sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

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Google Chrome está testando recurso para avisar usuários sobre URLs suspeitas

Posted: 31 Jan 2019 12:53 PM PST

À medida que os esquemas de phishing se tornam cada vez mais sofisticados, os engenheiros do Google têm explorado formas de ajudar os usuários a identificar melhor URLs potencialmente nocivas. O Google Chrome está atualmente testando um novo aviso para sinalizar esses tipos de domínios, informou o CNET na terça-feira (29).

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O recurso foi destacado nesta semana por Emily Stark, engenheira da equipe de segurança do Google Chrome, que falou na terça-feira na Conferência Enigma, em Burlingame, na Califórnia. De acordo com o CNET, a ferramenta sinalizaria basicamente URLs com erros de digitação ou domínios duvidosos com o objetivo de enganar os usuários, imitando minuciosamente os endereços de outros sites — uma tática usada para manipular os usuários e fazê-los compartilhar informações pessoais ou de pagamentos. Quando isso acontece, a ferramenta leva os usuários que estavam a caminho de uma URL suspeita a irem para um endereço legítimo. Conforme noticiou o CNET:

O novo aviso, que ainda está sendo testado, alerta os usuários sobre o fato de que eles não estão indo para um site popular ou um site com o qual se envolveram no passado. Se o usuário quiser continuar nessa direção, ele pode clicar em “ignorar”. Stark disse que sua equipe queria lançar uma sinalização para os usuários sem exagerar demais no alerta de perigo.

De acordo com Stark, para os usuários, URLs não são tão eficazes quanto as sinalizações vermelhas como alertas (especialmente no celular), ainda mais com truques cada vez mais furtivos em jogo. Um questionário recente sobre práticas maliciosas de phishing do Google e da subsidiária da Alphabet, Jigsaw, por exemplo, enganou um dos redatores da equipe do Gizmodo em dois de oito exemplos. Esses exemplos foram baseados em golpes legítimos de phishing que o Google encontrou e incluíam de tudo, desde documentos e arquivos PDF falsos até domínios incompletos — alguns dos quais são extremamente convincentes.

Sabemos que o Google está trabalhando em uma solução para esse problema há algum tempo. Em entrevista à Wired em setembro, a engenheira de software do Google Adrienne Porter Felt disse que a empresa estava buscando “avançar para um caminho em que a identidade na web seja compreensível para todos — em que eles saibam com quem estão falando quando estão usando um site e podem raciocinar sobre se podem confiar neles”. Para fazer isso, disse Felt, o Google precisaria explorar “grandes mudanças” nas exibições de URLs.

O ZDNet informou na quarta-feira (30) que o Google está de fato testando um recurso “Sugestões de navegação para URLs semelhantes” desde o lançamento do ano passado do Chrome Canary 70.

O site apontou que os usuários podem habilitá-lo como um recurso experimental no Chrome Canary, assim como na versão estável do Chrome, mas acrescentou que o recurso no estável “não detectou as mesmas URLs que o Canary, o que significa que os engenheiros do Google ainda estão refinando seu sistema de detecção de URLs semelhantes antes do seu lançamento oficial”. Os usuários podem encontrar o recurso experimental colando este endereço na barra de URLs: chrome://flags/#enable-lookalike-url-navigation-suggestions

Um porta-voz do Google disse ao Gizmodo que a companhia ainda está trabalhando no recurso e que ainda não há data de lançamento oficial.

[CNET]

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Sonda Parker, da NASA, já está preparada para se aproximar novamente do Sol

Posted: 31 Jan 2019 12:39 PM PST

Já faz um tempo que ouvimos falar sobre a sonda solar Parker, aquela espaçonave da NASA que vai em direção ao Sol e que muito provavelmente se tornará em breve um punhado de metal derretido. Em uma atualização da agência espacial, soubemos agora que a equipe que controla a missão está dedicada à sua segunda aproximação do Sol. Ao todo, o plano é que a sonda faça 24 órbitas estelares.

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A sonda Parker completou sua primeira jornada pela órbita do Sol, atingindo seu ponto de afogamento, ou seja, a distância orbital mais distante de nossa estrela, em janeiro de 2019, informou a NASA. Ela está novamente indo em direção ao seu alvo, com a expectativa de atingir o periélio (ponto de maior proximidade com o Sol) em 4 de abril de 2019.

A sonda solar Parker atingiu um importante marco de 161 dias de missão, e parece que tudo está dando certo até o momento.

"Foi uma primeira órbita esclarecedora e fascinante", disse Andy Driesman, gerente de projeto da sonda Parker, em um comunicado. "Aprendemos muito sobre como a espaçonave opera e reage no ambiente solar, e estou orgulhoso em dizer que as projeções de nossa equipe foram muito precisas."

Trajetória da sonda Parker e atual posição. Crédito: NASA

A sonda está transmitindo dados para a Terra usando a Deep Space Network, da NASA, um conjunto de antenas posicionadas na Terra e no espaço feitas para oferecer suporte a missões de espaçonaves. Até agora, a sonda já transmitiu mais de 17 gigabits de dados científicos preciosos para o nosso planeta, segundo a NASA, mas só em abril deveremos receber dados ainda sobre a primeira volta ao redor do Sol. A espaçonave está coletando dados sem precedentes com seu conjunto de instrumentos — dados que ajudarão os cientistas a aprenderem mais sobre a coroa solar e como o material estelar e partículas produzidas pelo Sol se movem pelo espaço em altas velocidades.

Um dos cientistas do projeto, Nour Raouafi, disse que os dados coletados até o momento sugerem "muitas coisas novas que não vimos antes e potenciais novas descobertas". A sonda solar Parker, disse ele em um comunicado, "está cumprindo a promessa da missão, revelando os mistérios do nosso Sol".

Um outro marco importante rolou algumas semanas antes do afélio, quando a Parker entrou em pleno status operacional, ou fase E, no dia do ano novo. Todos os sistemas da sonda estão agora online e funcionando de acordo com as especificações, segundo a NASA.

A equipe da Parker pode agora estabelecer seus locais para o periélio de abril, quando a sonda vai perambular a uma distância do Sol de 21,1 milhões de quilômetros, o que estabelecerá um novo recorde para um objeto construído por humanos.

Em 29 de outubro de 2018, a Parker estabeleceu um recorde de proximidade quando chegou a 42,7 milhões de quilômetros da superfície do Sol, quebrando o antigo recorde da sonda Helios 2. A distância mais próxima da sonda é esperada para ocorrer em junho de 2025, quando serão 6,16 milhões de quilômetros do Sol. Nessa distância, a Parker precisará de apenas 88 dias para fazer uma órbita completa em torno da estrela e viajará aproximadamente a 692 mil quilômetros por hora.

Na preparação para o afélio de abril, os controladores da missão estão liberando espaço de armazenamento excluindo os arquivos já transmitidos para a Terra e enviando informações atualizadas de posicionamento e navegação, inclusive uma sequência de comandos automatizados que deve manter a sonda ocupada por cerca de um mês.

Boa sorte em sua segunda viagem em direção ao Sol, sonda Parker!

[NASA]

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Cade homologa acordo, e Correios pagam R$ 21,9 milhões por práticas anticompetitivas

Posted: 31 Jan 2019 10:52 AM PST

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fechou acordo com os Correios — a empresa de entregas era acusada de práticas anticompetitivas. A companhia estatal assinou um Termo de Compromisso de Cessação e pagará R$ 21,9 milhões ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

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A denúncia partiu do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp). A entidade alegou que os Correios tinham práticas anticompetitivas, que visavam estender para outros produtos o monopólio que a empresa estatal tem sobre a entrega de cartas.

Isso se dava de duas maneiras, principalmente. A primeira é o chamado sham litigation, nome dado à conduta de mover ações judiciais repetidas sem fundamento, apenas para atrapalhar os concorrentes.

Os Correios entraram na Justiça diversas vezes com ações e pedidos de liminar contra empresas de água e luz que imprimem faturas no ato da entrega e também contra a entrega de boletos de tributos, alegando que isso feria o monopólio postal.

