adicionais para que possamos retornar ao Espaço de uma MANEIRA GRADIOSA!

Cerca de US$ 220 milhões também seriam destinados ao desenvolvimento de tecnologias cruciais para a expansão da futura presença lunar dos EUA, conforme reportagem do NYT:

A NASA também está buscando US$ 132 milhões para desenvolver tecnologias para transformar o gelo de crateras nos pólos da Lua em água líquida e US$ 90 milhões para a exploração robótica do satélite natural.

Mr. Bridenstine disse que seriam necessários aumentos ainda maiores nos próximos anos e que a NASA ainda está planejando as quantias necessárias. Ele descreveu o pedido atual como um “adiantamento”.

Isso totaliza mais de US$ 1,6 bilhão, mas a NASA compensaria cerca de US$ 321 milhões ao eliminar um pedido anterior de US$ 824 milhões que buscava financiar uma estação espacial lunar chamada Gateway, outra parte do projeto Moon. Bridenstine disse que o projeto poderia ser reduzido a apenas dois módulos, um para energia e outra para habitação.

O valor solicitado pela NASA não é uma quantia absurda para os padrões do governo federal dos EUA. O pedido, no entanto, desmantela o orçamento de US$ 21 bilhões para 2020 que havia sido definido por Trump, que representava uma diminuição de US$ 500 milhões ano após ano. Bridenstine havia dito que o orçamento de US$ 21 bilhões era suficiente para que a missão fosse lançada em 2028.

A maior parte desse financiamento virá do dinheiro não alocado do Pell Grant, um programa de ajuda financeira para estudantes de baixa renda, conforme uma reportagem do Washington Post.

A Casa Branca diz que o programa tem um superávit de US$ 9 bilhões devido à diminuição das matrículas e que nenhum estudante terá uma assistência reduzida, embora os críticos tenham afirmado por anos que retirar fundos de reserva poria em risco sua viabilidade do projeto a longo prazo e o deixaria em dificuldades se houvesse um aumento na demanda.

Esse remanejamento da verba coloca em risco o apoio dos Democratas para este esforço de aceleração da missão, que já não era garantido. É provável ainda que haja suspeita de que 2024 não é uma data realista e que Trump só quer subsidiar promessas de um pouso lunar em seu segundo mandato.

Como Ars Technica aponta, algumas estimativas externas para o programa chegaram de US$ 6 a US$ 8 bilhões anuais até 2024. Bridenstine tem caracterizado esse número como muito alto, mas o astrofísico Jack O. Burns, da Universidade do Colorado, disse ao NYT que sua estimativa era que a NASA precisaria de US$ 25 bilhões anuais para fazer esse lançamento em 2024.

O Ars Technica também observou que o parlamentar de Nova York, José Serrano, que lidera o subcomitê de orçamento da Câmara responsável pelo financiamento da NASA e que está em seu último mandato, sugeriu no passado que a meta de lançamento em 2028 é perfeitamente aceitável e que Trump está apenas acelerando o cronograma para que ele possa falar sobre o projeto antes das eleições de 2020.

Rumores apontam que a Casa Branca está considerando fazer pressão para que uma “resolução contínua” mantenha os níveis de gastos federais de 2019 para o ano fiscal de 2020, para então solicitar novamente uma extensão de curto prazo para manter esses mesmos níveis de gastos até as eleições de novembro.

Funcionários da administração acreditam que isso os colocaria em uma posição para pressionar por cortes gigantescos no primeiro ano do possível segundo mandato de Trump, o que também poderia significar o fim dos planos de aterrissagem na Lua em 2024.

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Huawei oferece desconto fixo de R$ 2.000 no P30 Pro por celular usado

Posted: 14 May 2019 09:28 AM PDT

Traseira do Huawei P30 Pro

O Huawei P30 Pro é um baita smartphone, mas que também tem um baita preço: R$ 5.499,00. Salgado, né? A marca anunciou que no dia do lançamento, 17 de maio, dará um bônus fixo R$ 2.000 mais um desconto adicional para quem trocar o atual smartphone.