A Superintendência-Geral do Cade (SG/Cade) analisou mais de 200 processos do tipo, sendo que grande parte deles terminou com a derrota dos Correios nos tribunais. Diz o comunicado do Cade:

O fato de os Correios insistirem em um alto número de ações e pedidos de liminar potencialmente sem fundamento representaria um custo significativo para os clientes e demais empresas que atuam neste setor, trazendo consequências danosas para a concorrência, como a retirada de players do mercado, redução da competição, preços mais elevados, menor qualidade e velocidade de prestação do serviço.

A outra forma de prática anticompetitiva era a discriminação. Segundo a denúncia, os Correios usavam sua rede capilarizada, fruto de benefícios e privilégios legais, para cobrar mais caro por seus serviços quando eles eram contratados por empresas concorrentes.

"De acordo com a investigação, há indícios de que os Correios estariam impedindo ou dificultando o uso dessa infraestrutura por parte das outras empresas", diz o comunicado. "No segmento de entregas do comércio eletrônico e nos serviços voltados ao setor financeiro, verificou-se que os Correios estariam se recusando a trabalhar com alguns concorrentes, liberando seus serviços apenas às empresas que não competem com a estatal."

De acordo com o Cade, o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) assinado pelos Correios e homologado na quarta-feira (30) pelo órgão fiscalizador garante o fim das práticas anticompetitivas.

[Cade via Telesíntese]

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O enterro oficial do Google+ será no dia 2 de abril

Posted: 31 Jan 2019 10:13 AM PST

Ícone do Google+

O enterro já tem data marcada: o Google+ será encerrado no dia 2 de abril, logo depois do dia da mentira. A rede social, que muita gente nem sabe que existe, já andava mal das pernas e com a notícias de um vazamento de dados dos usuários, o Google decidiu por fim nessa história.

Foram dois vazamentos em um curto período de tempo, o que fez com que a companhia decidisse encerrar o serviço em abril – antes do previsto inicialmente. Agora, temos uma data concreta.

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A página de suporte do Google detalha como será o desligamento do serviço e, olha, a coisa vai ser meio brutal. O site será retirado do ar e absolutamente tudo será apagado. “No dia 2 de abril, sua conta do Google+ e quaisquer páginas que você tenha criado serão encerradas e começaremos a deletar o conteúdo das contas de consumidores”, diz o texto.

Comentários feitos por meio do Google+ em páginas do Blogger e em sites de terceiros também serão apagados. Os usuários terão até abril para baixar os seus dados e salvá-los. Para isso, acesse esta página.

Na tentativa de frear o Facebook, a rede social foi integrada a muitos outros serviços do Google. O Google Fotos, por exemplo, nasceu lá. No passado, era preciso ter uma conta no G+ para comentar no YouTube, para você ter uma ideia. Ou seja, esse processo de eutanásia vai ser duro e a própria empresa reconhece.

A página de suporte diz que a remoção do conteúdo irá demorar alguns meses. “Por exemplo, alguns usuários podem ver partes de sua conta do Google+ pelo registro de atividades e alguns conteúdos do Google+ para consumidores continuarão visíveis para usuários do G Suite”, avisa.

Então, se você tem alguma coisa importante na rede social moribunda, é melhor ir salvando seus conteúdos. A partir de 4 de fevereiro não será mais possível criar perfis na rede e o botão “Login com Google+” em sites de terceiros não irão funcionar – essas páginas devem adotar o botão de login com Google. A caixa de comentários do G+ será removida do Blogger no dia 4 de fevereiro e de sites de terceiros no dia 7 de março.

Como salvar os seus dados do Google+

• Vá até a página de dados do Google para fazer o download;• Os dados disponíveis da rede social já estarão pré-selecionados;
• Clique em “Próxima”;
• Escolha um tipo de arquivo e o tamanho máximo para cada um deles;
• Escolha como você quer baixar seus dados (envio por e-mail, Google Drive ou outro)
• Clique em “Criar arquivo”.

Contas já deletadas da rede ainda possuem um arquivo de fotos e vídeos disponível. Acesse este link para recuperá-los.

[ArsTechnica]

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Câmera tripla, sensor laser e USB-C: o que devemos ter nos próximos iPhones

Posted: 31 Jan 2019 09:01 AM PST

iPhone XR

Ainda faltam pelo menos oito meses para o lançamento de novos iPhones, mas as primeiras informações sobre as próximas gerações já estão pipocando. Mark Gurman, da Bloomberg, que há anos traz uma série de novidades em relação a produtos da Apple com antecedência, publicou nesta quarta-feira (30) uma reportagem indicando as prováveis tecnologias do iPhone dos aparelhos que serão lançados em 2019 e 2020.

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Novidades para o iPhone de 2019

Para este ano, ele diz que podemos esperar sucessores para o iPhone Xs, Xs Max e iPhone XR. O modelo maior, Xs Max, deve ter três câmeras na traseira: um sensor tradicional, outro para zoom óptico e outro com campo mais amplo.

A companhia prepara ainda uma série de funções de software que seriam auxiliadas pelo trio de câmeras – segundo as fontes ouvidas por Gurman, a captura de mais pixels possibilitaria a edição de vídeos e fotos para a inclusão de algum assunto que tenha ficado fora do enquadramento, por exemplo. A Apple planeja ainda aumentar a duração das Live Photos – que capturam um pedacinho de vídeo antes e depois do clique – de três para seis segundos.

Os iPhones desse ano também podem vir com um conector USB-C em vez do Lightining, usado desde 2012. O último iPad Pro, inclusive, conta com essa entrada. Essa é uma das informações mais animadoras por finalmente indicar uma padronização na indústria – muitos Androids têm USB-C.

Por fim, os modelos de 2019 ainda terão um novo processador e usarão um sensor atualizado para o FaceID. O design não deve mudar muito e as maiores mudanças devem acontecer só em 2020, principalmente para preparar o terreno para a adoção da tecnologia 5G nos iPhones.

Além de iPhones, a Apple pode lançar uma versão atualizada do iPad mais barato, com tela de aproximadamente 10 polegadas e processador mais veloz entre março e junho deste ano. O dispositivo ainda deve ter conector Lightning. Outro iPad que pode receber uma atualização é o iPad mini, que não tem novidades desde 2015.

Planos para 2020

Gurman aponta que os iPhones do ano que vem terão um sensor laser em uma das três câmeras traseiras. Esse sensor seria capaz de escanear o ambiente em 3D, funcionando a até 4,5 metros de distâncias. Para efeitos de comparação, um sistema 3D é utilizado atualmente para o FaceID e consegue fazer leituras entre 25 a 50 centímetros.

A intenção de um sensor como esse é aumentar as capacidades do iPhone com a realidade aumentada – a câmera teria um percepção de profundidade melhor para organizar objetos, por exemplo. A tecnologia também pode ajudar a tirar Retratos mais precisos. De acordo com as fontes de Gurman, a Apple já está testando esse novo sistema com a Sony, que deve fabricar o sensor.

Essa câmera 3D com sensor laser poderia estrear em um novo iPad Pro, que seria lançado entre março e junho de 2020.

iOS 13

O iOS 13 deve incluir uma opção de modo noturno, seguindo os passos do macOS Mojave. São planejados ainda melhorias para o CarPlay e algumas alterações específicas para o iPad, incluindo uma nova tela inicial e a possibilidade de alternar entre múltiplas páginas de um mesmo app (alternar rapidamente abas em navegadores, por exemplo).

Há expectativa para a integração de dois novos serviços em atualizações deste ano no iOS. Provavelmente teremos um serviço de assinatura de serviços e o serviço de streaming de vídeo da própria Apple.

[Bloomberg]

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Neurocientistas traduzem ondas cerebrais da audição em fala inteligível

Posted: 31 Jan 2019 08:23 AM PST

Usando tecnologia de escaneamento cerebral, inteligência artificial e sintetizadores de fala, cientistas converteram padrões cerebrais em fala verbal inteligível. No entanto, em vez de captar os pensamentos internos de um indivíduo para reconstruir a fala, a nova pesquisa — publicada esta semana na Scientific Avances — usa os padrões cerebrais produzidos ao escutar a fala.

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Para elaborar tal neuroprótese de fala, o neurocientista Nima Mesgarani e seus colegas combinaram avanços recentes em aprendizagem profunda (também conhecida como deep learning) com tecnologias de síntese de fala. A interface cérebro-computador resultante, embora ainda rudimentar, capturou padrões cerebrais diretamente do córtex auditivo, que foram, então, decodificados por um vocoder, ou sintetizador de fala, com tecnologia de inteligência artificial.

Assim, foi possível produzir uma fala inteligível. O discurso foi muito robótico, mas três em cada quatro ouvintes foram capazes de discernir o conteúdo. É um avanço animador — que pode ajudar pessoas que perderam a capacidade de falar.

Para ser claro, o dispositivo neuroprostético de Mesgarani não está traduzindo a fala que está na cabeça de um indivíduo — ou seja, os pensamentos em nossas cabeças, também chamados de fala imaginada — diretamente em palavras. Infelizmente, ainda não chegamos lá em termos de ciência.

Em vez disso, o sistema capturou as respostas cognitivas distintas de um indivíduo enquanto ouvia gravações de pessoas falando. Uma rede neural profunda foi, então, capaz de decodificar ou traduzir esses padrões, permitindo que o sistema reconstruísse a fala.

"Este estudo segue uma tendência recente na aplicação de técnicas de aprendizagem profunda para decodificar sinais neurais”, disse Andrew Jackson ao Gizmodo. Jackson é professor de interfaces neurais da Universidade de Newcastle e não participou desse estudo. "Neste caso, os sinais neurais são registrados a partir da superfície do cérebro dos seres humanos durante a cirurgia de epilepsia. Os participantes ouvem diferentes palavras e frases lidas por atores. As redes neurais são treinadas para aprender a relação entre sinais cerebrais e sons. Como resultado, elas conseguem reconstruir reproduções inteligíveis das palavras e frases baseadas apenas nos sinais cerebrais."

Pacientes com epilepsia foram escolhidos para o estudo porque, muitas vezes, têm que passar por uma cirurgia no cérebro. Mesgarani recrutou cinco voluntários para o experimento, com a ajuda de Ashesh Dinesh Mehta, neurocirurgião do Instituto de Neurociência da Northwell Health Physician Partners e coautor do novo estudo. A equipe usou eletrocorticografia invasiva (ECoG) para medir a atividade neural à medida os pacientes ouviam sons contínuos de fala. Os pacientes escutaram, por exemplo, falantes recitando dígitos de zero a nove. Seus padrões cerebrais foram, então, introduzidos no vocoder equipado com IA, resultando na fala sintetizada.

Os resultados foram muito robóticos, mas bastante inteligíveis. Nos testes, os ouvintes puderam identificar corretamente os dígitos falados em cerca de 75% do tempo. Eles conseguiram até dizer se o orador era masculino ou feminino. Nada mal, e um resultado que chegou a ser uma "surpresa" para Mesgarani, como ele disse ao Gizmodo em um e-mail.

As gravações do sintetizador de fala podem ser encontradas aqui — os pesquisadores testaram várias técnicas, mas o melhor resultado veio da combinação de redes neurais profundas com o vocoder.

O uso de um sintetizador de voz neste contexto, ao contrário de um sistema que pode combinar e recitar palavras pré-gravadas, foi importante para Mesgarani. Como ele explicou ao Gizmodo, há mais coisas na fala do que apenas juntar as palavras certas.

"Como o objetivo deste trabalho é restaurar a comunicação daqueles que perderam a capacidade de falar, procuramos aprender o mapeamento direto do sinal cerebral para o próprio som da fala", disse ele ao Gizmodo. "É possível também decodificar fonemas [unidades distintas de som] ou palavras. No entanto, a fala tem muito mais informação do que apenas o conteúdo — como o locutor [com sua voz e estilo distintos], entonação, tom emocional e assim por diante. Portanto, nosso objetivo neste artigo em particular foi recuperar o som em si."

No futuro, Mesgarani gostaria de sintetizar palavras e frases mais complicadas, e coletar sinais cerebrais de pessoas que estão simplesmente pensando ou imaginando o ato de falar.

Jackson ficou impressionado com o novo estudo, mas ele disse que ainda não está claro se essa abordagem se aplicará diretamente às interfaces cérebro-computador.

"No artigo, os sinais decodificados refletem palavras reais ouvidas pelo cérebro. Para ser útil, um dispositivo de comunicação teria que decodificar palavras que são imaginadas pelo usuário", disse Jackson ao Gizmodo. "Embora haja frequentemente alguma sobreposição entre as áreas do cérebro envolvidas na audição, fala real e fala imaginada, ainda não sabemos exatamente em que medida os sinais cerebrais associados serão semelhantes."

William Tatum, neurologista da Mayo Clinic que também não estava envolvido no novo estudo, disse que a pesquisa é importante porque é a primeira a usar a inteligência artificial para reconstruir a fala das ondas cerebrais envolvidas na geração de estímulos acústicos conhecidos. O significado é notável, "porque promove a aplicação da aprendizagem profunda na próxima geração de sistemas de produção de fala", disse ele ao Gizmodo. Apesar disso, ele sentiu que o tamanho da amostra dos participantes era muito pequeno e que o uso de dados extraídos diretamente do cérebro humano durante a cirurgia não é o ideal.

Outra limitação do estudo é que as redes neurais, para que façam mais do que apenas reproduzir palavras de zero a nove, teriam que ser treinadas em um grande número de sinais cerebrais de cada participante. O sistema é específico do paciente, pois todos nós produzimos padrões cerebrais diferentes ao ouvir a fala.

"Será interessante ver como, no futuro, os decodificadores treinados para uma pessoa se generalizariam para outros indivíduos", disse Jackson. "É um pouco como os sistemas de reconhecimento de fala iniciais, que precisavam ser treinados individualmente pelo usuário, ao contrário da tecnologia atual, como a Siri e a Alexa, que podem entender a voz de qualquer pessoa, usando também redes neurais. Só o tempo dirá se essas tecnologias poderão, um dia, fazer o mesmo para sinais cerebrais."

Sem dúvida, ainda há muito trabalho a fazer. Mas o novo artigo é um passo encorajador para a criação de implantes neuroprostéticos de fala.

[Scientific Reports]

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A história de juntar mensagens do WhatsApp, Instagram e Facebook é para 2020, diz Zuckerberg

Posted: 31 Jan 2019 06:44 AM PST

Mark Zuckerberg na conferência de desenvolvedores do Facebook

Como se não bastasse ser dono de três dos aplicativos mais usados no mundo, Mark Zuckerberg pretende unificar as mensagens deles em um só lugar. O plano foi revelado na semana passada e reforçado pelo CEO do Facebook durante a conferência de divulgação do balanço trimestral da companhia – mas há um porém: o plano é para 2020.

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“Sobre a integração que estamos pensando em fazer, realmente está em um estágio muito inicial. Ainda há muitas coisas para resolver”, disse Zuckerberg. Porém, são grandes as chances da integração de infraestrutura acontecer de fato: “Acho que essa é a direção que devemos seguir com mais coisas no futuro”, completou.

Segundo ele, as pessoas iriam curtir uma central de mensagens unificadas por não precisarem pular de uma plataforma para outra. Em um exemplo, ele citou a negociação no Marketplace do Facebook, que às vezes pode acabar no WhatsApp.

O executivo destacou também que o Messenger – combinado com os sistemas de mensagens dos outros apps – poderia servir como uma camada de SMS parecida com o iMessage da Apple.

Um controle mais centralizado desses apps independentes já era um presságio da saída dos cofundadores dessas plataformas. Nos últimos anos, saíram Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger, do Instagram; e Jan Koum e Brian Acton, do WhatsApp. Todos eles supostamente bateram de frente com as diretivas de Zuckerberg, que, como agora sabemos, envolvia tirar a autonomia desses apps.