A promoção é diferente de outros programas de trocas já realizados por outras fabricantes – geralmente, o seu celular é avaliado e então é aplicado um desconto correspondente. No caso da Huawei, essa avaliação é somada a um bônus de R$ 2.000. Ou seja, o celular sairá por pelo menos R$ 3.499.

No material promocional, a marca diz que você “pode levar qualquer marca ou modelo” de smartphone, porém um asterisco indica que é preciso “checar lista de produtos usados participantes da promoção em cada parceiro”.

O Gizmodo Brasil entrou em contato com a assessoria da Huawei que apontou somente para o regulamento da promoção. O documento não prevê quais são esses modelos participantes e diz apenas que “o celular usado deverá ser elegível para avaliação […] consulte a Loja Varejista escolhida a respeito da lista de modelos de aparelhos aceitos”.

As regras da promoção pontuam ainda que a ação é limitada à quantidade máxima de 2.300 unidades do Huawei P30 Pro. Caso você vá participar da promoção, esteja preparado para deixar o seu atual aparelho na loja (e faça um backup!).

A promoção será válida apenas no dia 17 de maio, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília em lojas físicas da Vivo, Fast Shop, Ponto Frio, Casas Bahia e Magazine Luiz.

Você pode conferir o regulamento completo neste link e os detalhes das lojas participantes.

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Ironhack e Rappi oferecem bolsas de até 100% em cursos tech presenciais

Posted: 14 May 2019 08:09 AM PDT

Sempre quis trabalhar na área de tecnologia, mas nunca teve oportunidade?

Ou já trabalha na área e busca aprimorar seus conhecimentos, mas está sempre adiando? Agora é o momento ideal para retomar esses planos. A Ironhack, escola global de tecnologia presente em mais de oito países, que chegou a São Paulo ano passado e já ajudou milhares de alunos a encontrar vagas de trabalho, vai oferecer, em parceria com a Rappi, mais de R$ 300 mil em bolsas integrais e parciais para seus cursos de Desenvolvimento Web, UX/UI Design, e Data Analytics.

Inscreva-se agora e concorra às bolsas de estudos da Ironhack

No total, serão 3 bolsas integrais de R$17.000 e mais de 60 bolsas parciais de até 75% no valor dos cursos. Para participar, basta acessar acessar a página de inscrição, clicar no botão "Inscreva-se para a Bolsa" na página inicial e preencher o formulário de cadastro com seus dados e o curso que tem interesse. Depois disso os cadastrados serão convidados a realizar uma prova de conhecimentos técnicos e participar de entrevistas com a equipe da Ironhack.

O período de inscrições vai de 24 de abril a 24 de maio, e os vencedores serão anunciados em duas datas diferentes: nos dias 5 e 30 de maio.

Essa é a sua chance. Inscreva-se e concorra a bolsas de estudos na Ironhack

Se ainda está em dúvida se essa oportunidade é para você, reunimos aqui algumas informações sobre os cursos e como eles podem te ajudar.

Primeiramente, os cursos da Ironhack contam com uma metodologia desenvolvida para conciliar o máximo aprendizado do aluno às demandas do mercado de trabalho, oferecendo uma experiência imersiva nesse mundo da programação. Cada sala de aula conta com um apoio integral de um professor principal e um teaching assistant que acompanha os alunos de perto, tirando dúvidas mais pontuais.

As oito horas de aulas diárias são compostas por teoria e prática. Dessa maneira, os alunos concluem o curso não só tendo os fundamentos teóricos mas também as habilidades técnicas para exercer a função.

Após esse período intensivo de aprendizado, você já estará pronto para desbravar o mercado de trabalho, e a Ironhack ainda ajuda nessa empreitada também.

O evento Hiring Week é promovido pela escola ao final dos cursos em parceria com diversas empresas, de startups a multinacionais, em busca de Desenvolvedores Web, UX/UI Designers e Analistas de Dados para que os alunos consigam suas primeiras entrevistas.