Os apps devem operar como produtos independentes, embora com um backend e gráfico social interoperáveis — uma mudança que "requer milhares de funcionários do Facebook para reconfigurar como o WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger funcionem em sua forma mais básica".

Quem está de olho nessa movimentação são órgãos na União Europeia. Na Irlanda, uma comissão de proteção de dados já solicitou à rede social um “resumo urgente do que está sendo proposto”. Essa comissão é responsável pela regulação do Facebook na União Europeia e afirma saber que os planos ainda não se materializaram. A intenção é garantir desde já que a companhia irá cumprir com as regras da GDPR, a lei de proteção de dados europeia.

[The Verge]

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Biólogo vencedor do Nobel sabia sobre os bebês geneticamente modificados há meses, mas ficou quieto

Posted: 31 Jan 2019 05:10 AM PST

A Associated Press informa que o ganhador do Prêmio Nobel e biólogo Craig Mello estava ciente de uma gravidez na China envolvendo bebês geneticamente modificados durante meses antes que a notícia se tornasse pública. O fato de que um cientista de renome conhecia esse trabalho altamente antiético e optou por permanecer em silêncio é um sério motivo de preocupação e um sinal de que a cultura em torno de pesquisas questionáveis precisa mudar.

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Conforme noticiam Candice Choi e Marilynn Marchione na AP, Mello serviu no conselho consultivo científico da Direct Genomics, uma empresa de propriedade do geneticista He Jiankui, o pesquisador por trás do controverso e possivelmente criminoso trabalho de edição de genes. Ele, um cientista da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, de Shenzhen, enviou um e-mail para Mello em abril de 2018 lhe contando sobre a gravidez. Mello respondeu condenando o trabalho, mas permaneceu como conselheiro científico da empresa de He, que não esteve envolvida no experimento, durante os oito meses seguintes, renunciando apenas depois que a notícia de que os bebês modificados geneticamente se tornou pública, de acordo com a AP. Mello ainda não respondeu a um pedido de comentários do Gizmodo.

Durante uma conferência de edição do genoma humano em Hong Kong, em novembro de 2018, He admitiu ter modificado o DNA de embriões com a ferramenta de edição de genes CRISPR, em seguida os implantando no útero da mãe. As gêmeas nasceram no início de novembro com uma aparente imunidade ao HIV/AIDS, uma consequência da remoção do gene CCR5.

Uma segunda gravidez também foi revelada por He na conferência. A pesquisa, embora ainda não confirmada, foi fortemente criticada devido ao atual estado prematuro da tecnologia de edição de genes, porque ela não foi considerada clinicamente necessária e porque os efeitos a longo prazo da modificação são desconhecidos, entre muitas outras preocupações.

Tal como está, a maioria dos países, incluindo a China e os Estados Unidos, permite que pesquisadores modifiquem o DNA de embriões humanos, mas a indução de uma gravidez com embriões modificados é estritamente proibida. Uma investigação recentemente concluída pelas autoridades chinesas descobriu que He, além de violar essa proibição, infringiu leis em busca de “fama e ganho pessoais”, forjando certificados de ética e falsificando trabalho laboratorial. He Jiankui foi detido pelas autoridades de segurança e será “severamente tratado”, de acordo com a mídia estatal chinesa.

A AP obteve e-mails entre Mello e He por meio de um pedido de registos públicos, espécie de Lei de Acesso à Informação dos EUA. Como a correspondência entre os dois mostra, Mello, que ganhou o Prêmio Nobel em 2006 por pesquisa genética, foi crítico do seu trabalho. Em abril de 2018, em um e-mail intitulado “Sucesso!”, He escreveu a Mello:

Caro Craig,

Boas notícias! A mulher está grávida, o sucesso da edição do genoma! O embrião com o gene CCR5 editado foi transplantado na mulher há 12 dias, e hoje a gravidez está confirmada!

Ao que Mello respondeu:

Fico feliz por você, mas prefiro não ser informado sobre isso. Eu acho que essa não é uma verdadeira necessidade médica não atendida e, por isso, não apoio o uso do CRISPR para essa indicação. Você está arriscando a saúde da criança que está editando e, segundo meu conhecimento, não há risco significativo de transmissão [HIV/AIDS] para embrião com FIV. Na verdade, o tratamento em si está alimentando o medo sobre o HIV e um estigma que não é baseado em nenhum fato médico. Eu simplesmente não entendo por que você está fazendo isso.

Desejo à sua paciente a melhor das sortes para uma gravidez saudável.

Apesar de suas reservas, Mello permaneceu com a Direct Genomics — e aparentemente se manteve em silêncio sobre a pesquisa duvidosa de He. Mello recusou o pedido da AP para uma entrevista, mas sua universidade, a Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, forneceu uma declaração à agência de notícias na qual Mello disse que suas conversas com He eram “hipotéticas e amplas” e que ele não sabia que He era capaz de editar genes humanos. De acordo com a reportagem da AP:

Segundo uma declaração fornecida pela universidade de Mello, He abordou Mello durante um intervalo em uma reunião da empresa em novembro de 2017 para falar sobre a possibilidade de usar a poderosa ferramenta de edição de genes CRISPR para prevenir a infecção pelo HIV de pais para filhos. A declaração dizia que Mello afirmara que não tinha ideia da intenção de He de testar isso ele mesmo.

Dito tudo isso, Mello encaminhou He a um colega para aconselhamento sobre “riscos de transmissão do HIV em pediatria para uma terapia que ele está contemplando”, e o biólog participou de uma reunião da Direct Genomics na China cerca de uma semana antes da conferência de Hong Kong, informa a AP.

Este episódio, obviamente, não é bom e destaca as obrigações dos cientistas de se manifestarem quando surgem evidências de trabalho antiético. No artigo da AP, a bioeticista Alta Charo, da Universidade do Wisconsin, que codirigiu a conferência de Hong Kong, é citada dizendo que “não está claro” como alguém como Mello “poderia ter expressado preocupações” sobre o projeto de He. Essa é uma afirmação absurda, já que um simples tuíte, por exemplo, poderia ter alertado o mundo inteiro, dada a posição proeminente de Mello na comunidade científica. Mas canais mais formais e discretos de denúncias também existem.

“Quando você ouve falar sobre algo assim, você tem o dever de denunciar uma conduta antiética”, disse Arthur Caplan, bioeticista da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, em entrevista ao Gizmodo. “No mínimo, você deve ir à instituição de origem do pesquisador, encontrar o reitor ou seu supervisor imediato e expressar suas preocupações. Pergunte-lhes se eles estão cientes dessa pesquisa e se aprovaram.”

Outra opção, afirmou Caplan, é que o cientista em questão alerte seu grupo de colegas, perguntando-lhes se já ouviram falar dessa pesquisa. Juntos, disse ele, o grupo poderia emitir uma carta pública, detalhando o que descobriram, explicando a natureza problemática do trabalho e condenando a pesquisa. Além disso, “a carta deve recomendar contra qualquer apresentação do trabalho e a publicação de detalhes em revistas científicas”, acrescentou Caplan. “Em última análise, você não quer dar a eles (pesquisadores antiéticos) uma plataforma.”

Kerry Bowman, bioeticista da Universidade de Toronto, disse que a ação de Mello mostra o quão problemática pode ser uma moratória sobre a edição genética de embriões, visto que cientistas renomados não estão dispostos a agir sobre um ato tão imprudente e uma clara violação ética.

“A falta de ação e o silêncio sugerem uma cultura de preocupação ética limitada”, disse Bowman ao Gizmodo. “A verdadeira ética na pesquisa não é apenas sobre o que os indivíduos fazem na busca pela pesquisa, mas também sobre de que eles fazem parte e o que testemunham.”

É obviamente importante jogar luz sobre indivíduos que erraram e que deveriam ter sabido o que estavam fazendo. Porém, mais importante é que a comunidade científica precisa aprender desse incidente e desenvolver uma cultura na qual ficar em silêncio não é aceitável.