A iniciativa é tão bem-sucedida que a média global da taxa de contratação, em até 3 meses depois de o aluno terminar o curso, chega a 85%. Se interessou? Então, dá uma olhada nos cursos que a Ironhack oferece:


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Desenvolvimento Web

O curso de Desenvolvimento Web da Ironhack prepara o estudante para se tornar um desenvolvedor full-stack, ou seja, você estará capacitado para trabalhar tanto com o desenvolvimento front-end como back-end. O conteúdo é distribuído entre as 360 horas totais de aulas presenciais, e 60 horas de aulas preparatórias remotas. Dividido em 3 módulos, o aluno sai do curso conhecendo bem Front-End e Back-End, tornando-se um desenvolvedor Full-Stack. Ao final do curso, o aluno apresenta um projeto a fim de reunir tudo o que aprendeu: HTML, CSS, JavaScript, jQuery, MongoDB, Express.js, Handlebars, React, entre outros.

Oferecido em formato bootcamp, o curso de Desenvolvimento Web da Ironhack permite que você tenha uma experiência de aprendizado totalmente imersiva, garantindo que os alunos se tornem profissionais completos para atender às diferentes demandas do mercado. Essa opção é ideal para quem quer iniciar uma carreira mais técnica, mas também para aqueles que já trabalham com programação, pois no curso o profissional aprenderá as melhores práticas de desenvolvimento, além de trabalhar com ferramentas utilizadas por muitas empresas e startups.

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UX/UI Design

Se você quer fazer parte desse mundo da programação, mas busca algo que seja mais ligado à criatividade, o curso de UX/UI Design da Ironhack pode ser a escolha ideal, pois é líder do ranking mundial do portal SwitchUP que compara cursos técnicos ao redor do mundo. No bootcamp presencial de nove semanas, as aulas são compostas por atividades práticas para que os alunos exercitem habilidades de acordo com demandas reais do mercado. É possível aprender a desenvolver pesquisas e testes, por exemplo, para encontrar diferentes técnicas a fim de garantir a melhor experiência do usuário. Mas, para transformar as ideias em projetos e produtos, é preciso entender diversos conceitos de UX/UI.

Por isso, no curso da Ironhack, os alunos têm acesso a temas como Design Thinking, Usabilidade, Design Visual, além de uma introdução básica a desenvolvimento front-end. Durante as aulas, também é trabalhado um dos softwares mais utilizados pelo mercado, o Sketch App. O projeto final consiste em colocar tudo o que foi aprendido em prática: desenvolver um produto digital para um problema proposto pelo aluno. Ao final do curso, os participantes ainda saem com seu próprio portfólio pronto, que é o cartão de entrada para o mercado de trabalho.  

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Data Analytics

Saber interpretar e utilizar dados é uma habilidade necessária em qualquer profissão. O bootcamp de Data Analytics da Ironhack foi desenvolvido para quem pretende ingressar na indústria de dados e para todos os profissionais que desejam se destacar na carreira. Assim como os outros cursos, o de Data Analytics inicia-se com 60 horas de aulas preparatórias em que o aluno tem o primeiro contato com fundamentos de Git, Python, MySQL e análise estatística.

Após se familiarizar com os temas básicos de programação e estatística, os participantes partem para os módulos presenciais, aprofundando em temas como filtrar dados, API, web scraping, Business Intelligence, Machine Learning, entre outros. Após a conclusão de cada módulo, são realizados projetos para aplicar o conteúdo estudado. O desafio final é construir um pipeline completo de machine learning capaz de processar dados, extrair funções, treinar modelos e guardá-los num disco para que possam ser utilizados para prever dados no futuro.

Clique e inscreva-se agora! São bolsas de até 100% nos cursos Ironhack

Decidiu qual curso tem mais a ver com você? Aproveite a chance para aprender algo novo ou aprimorar seus conhecimentos, concorrendo a bolsas de estudos para o curso que mais tem a ver com você. Basta acessar o botão "Bolsa de Estudos Ironhack" pelo aplicativo da Rappi e participar do processo seletivo. Boa sorte!

 

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É assim que a Amazon vai substituir humanos por máquinas no empacotamento de caixas

Posted: 14 May 2019 07:18 AM PDT

Captura de tela de vídeo que mostra empacotamento automático de caixas

A Amazon planeja implementar novas máquinas de empacotamento em seus armazéns que poderiam eliminar 1.300 empregos nacionalmente, segundo a agência de notícias Reuters. Coincidência ou não, a Amazon também anunciou nesta segunda-feira (13) que está lançando um novo programa para incentivar alguns de seus funcionários dos centros de distribuição a pedirem demissão e criarem seu próprio empreendimento entregando produtos da Amazon.

A nova máquina, chamada "Carton Wrap 1000" e produzida pela fabricante italiana CMC Machinery, foi desenvolvida para criar caixas customizadas e embalar encomendas automaticamente, como pode ser visto no GIF abaixo. A máquina calcula as dimensões dos produtos, dobra o papelão, corta nas medidas da caixa, imprime o rótulo de envio e encaminha cada pacote para entrega.

A expectativa é que as máquinas Carton Wrap cheguem a 55 armazéns dos Estados Unidos, removendo aproximadamente 24 trabalhadores de cada local, segundo a Reuters. Os novos equipamentos podem montar caixas a uma velocidade 4 a 5 vezes maior que um humano.

"Nós estamos testando essa nova tecnologia com o objetivo de aumentar a segurança, acelerar o tempo de envio, e melhorar a eficiência da nossa cadeia", declarou um porta-voz da Amazon ao Gizmodo. "Nossa expectativa é que a economia de eficiência seja re-investida em novos serviços para nossos consumidores, onde novos empregos continuarão sendo criados".

A Amazon frequentemente minimiza as demissões em seus armazéns porque a empresa adquiriu milhões de dólares em benefícios fiscais dos governos locais ao longo dos anos com a promessa de que estaria criando empregos.

A companhia também anunciou que vai lançar um novo programa para encorajar os atuais funcionários de seus armazéns a deixarem seus empregos e começarem um negócio próprio realizando a entrega de encomendas para a Amazon. A iniciativa, uma expansão do chamado programa de "Parceiro de Serviços de Entrega", vai oferecer aos atuais empregados o equivalente a três meses de salário e até US$ 10 mil para gastos da empresa na criação do que a Amazon chama de uma "startup" de entrega de encomendas.

Para onde iria os US$ 10 mil investidos? Ex-funcionários que querem abrir sua startup podem alugar vans e uniformes com a marca Amazon. Eles não teriam mais direito ao novo salário mínimo de US$ 15 da Amazon e nem a benefícios de saúde.

O Gizmodo questionou a Amazon qual era o objetivo da empresa em trazer os funcionários atuais para o programa em vez de incentivar pessoas externas. A companhia alegou que a iniciativa é uma extensão do seu trabalho de "empoderar" seus funcionários.

"A Amazon tem um longo histórico de programas para empoderar seus colaboradores a perseguirem suas aspirações de carreira e estamos animados em lançar essa nova iniciativa exclusivamente para nossos funcionário para que possam dar o próximo passo em suas carreiras e construam seu próprio negócio de entrega", afirmou Amanda Ip, gerente de relações públicas da Amazon, ao Gizmodo. "Líderes bem-sucedidos pensam grande, preferem agir, e entregar resultados em nome de seus consumidores".

A Amazon tem tentado expandir sua rede de entrega para oferecer um serviço mais rápido em áreas em que oferece entregas no mesmo sai ou no dia seguinte, mas também está tentando competir com o serviço postal norte-americano UPS.

Mas, espera aí, você deve estar se perguntando, isso não é apenas uma tática da Amazon para se livrar da responsabilidade por seus funcionários de entrega e, em vez disso, criar um exército de pessoas que parece que trabalham para a Amazon, utilizam veículos e uniformes da empresa, mas que na verdade não possuem vínculo empregatício com a companhia? Sim, e a empresa já tem usado esse tipo de estratégia há muito tempo.

Nós mal podemos esperar pra eles lançarem essa ideia no espaço.