[Associated Press]

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Apesar de ano cheio de escândalos, Facebook tem lucro recorde no último trimestre de 2018

Posted: 31 Jan 2019 04:32 AM PST

Em um feito um tanto inacreditável, considerando o péssimo ano que teve em 2018, o Facebook — recém-saído de um novo escândalo envolvendo um aplicativo de "pesquisa" voltado para adolescentes — divulgou um lucro recorde em seu balanço financeiro desta quarta-feira (30).

A CNBC informa que o Facebook superou estimativas de analistas sobre lucros e receita. A empresa registrou um lucro líquido de US$ 6,88 bilhões no quarto trimestre de 2018 — acima dos US$ 4,27 bilhões do mesmo período no ano anterior. Isso significa um lucro de US$ 2,38 por ação, acima das estimativas de US$ 2,19. A empresa viu sua receita aumentar 30%, para US$ 16,91 bilhões, o que superou as estimativas dos analistas de US$ 16,39 bilhões.

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Além disso, as métricas de usuários ativos mensais e diários continuam a crescer, com usuários diários atingindo 1,5 bilhão e usuários mensais atingindo 2,3 bilhões.

Quanto ao crescimento de usuários, aliás, os números informados pela empresa praticamente estão alinhados com as expectativas dos analistas. Mas eles também seguem o que foi um ano excepcionalmente tumultuado para a empresa, em que os problemas de relações públicas foram uma ocorrência quase semanal.

Na verdade, mesmo esta última semana foi um grande problema para o Facebook. O fundador e CEO da empresa, Mark Zuckerberg, publicou uma coluna constrangedora no Wall Street Journal, em que insinua que os usuários não confiam no Facebook porque não entendem como a rede funciona. Em seguida, o TechCrunch informou que o Facebook tem buscado adolescentes para usar uma VPN para "pesquisa", que vê pega todos os seus dados de navegação na web e de uso do celular. Além disso, houve a denúncia na semana passada de que o Facebook estava há anos deixando crianças usarem os cartões de crédito de seus pais sem o conhecimento deles.

Além de tudo isso, houve, é claro, todas as outras coisas que mancharam a reputação da rede no ano passado. O fiasco da Cambridge Analytica aconteceu em 2018, assim como as alegações de sua cumplicidade com o genocídio em Mianmar, assim como muitos, muitos escândalos de privacidade e de troca de dados que davam a impressão de que nunca parariam de surgir. E não se esqueça da interferência eleitoral que Zuckerberg alegou ser impossível de eliminar completamente.

Como o Facebook sobreviveu a um ano assim? Simples: a rede detém dados de bilhões de usuários, que deliberadamente entregam suas informações pessoais, incluindo idade, gênero, afiliações religiosas e políticas, interesses, contatos, localização, hábitos de compra, etc.

A empresa usa esses dados para veicular anúncios especificamente adaptados aos seus interesses. Os anunciantes pagarão quantias exorbitantes de dinheiro para pôr as mãos em seus dados demográficos, e o Facebook possui o monopólio dessas informações.

É como o próprio Zuckerberg escreveu em seu texto publicado na semana passada: "Em uma transação comum, você paga uma empresa por um produto ou serviço que eles fornecem. Aqui você recebe nossos serviços gratuitamente, e trabalhamos separadamente com os anunciantes para exibir anúncios relevantes." Ele pode não estar vendendo seus dados, mas está lucrando bilhões.

Talvez este seja o ano em que o Facebook comece a trabalhar em todos os problemas que está prometendo consertar. Mas ainda é espantoso ver que a empresa foi tão bem em um ano tão horrível.

[CNBC]

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Apple revoga certificado do Facebook para testar apps após rede burlar regras

Posted: 31 Jan 2019 03:32 AM PST

Anteontem, surgiu a notícia de que o Facebook pagou adolescentes para monitorar seus telefones por meio de um aplicativo de "pesquisa". Ontem, após a repercussão da história, a Apple retirou o Enterprise Certificate da rede social. Como resultado, ela não pode mais acessar seus aplicativos internos para iOS, como as versões de pré-lançamento do Facebook, Instagram e Messenger, "bem como os aplicativos de funcionários para coordenar deslocamentos ou ver a programação de almoço do dia", informa o TechCrunch.

Depois que a história inicial foi publicada, a Apple revogou as credenciais de desenvolvedor do Facebook por desrespeitar a política da empresa, que diz que o sistema só pode ser usado para distribuir internamente aplicativos corporativos.

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Na reportagem, fica claro que o Facebook estava buscando consumidores — incluindo adolescentes — para o seu aplicativo de pesquisa, que supostamente opera de maneira bastante parecida com seu Onavo Protect, analisando hábitos de uso. Logo depois, a rede social disse, em um comunicado, que havia fechado a versão iOS do aplicativo, mas não mencionou que a Apple havia forçado essa decisão.

Embora não haja dúvidas de que o aplicativo de pesquisa do Facebook era mesmo perturbador, a decisão da Apple tem implicações enormes. Primeiro, isso não significa apenas que o Facebook não pode distribuir aplicativos internamente, mas também basicamente quebra esses apps. O Facebook, como você pode imaginar, depende de dezenas de aplicativos beta, que são instalados por fora.

De acordo com o Verge, esta medida da Apple está causando um caos interno entre os funcionários do Facebook. Um deles, segundo relatos, chegou a dizer que essa era uma "ferida autoinfligida. Quando é que a gente vai aprender?"

De acordo com a Business Insider, a notícia deixou os funcionários "irritados" e "furiosos". A publicação cita anonimamente empregados que botaram a culpa tanto na Apple quanto no Facebook. "Não dá para esperar uma boa cobertura da imprensa se a gente continuar não seguindo as regras", teria dito outro funcionário.

Este desenrolar dos fatos coloca um grande espinho no caminho do Facebook no que diz respeito aos seus futuros aplicativos para iOS. Agora tudo o que ele faz pode ter de passar pela revisão da App Store.

"Fique sabendo: os canais internos do Facebook estão completamente caóticos. Metade das pessoas estão meio que 'é… por que nenhum dos meus apps funciona?'. Impressionante."

Como alguns apontaram, em última análise, isso posiciona a Apple como reguladora de privacidade do Facebook. Infelizmente, é assim que a banda toca em 2019. E o Facebook pode não ter sido o único a violar essas regras: um aplicativo do Google era distribuído da mesma maneira.

Em um memorando para os funcionários, o Facebook afirmou que está "trabalhando em estreita colaboração com a Apple para restabelecer imediatamente nossos aplicativos internos mais críticos".

[TechCrunch, Business Insider, Verge]

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Plataforma de automação que já eliminou 40 mil empregos será disponibilizada para outras empresas

Posted: 31 Jan 2019 02:27 AM PST

Fila em feira de emprego

Durante os últimos cinco anos, a empresa global de consultoria de gestão Accenture desenvolveu um software proprietário de automação chamado SynOps, que segundo ela já ajudou a cortar 40 mil empregos da própria companhia.

Agora, a Accenture está colocando esse software à venda, permitindo que qualquer média ou grande empresa automatize alguns trabalhos e demita funcionários que realizam tarefas mais simples.

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De acordo coma Bloomberg, o SynOps “sugere maneiras de otimizar e automatizar processos em áreas como financeiro e contabilidade, marketing e compras”. O SynOps é parte do boom da automatização de processos, que é liderado por companhias como a UiPath, e que busca automatizar funções que ocupem o chamado quadro de empregos de “repetição cognitiva” que inclui, por exemplo, a entrada de dados em planilhas ou sistemas.

Segundo a Bloomberg:

A Accenture Operations, unidade de terceirização da companhia, já chegou a usar trabalhadores humanos principalmente em países de mão de obra barata como a Índia para lidar com a rotina de entrada de dados e tarefas de atendimento ao cliente para seus contratantes. Agora a unidade espera que seu novo software ajude seus clientes a ter ainda mais economias – em pelo menos alguns casos – eliminando a necessidade de humanos como um todo.