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Uma possível guerra comercial com a China pode levar à queda nas ações da Apple ou elevar os preços do iPhone

Posted: 14 May 2019 06:44 AM PDT

iPhone

Você provavelmente já ouviu sobre as disputas intensas entre os Estados Unidos e a China em relação a tarifas. O governo norte-americano tem sido inconsistente, até agora, no que diz respeito aos efeitos que uma guerra comercial poderia ter na população, e o mercado de ações – que ama consistência –  foi impactado pelos rumores e especulações. No entanto, pelo menos uma coisa está clara, os celulares da Apple vão ficar mais caros.

Katy Huberty, analista da Morgan Stanley, escreveu uma nota na sexta-feira (10) afirmando que um aumento de tarifas poderia "resultar em ramificações consideráveis na cadeia de fornecimento da Apple".

Isso pode parecer inesperado se você lembrar da declaração feita por Tim Cook no ano passado. O CEO da Apple afirmou, publicamente, ser contra qualquer tipo de guerra comercial com a China, mas ressaltou em uma entrevista ao Good Morning America que achou que a administração de Trump reconheceria que tarifas sobre produtos como celulares não seria "benéfico para os Estados Unidos".

Infelizmente, a Apple pode não estar segura a longo prazo. A administração de Trump está cada vez mais propensa a aplicar taxas ao restante dos produtos que os Estados Unidos importa da China. Caso prossigam com essas cobranças, levando as coisas ao extremo, então, segundo o The Street¸ Huberty acredita que isso significará ramificações na Apple. "Um imposto de 25% nos US$ 267 bilhões em produtos exportados pela China para os Estados Unidos causaria consideráveis ramificações na cadeia de fornecimento da Apple", escreveu Huberty. E quem pagaria por isso?

Se a resposta for os consumidores, isso significa que um celular de US$ 1 mil poderia custar US$ 1.160. Considerando que os preços elevados dos celulares da Apple resultaram em uma queda nas vendas nos últimos dois anos, a Apple pode ficar relutante em aumentar os preços novamente. Em vez disso, ela poderia absorver os custos de importação – algo que a empresa, com bilhões em seu baú de guerra, pode certamente bancar.

Mas isso significaria uma queda na receita, que também poderia causar uma queda nos preços das ações. De acordo com o Street, isso "reduziria em cerca de 23%, ou US$ 3, em 2020 do lucro por ação, estimado em US$ 12,67". Então, se você planeja comprar ações da Apple ou um celular…talvez seja melhor esperar para ver como essas tarifas vão afetar o mercado.

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Bug no WhatsApp permitia instalação de spyware por meio de chamada no app

Posted: 14 May 2019 05:45 AM PDT

Aplicativo WhatsApp na tela inicial

Um poderoso spyware desenvolvido pela empresa de ciberinteligência israelense NSO Group explorou uma vulnerabilidade no WhatsApp para infectar dispositivos.

O NSO Group é o criador do Pegasus – um programa que aparentemente permite secretamente tomar o controle de um dispositivo móvel, incluindo acesso às câmeras, microfones, arquivos e mensagens de textos.

De acordo com uma reportagem do Financial Times, um “negociante de spywares” contou à reportagem que a vulnerabilidade permitia que o software da NSO Group se espalhasse por meio de chamadas feitas dentro do aplicativo e que ele funcionava mesmo quando o outro usuário não atendia a ligação.

A fonte disse que às vezes os registros de chamadas desapareciam antes que o alvo notasse um comportamento estranho em sua conta.

Se você acha o nome NSO Group familiar é porque foi essa empresa que cedeu a tecnologia de rastreio de celulares na tragédia de Brumadinho e que tinha uma ferramenta para espionar qualquer iPhone.

O Financial Times disse que o WhatsApp descobriu a vulnerabilidade no começo deste mês e “uma pessoa familiar com o problema” disse que a investigação interna da companhia não evoluiu o suficiente para indicar uma estimativa confiável sobre quantos usuários foram impactados.

O WhatsApp confirmou que já está aplicando uma correção em seus servidores desde a sexta-feira (10) e uma atualização para os usuários desde a segunda-feira (13).

Em um comunicado enviado ao Financial Times, o WhatsApp apontou o dedo para terceiros: “Esse ataque tem todas as características de uma empresa privada conhecida por trabalhar com governos para entregar spywares que supostamente assume as funções dos sistemas operacionais dos celulares. Nós contatamos diversas organizações de direitos humanos para compartilhar as informações que temos e iremos trabalhar com elas para notificar a sociedade civil”.