Por exemplo, se usado no setor de compras, o sistema SynOps pode fazer um pedido, gerar uma fatura, checar se essa fatura está de acordo com o contrato, corrigir quaisquer erros e então enviá-la por e-mail para o cliente.

A Accenture insiste que todos os trabalhadores que tiveram seus empregos cortados foram treinados novamente, e o diretor executivo do grupo Accenture Operations repete um discurso batido de que “Isso não é tentar se livrar do humano… Mas torná-lo o mais produtivo possível e fazê-los focar no trabalho que um humano realmente precisa fazer”.

Com certeza a automatização das fábricas não tinha como objetivo eliminar o trabalho humano, mas dar aos funcionários tarefas mais divertidas e eficientes para se fazer na linha de montagem, né?

Como Kevin Roose apontou recentemente em sua coluna (em inglês, no New York Times) sobre o lado público e privado das verdadeiras motivações de Davos para a automação, os executivos e a gestão estão mais do que ansiosos por começar a reduzir os efetivos. Embora eles possam falar em público em termos como “requalificar trabalhadores” e “tornar os seres humanos mais produtivos”, no privado o objetivo é claro: quanto mais automação, melhor.

Softwares como este devem varrer o setor empresarial, dando a oportunidade de automatizar vários tipos de forças de trabalho, sendo as substituições robotizadas boas ou não.

E boa parte desses softwares sem dúvidas não serão muito bons – basta olhar para a automação de tarefas simples como atendimento ao cliente via menus no telefone. Podemos esperar muitas faturas geradas incorretamente que darão muita dor de cabeça quando tivermos que enfrentar esses sistemas telefônicos burros até conseguir falar com alguém que possa resolver o problema.

Mas não se preocupe, muita gente será demitida para que isso se torne realidade, e as empresas de gestão de negócios farão milhões ao vender esses softwares

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How to Enjoy the Super Bowl when You're Not a Football Fan

Posted: 01 Feb 2019 12:00 AM PST

The Super Bowl, played between the top 2 NFL teams in the U.S., is held every February and is a huge event all across America. If you're not a big American football fan, though, you might be feeling disinterested or even left out of all the celebration. By learning to enjoy Super Bowl Sunday in your own way, you can look forward to the game just as much as the biggest fans out there.

EditSteps

EditEnjoying the Food and Friends

  1. Head to a party for the full Super Bowl experience. Just because you don't like football doesn't mean you should keep yourself from the festivities! If your friends or family are throwing a Super Bowl party, you can go just to talk to the other guests and eat some great snacks.
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    • If you don't know anyone throwing a party, host one yourself! Invite over a few friends and ask each person to bring an appetizer for a low-key party.
  2. Bring treats or an appetizer to share. Easy finger foods like chips and dip or cookies are the best dishes to bring along to a Super Bowl party. You can even bring the ingredients to the party and make it there, lessening the time you have to spend in front of the TV. Some great snack options include:[1]
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    • Guacamole and a bag of tortilla chips.
    • A veggie platter with carrots, celery, broccoli, cauliflower, and ranch dip.
    • Hummus with baked pita chips.
    • Football-shaped sugar cookies or cupcakes.
  3. Spend lots of time in front of the food spread. If you're not interested in the game, don't force yourself to crowd around the TV with the diehards--unless you're eager to learn! There will be plenty of people hanging out in the back by the food and drinks that you can talk to instead.
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    • If there's no one else near you for a second, you can still look occupied by simply eating what's on your plate, or turning around for more food.
  4. Talk to other people who aren't into football. There are bound to be some other people at the party who aren't into the game either, whether they're disinterested in the sport like you are or simply aren't fans of the teams playing. They're likely to hang out near the back or around the food. You can chat with them about the game, the food, the commercials--or anything else that's going on in their life!
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    • For example, you can say something general like, "This game is crazy so far." Depending on their answer, you'll be able to tell if they're not a big football fan at all, or just don't like either of these teams.
    • If you know they're not into football, make casual conversation about whatever you want. You could say something simple, like, "How's your week been going?" or mention something about the party, like "These quesadillas are so good. Have you tried them?"
  5. Sit on the outer edge of the couch to make quick getaways. If you want to get comfy during the long game, try to pick a seat on the outer edge of the viewing area. This will make it possible for you to easily get up if you get bored. If you choose a seat in the middle of the couch, you might get caught up in a conversation or feel stuck between a few big fans who are talking across from you.[2]
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    • If you do end up sitting in a good viewing spot, try to pay attention to the game. It could annoy other guests if you have a prime seat for watching the game but you're on your phone the whole time!

EditEntertaining Yourself with Commercials and Games

  1. Play Pick-a-Player to have someone to root for in the game. Write the names of the key players on both teams on small slips of paper, one player per slip, then mix them around in a bowl. Ask everyone to contribute $1-$5 to play and pass around the bowl, asking each person to pick one slip of paper. The person who draws the MVP of the game (announced during the post-game celebration) wins the pot![3]
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    • Look up the key players online before the game, or ask a friend who is familiar with the teams.
    • It's best to draw names before the game starts, but since your guests are picking at random, it's okay to get a late start too.
  2. Have a game of Pass the Cup to get invested in each play. Ask one guest to start by putting a dollar (or any amount you want) into an empty cup and saying a football play, like "field goal." If the next play is not a field goal, they pass the cup to the next person, who contributes the same amount of money and again passes it on if a field goal isn't kicked. The person holding the cup when the play is made gets the money![4]
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    • The winner of that round gets to start the game again by choosing the next play, such as "touchdown," "interception," or "first down," and putting in the first dollar.
    • Don't worry if you're not familiar with many football terms. Everyone else will be watching the game closely and will definitely let you know when the named play happens!
    • If you don't want to play with money, you can use candy, chips, or even fake coins.
  3. Tune in for every commercial break for funny advertisements. For a lot of people, football fans included, Super Bowl ads are the best part of the game. If you're just can't get into the game, or any party games to do with it, just relax and chat with other guests until the commercials come on. There are lots of time outs and breaks during football games, so you'll never have to wait long.
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  4. Play Super Bowl ad bingo to make commercials even more interesting. Look online for a "Super Bowl ad bingo" card and print out one for each of the guests before the game. When the commercials come on, watch closely and mark off any squares you can. Get a small prize, like a cupcake, or have each guest contribute a dollar for the winner.[5]
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    • You can also make your own bingo boards. Watch some Super Bowl ads from the last few years to get an idea of some popular themes. For example, there could be squares for "puppies," "car crashes," and "a character crying."
    • Make sure that the squares are arranged differently on each board so that everyone doesn't hit bingo at the same time!
  5. Enjoy the halftime show for mid-game entertainment. The Super Bowl halftime show is a huge performance, usually starring pop and rock stars that everyone has heard of and can enjoy. Grab a snack as the first half winds down and get a good seat around the TV--other guests often use this time for a bathroom break, so there should be plenty of room for you!
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    • Keep your eyes peeled for the performer to bring other stars onstage to sing with.
  6. Tune in for the Puppy Bowl before the game. If you're looking for something to do before the game, turn on Animal Planet for the ever-popular Puppy Bowl. It features adorable puppies rolling around on a mini football field, as well as a "kitty halftime show" and a human "referee" to calm things down. The show is cute and funny, and a great way to perk up your mood before the game.[6]
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EditLearning about Football