O WhatsApp também informou as autoridades dos EUA, especificamente o Departamento de Justiça, sobre o incidente.

A NSO Group não realiza comentários sobre clientes específicos, mas uma pesquisa conduzida pelo Citizen Lab de Toronto “identificou um total de 45 países onde operadores do Pegasus podem estar conduzindo operações de vigilância”, incluindo pelo menos “10 operadores do Pegasus [que] parecem estar ativamente envolvidos em vigilância transnacional”.

O Citizen Lab também concluiu que o Pegasus tem sido usado para atacar um dissidente da Arábia Saudita que está morando no Canadá e que esteve em contato com Jamal Khashoggi, jornalista assassinado por agentes sauditas no consulado do país em Istambul, em outubro de 2018.

Esse dissidente, Omar Abdulaziz, está processando a NSO Group, assim como outros alvos de ferramentas da companhia estão o fazendo.

Outras reportagens sugerem que a Arábia Saudita, junto com uma longa lista de países com péssimo histórico de respeito aos direitos humanos, possuem acesso ao Pegasus e que o sistema tem sido utilizado para atacar ativistas dos direitos humanos, jornalistas e outros.

A NSO Group negou que suas ferramentas foram utilizadas para atacar Khashoggi e disse que elas foram vendidas para governos com um o único propósito de combater o crime e o terrorismo. No entanto, não existe nenhuma transparência no processo de vendas, e o fundador e CEO da NSO Group, Shalev Hulio, já defendeu o uso de seu software para invadir celulares de advogados e jornalistas.

O Citizen Lab alegou no começo de 2019 que foi alvo de duas arapucas em Toronto e Nova York. Nas ocasiões, pessoas que usavam identidades falsas tentavam atraí-los para reuniões em hotéis para que fizessem comentários intolerantes.

A Associated Press revelou que outros indivíduos que estavam envolvidos em litígios contra a NSO Group ou que deram informações sobre a empresa haviam sido atraídos para reuniões similares.

O pesquisador sênior do Citizen Lab, John Scott-Railton, disse ao Financial Times que um advogado do Reino Unido envolvido em um litígio contra a NSO Group foi feito alvo da empresa durante o final de semana por meio da vulnerabilidade do WhatsApp. Aparentemente, as atualizações do aplicativo interromperam o ataque.

“Tivemos uma forte suspeita de que o celular da pessoa eram um alvo, então observamos o ataque suspeito e confirmamos que ele não resultou em infecção”, disse Scott-Railton. “Acreditamos que as medidas que o WhatsApp pôs em prática nos últimos dias impediram que os ataques tivessem sucesso”.

“Sob nenhuma circunstância a NSO estaria envolvida na operação ou identificação de alvos utilizando nossas tecnologias, que são gerenciadas exclusivamente por agências de inteligência e aplicação da lei”, disse a NSO Group ao Financial Times em um comunicado. “A NSO não iria, ou não poderia, usar sua tecnologia por direito próprio para atingir qualquer pessoa ou organização, incluindo esse indivíduo [o advogado do Reino Unido]”.

A NSO Group está enfrentando processo movido pela Anistia Internacional contra suas licenças de exportação. O grupo de defesa dos direitos humanos alegou no ano passado que havia identificado uma tentativa de invasão do celular de um membro de sua equipe a partir de um software do grupo.

O Ministério da Defesa de Israel negou, no ano passado, os pedidos da Anistia para revogar as licenças, o que proibiria a NSO Group de realizar vendas no exterior. A Anistia disse que irá abrir um processo em uma corte em Tel Aviv nesta terça-feira.

[Financial Times]

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Corte define que Apple pode ser processada por monopólio pela forma que administra a App Store

Posted: 14 May 2019 04:34 AM PDT

iPhone XS em um fundo vermelho

Se você é um usuário típico do iPhone, tem apenas um lugar (além de soluções com o TestFlight) para obter novos apps: a App Store. Por um longo período de tempo, as pessoas argumentam se esta prática pode ser considerada uma forma de monopólio e, após anos circulando pela Justiça dos EUA, a Suprema Corte do país se posicionou sobre um fator sobre esta questão.