  1. Look up basic football rules if you're unfamiliar with the game. If you don't know the rules of football but want to follow some of what's going on, quickly look up a few basic points on your phone. You won't be an expert right away, but at least you'll be able to understand some of the big plays. This can also keep you entertained and focused on the game! Set a goal to understand the major points before the end of the fourth quarter.[7]
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    • For example, you'll want to know that the most important player on the team is the quarterback, who throws passes down the field or hands it off to the running back.
    • The aim of the game is to get the ball into the endzone to score a touchdown, earning 6 points. A team can also kick the ball between 2 upright posts, scoring a field goal and getting 3 points.
  2. Know a few key players from each team. Listen to the announcers and pick up on the players they talk about the most, who will also be on the screen most often. You can also use your phone or computer to quickly look up the most important players on either team. You can focus on these players when they're on the field, giving you something to concentrate on when the rest of the field gets confusing.[8]
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    • You can also mention these players in conversation to show your working knowledge of the game. Keep your comments vague, like "Johnson is all over the field today," or "No one can catch Simmons!"
    • The key offensive players will probably be the quarterbacks from both teams, the running backs, and a wide receiver or tight end.
    • From the defensive side, key players are often linebackers, cornerbacks, or safeties.
  3. Ask a good friend questions about the game. If you don't mind owning up to the fact that you don't know much about football, you can just ask a friend or another guest to explain a few key points to you. Ask someone who's not too invested in the game and who won't mind taking their eyes off the screen for a few minutes to explain different points to you.
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    • Don't be nervous or embarrassed to ask for some pointers. Your friend will probably be excited to share their knowledge and help you get enthusiastic about the game.
  4. Watch how other people react and copy them to blend in. If you don't want to learn the complicated rules but would rather not stick out at a party full of football experts, just pick a team to cheer for. Look around the party to see who's wearing that team's colors, then simply copy their reactions to different plays.
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    • Avoid cheering too hard, or people might ask you questions about the game that you won't know how to answer. Keep your reactions relaxed and slightly indifferent, like you're just a casual fan.
    • For example, if your team scores a touchdown, just smile and clap. Avoid jumping up and down or yelling anything about the actual play.
    • If someone does ask you why you're pulling for a certain team, just say, "I don't care much either way, but I just wanted to cheer for someone."

EditTips

  • If you don't want to watch the game at all, invite other friends who aren't football fans to an anti-Super Bowl party. If you aren't a big football fan, chances are that some of your friends aren't either. A few days before the game, tell them you're hosting a party for people who don't want to watch the Super Bowl, and invite them to bring over food or games to play. Getting together with friends will help you avoid feeling left out of Super Bowl celebrations, and you'll have a better time than you would at a Super Bowl party!

EditSources and Citations

EditQuick Summary


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How to Choose Cold Weather Fitness Clothing

Posted: 31 Jan 2019 04:00 PM PST

It is always important to protect yourself against the cold, even when you're exercising. During cold weather, make sure that you are wearing the right layers made out of material that both wicks away moisture and insulates your body. You should also choose clothing that protects your head, hands, and face. You may even decide that you need winter-specific footwear. The key is to pick layers that you can remove and add as you need.

EditSteps

EditPicking the Right Layers

  1. Choose a light base layer. The layer closest to your skin should be a moisture-wicking material that will keep you dry as you sweat. It should also be form fitting to help insulate your body. Avoid cotton, as it can become damp from your sweat. Instead, look for shirts that are made of:
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    • Wool
    • Polyester
    • Wool/Polyester mix[1]
    • Polypropylene[2]
  2. Wear fleece over the base layer. The middle layer can be a pullover sweater, a front-zipping jacket, or a vest. It should be warm and insulating while still allowing your body to breathe. Fleece is a good middle layer as it is warm and soft like wool but much lighter.[3]
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    • If you live in an area that is extremely cold, you may decide to wear wool. Be aware that it is much heavier, and it may be more burdensome as you exercise.
  3. Find a breathable outer coat. The outermost layer should be a waterproof coat. You may want to look for one that has zipper vents, which you can open to air out your armpits. Unless you live in an extremely cold area, you may only need a light shell or a raincoat for this layer.[4] Some good materials for the outer layer include:
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    • Nylon
    • Gore-Tex
    • event
  4. Pick long pants or tights. You should not wear shorts during the wintertime. Although you can warm up through exercise, it may not be sufficient to prevent cold related conditions like hypothermia. Wear long pants, leggings, exercise tights, or yoga pants when exercising outside.
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    • If it is dry outside, you might choose a polyester blend or cotton for your pants.
    • If it is wet or snowy, you might opt for a waterproof bottom.
    • If you run, you may want to look for thermal running tights.
  5. Select reflective gear. As it can get dark early in winter, you want to make sure that you are visible to motorists as you exercise. When buying fitness clothing, look for outer layers that have reflective coloring, such as metallic orange or silver.[5]
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    • If you cannot find reflective winter clothing, you can also look for clip-on LED lights or reflective arm bands, belts, and shoe clips.

EditProtecting Your Head and Hands

  1. Buy a hat or headband. Headgear can keep your ears and head warm as you exercise outside. When looking for good hats and headbands, find a material that is thick and insulated. Both hats and headbands should pull over and cover your ears.[6]
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    • If you get a knit hat, make sure that it is lined on the inside.
  2. Layer your gloves. Try finding thin glove liners that you can wear under thicker gloves. When your hands get too warm, take off the heavier gloves, and just wear the glove liners.[7]
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    • Glove liners are often made out of thin, insulating materials. Some may be made out of natural materials, like wool, while others made be a mix of synthetic materials, like Thermasilk, spandex, and nylon.
    • Your outer gloves can be something heavier, such as knitted wool. You can even wear fingerless hand warmers over the glove liners if that is more comfortable.
  3. Find a helmet for winter sports. If you are skiing, snowboarding, or biking, make sure that you have adequate head protection. A good helmet will prevent injury in case you slip or fall.[8]
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    • A good helmet will be snug but not too tight. Be sure to try on helmets before purchasing. If you will wear the helmet with goggles, bring the goggles to try on with it.
    • Look for a helmet that has an insulated layer on the inside and a hard outer casing. This lining should cover your ears to protect them from cold wind.
    • Some winter helmets will have vents or adjustable plugs to prevent your scalp from sweating.[9]
  4. Search for a ski mask. Ski masks—also known a face liners or balaclavas-- provide extra protection against extremely low temperatures. These resemble hoods that pull over your head. They will often cover your mouth, chin, and forehead against strong wind and cold temperatures. In addition to skiing and snowboarding, ski masks may be useful for those hiking or biking at high altitudes.
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EditFinding Footwear

  1. Seek out thermal socks. If your feet get cold while exercising, you may want to find warmer socks. Thermal socks are a great choice as they keep your feet warm and dry through all types of cold weather.
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    • Thermal socks tend to be made out of wool. If you have a wool sensitivity, look for a pair made out of synthetic materials.[10]
    • If you decide to wear thinner socks, you can layer an extra pair over the first pair for the same effect. This may be uncomfortable for running.
  2. Go up a size. Thermal socks are extremely thick, and you may find that your foot is cramped inside your normal exercise shoe. You may want to find a winter shoe that is one half size to one full size larger than your normal shoe. When shopping for shoes, try wearing a pair of thermal socks to see how they fit in the shoe.[11]
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  3. Look for good traction. If you live somewhere where there is snow and ice, you will need to find a shoe with good traction. This may help prevent falls during cold weather. When looking for a winter shoe, check the bottom to see what type of traction there is.[12]
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    • A good shoe for snow or ice will have traction on the bottom of the shoe that resembles studs or cleats.
    • If you enjoy hiking in high, snowy altitudes, you may want to look for snow cleats or crampons.
  4. Consider waterproof shoes. If snow and ice are an issue for you, you may want to find a shoe that is waterproof. A waterproof shoe is generally more expensive. The material is heavier and less flexible, but it can keep your feet warm and dry in snowy conditions. Water can still enter the shoe through the sock.[13] If you do not have much snow or rain in your area, you may not need a waterproof shoe.
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EditTips

  • If your hands are cold while exercising, try placing chemical heat packs inside your gloves.
  • Layers can be removed when you are too warm and added when you are too hot. You may find that you do not need them as you are moving. Once you have stopped or slowed down, you may want to add them back on.

EditWarnings

  • If the temperatures are low or if it wet and windy, you may be at risk for hypothermia. Make sure that your body is completely covered, including your hands and ears. Even with waterproof gear, you should not exercise when it is raining in low temperatures.[14]

EditSources and Citations


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How to Cook Spaghetti in the Microwave

Posted: 31 Jan 2019 08:00 AM PST

If you're cooking out of a dorm or small kitchen, you can still make delicious meals. Decide if you'd like to microwave the noodles using tap water or boiling water and oil. Once you've microwaved the noodles, serve them with your favorite jarred pasta sauce. Keep in mind that you can also microwave a hearty meat sauce that's great with spaghetti.

EditIngredients

EditMicrowaving Pasta

  • Spaghetti
  • Water

Serving size varies

EditFor the Pasta

  • 10.5 ounces (300 g) of uncooked spaghetti noodles
  • of vegetable oil, optional
  • Boiling water as needed

Makes 4 servings

EditFor the Premade Sauce

  • 1 jar of pasta sauce

Serving size varies

EditFor the Meat Sauce

  • 1 onion, chopped
  • 1 garlic clove, chopped
  • 1 carrot, diced
  • of lean ground beef
  • 1 14-ounce (411 g) can of chopped tomatoes
  • of boiling water
  • 1 beef stock cube or 1 teaspoon (2.5 g) of powdered bouillon
  • 1 teaspoon (2 g) of dried oregano
  • Black pepper, to taste

Makes 4 servings

EditSteps

EditMicrowaving Pasta

  1. Break up the spaghetti noodles and place them in a bowl. Get out as much spaghetti as you'd like to cook in the microwave. Then break the noodles into halves or thirds and put them in a microwave-safe bowl.[1]
    Cook Spaghetti in the Microwave Step 1.jpg
  2. Pour enough water to cover the noodles by . You can use room temperature water or just run water from the tap into the bowl. It's important that the noodles are completely submerged.[2]
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    • The noodles will double or triple in size as they cook which is why they need to be covered with the water.
  3. Microwave the pasta for 3 minutes longer than the package instructs. Put the bowl in the microwave and read the pasta cooking instructions. Set the timer for 3 minutes longer than the manufacturer's recommendations.[3]
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    • For example, if the package says to boil the noodles for 9 minutes, you'll need to microwave them for 12 minutes.
  4. Drain and use the cooked pasta. Carefully remove the hot bowl from the microwave. Set a colander in the sink and slowly pour the hot pasta into it so the water drains into the sink. Then top the cooked pasta with your favorite sauce.[4]
    Cook Spaghetti in the Microwave Step 4.jpg
    • Refrigerate leftover cooked pasta in an airtight container for up to 3 to 5 days.

EditCooking the Pasta Using Boiling Water

  1. Break the dry spaghetti noodles and put them in a bowl. Get out 10.5 ounces (300 g) of uncooked spaghetti noodles and break them into thirds. They should easily fit into a microwave-safe bowl without sticking out.[5]
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  2. Coat the pasta with oil and pour in boiling water. Add of vegetable oil to the dry noodles and stir until they're all coated. Then pour in enough boiling water to cover the noodles by at least .[6]
    Cook Spaghetti in the Microwave Step 6.jpg
    • Mixing the noodles with oil will prevent them from clumping together as they cook in the microwave.
  3. Microwave the spaghetti for 8 minutes. Put a lid on the dish or cover it with plastic wrap. Set the dish in the microwave and heat the pasta on full power for 8 minutes. Stop and stir the noodles once they're halfway cooked.[7]
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    • Use caution when you stir the spaghetti since the dish will be hot.
  4. Remove the spaghetti and let it sit for 2 minutes. Once the spaghetti has rested for a few minutes, test a few noodles to see if they're as soft as you like. If they're too firm for you, return the noodles to the microwave and cook them for 2 more minutes.[8]
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  5. Drain and serve the spaghetti with sauce. Set a colander in the sink and slowly pour the cooked spaghetti into it. The hot water should drain into the sink. Then serve the hot spaghetti with your choice of sauce.
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    • To store leftover spaghetti noodles, put them in an airtight container and refrigerate them for up to 3 to 5 days.

EditMicrowaving Premade Sauce

  1. Pour a jar of pasta sauce into a large bowl. Choose a microwave-safe bowl that's large enough to contain any splatters from the sauce. If you want to microwave a smaller portion, just pour as much as you need into the bowl.[9]
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  2. Microwave the sauce in 30-second increments. Put the bowl of pasta sauce in the microwave and use LOW power to heat the sauce. Stop and stir the sauce every 30 seconds as it heats.[10]
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    • Keep in mind that it will take 2 to 3 minutes to heat a full jar of pasta sauce while a single portion might only take 1 minute.
  3. Spread the hot sauce over your cooked noodles. Once the pasta sauce is as hot as you'd like, remove it from the microwave and spoon it over cooked spaghetti noodles. Serve the sauce and noodles while they're hot.[11]
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EditCooking Meat Sauce in the Microwave

  1. Chop 1 onion, 1 garlic clove, and 1 carrot. Peel the produce and set them on a cutting board. Then use a sharp knife to chop the onion into pieces and mince the garlic clove. Dice the carrot into pea-sized pieces and transfer everything to a large microwave-safe bowl.[12]
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    • If you're short on time, buy a package of ready-cut onions and carrots to use.
  2. Mix of lean ground beef with the veggies in the bowl. Mix the meat into the chopped vegetables as you break it into smaller pieces. This will help the beef cook evenly.[13]
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  3. Cover the bowl and microwave the mixture for 3 minutes. Lay a piece of plastic wrap over the bowl with the meat and vegetables. Then cut a slit in the plastic wrap so steam can escape. Microwave the meat and vegetables for 3 minutes using high power.[14]
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    • If you don't want to use plastic wrap and the bowl has a lid, set the lid on the bowl so it's slightly askew and steam can escape.
    • Use caution when handling the dish since it will become very hot.
  4. Microwave the meat mixture for 3 more minutes. Keep the mixture covered and microwave it until the meat is no longer pink. To ensure it's finished cooking, insert a meat thermometer into the center of the dish. The meat should reach .[15]
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    • If the meat is still slightly pink or hasn't reached , cover and microwave it for 1 more minute before checking it again.
    • Drain off any visible grease from the bowl once the meat has finished cooking.
  5. Stir in the tomatoes, water, stock, and oregano. Open a 14-ounce (411 g) can of chopped tomatoes and add it to the bowl with the meat and vegetables. Stir in of boiling water, 1 teaspoon (2 g) of dried oregano, and 1 beef stock cube or 1 teaspoon (2.5 g) of powdered bouillon.[16]
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  6. Microwave the meat sauce for 7 minutes. Lay the plastic wrap or lid back on the bowl and heat the sauce on full power. The sauce should begin to bubble and become fragrant.[17]
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    • Taste the sauce and stir in ground pepper according to your taste. It's safe to taste the sauce since the meat is already cooked.
  7. Microwave the sauce for 10 more minutes before serving. Remove the lid and stir the sauce well. Then set the lid or wrap back on the bowl and heat the sauce for 10 more minutes. Stir it at the halfway point so the sauce cooks evenly. Carefully remove the sauce from the microwave and spoon it over the cooked spaghetti.[18]
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    • Cover and refrigerate leftover meat sauce for up to 3 or 4 days.

EditThings You'll Need

EditMicrowaving Pasta

  • Microwave-safe bowl
  • Colander

EditCooking the Pasta Using Boiling Water

  • Microwave-safe bowl
  • Lid or plastic wrap
  • Spoon
  • Colander

EditMicrowaving Premade Sauce

  • Large microwave-safe bowl
  • Spoon

EditCooking Meat Sauce in the Microwave

  • Measuring cups and spoons
  • Large microwave-safe bowl
  • Knife and cutting board
  • Fork
  • Plastic wrap or a paper towel

EditTips

  • To help pasta heat evenly in the microwave, don't put it on a plate in a circular mound. Instead, make a hole in the middle, so it's in the shape of a donut or ring. This helps it heat faster, and more evenly.[19]
  • For gluten-free spaghetti, skip the pasta noodles and cook spaghetti squash in the microwave instead.

EditSources and Citations


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