Em uma opinião majoritária escrita por um dos mais novos membros da Suprema Corte, o juiz Brett Kavanaugh afirmou que "proprietários de iPhone são compradores diretos que podem processar a Apple por sua suposta monopolização". Em um comunicado disponível na íntegra no fim do texto, a Apple nega que seja um monopólio.

A ação original deriva do caso Pepper v. Apple Inc de 2011, que argumentava entre outras coisas que os aplicativos para iPhone seriam mais baratos se houvessem vários mercados de aplicativos ou outras formas de instalá-los.

A decisão da Suprema Corte então explica que essa decisão é uma interpretação direta da Clayton Antitrust Act, uma série de leis aprovadas em 1914 que define quais tipos de práticas comerciais podem ser consideradas monopolistas e prejudiciais aos consumidores.

Anteriormente, a Apple alegava que, devido a precedentes estabelecidos por casos como Illinois Brick, a empresa não poderia ser alvo de ações antitruste em relação à App Store, porque as pessoas não estão comprando aplicativos diretamente da Apple, mas dos desenvolvedores.

No entanto, a decisão da Suprema Corte especificou que, como a Apple vende aplicativos diretamente aos consumidores sem o uso de terceiros ou fornecedores intermediários, "ao contrário do consumidor do Illinois Brick, os proprietários de iPhone não são consumidores na base de uma cadeia de distribuição vertical, que estão tentando processar os fabricantes no topo da cadeia".

Embora a decisão da Suprema Corte  não tenha determinado nenhuma multa ou culpa por parte da Apple, ela deixa a empresa da maçã exposta a um possível litígio, provavelmente na forma de ações coletivas no futuro.

A grande diferença entre iPhones e aparelhos Android é que a Play Store do Google opera de forma um pouco diferente. Como a plataforma da Apple, os usuários contam com uma loja com apps oficiais. No entanto, o Google evita alegações de monopólio ao permitir a instalação de arquivos APKs [formato executável de aplicativos Android].

Então, quais serão os próximos passos a partir disso? Embora a decisão da Suprema Corte permita que os consumidores processem a Apple pela forma como gerencia a App Store e controla aplicativos do iOS, não está claro se a Apple será forçada a mudar suas práticas de negócios. A decisão desta segunda-feira (13) da Suprema Corte é apenas o primeiro passo no que certamente será uma longa e prolongada série de batalhas judiciais.

Mas, no final, se a Apple for forçada a permitir que os usuários possam instalar apps por conta própria, sem passar pela App Store, provavelmente será uma boa notícia para o consumidor médio. De qualquer maneira, a App Store não vai desaparecer, mas poderemos obter mais maneiras de instalar novos softwares em dispositivos iOS.

Após a repercussão do caso, a Apple enviou à CNBC um comunicado dizendo que não acha que a App Store tenha práticas monopolistas e de que a loja ajudou a criar oportunidades de negócio para desenvolvedores de todo o mundo. Segue abaixo o comunicado na íntegra:

A decisão de hoje significa que quem se achar no direito pode prosseguir com o seu caso no tribunal distrital. Temos certeza de que prevaleceremos quando os fatos forem apresentados e que a App Store não é um monopólio sob nenhuma métrica.

Temos orgulho de ter criado a plataforma mais segura e confiável para os clientes e uma ótima oportunidade de negócios para todos os desenvolvedores de todo o mundo. Os desenvolvedores definem o preço que querem cobrar pelo aplicativo e a Apple não se mete nisso. A grande maioria dos aplicativos da App Store é gratuita e a Apple não recebe nada deles. A única instância em que a Apple compartilha a receita é se o desenvolvedor optar por vender serviços digitais por meio da App Store.

Os desenvolvedores têm várias plataformas para escolher disponibilizar seu software — de outros lojas de aplicativos, passando por smart TVs e até consoles de jogos — e trabalhamos duro todos os dias para garantir que nossa loja seja a melhor, mais segura e mais competitiva do mundo.

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